ZAPPIANDO

No dia 18 de junho de 2001 estreava a novela “A Padroeira”, no horário das seis global. O autor Walcyr Carrasco e o diretor Walter Avancini repetiam a parceria  de “O Cravo e a Rosa”, que havia sido um sucesso, três meses depois após o término.

Porém, devido a um problema de saude, Avancini foi afastado da produção um mês após sua estreia e viria a falecer alguns meses depois. Em seu lugar, assumiu a direção da trama Roberto Talma.

Os protagonistas vividos por Luigi Baricelli e Deborah Secco.

Devido a baixa audiência, Talma reformulou a novela toda. Os ares sombrios da primeira fase deram espaço  aos mais vivos, isto nos personagens, figurinos e cenografia.  As paredes das casas, até então com cor de terra, ganharam um colorido. Alguns personagens foram eliminados, dando lugar a novos, como Suzana Vieira e Rodrigo Faro, que entraram na trama e seus personagens eram artistas divertidos e alegres. A protagonista Cecília, vivida por Deborah Secco, deixou de ser uma mulher frágil e sofredora e se tornou uma mulher mais forte e determinada. Imaculada, a personagem de Elizabeth Savalla, deixou de ser amargurada e se tornou uma vilã cômica. Luigi Baricelli, que vivia o mocinho Valentim, também teve seus cabelos cortados e ficou com aspecto mais limpo. O casal vivido por Murilo Rosa e Mariana Ximenez foi separado e ele passou a correr atrás dela.

Alguns atores da 1ª fase foram direto para outras produções. Yoná Magalhães, por exemplo, foi escalada para a novela das sete “As Filhas da Mãe”, e Stênio Garcia foi para “O Clone”, ambas estreando pouco tempo depois.

Os atores Luigi Baricelli e Deborah Secco foram escalados para viverem os protagonistas devido ao sucesso de seus personagens na novela “Laços de Família”.

O tema de abertura da novela também foi modificado. O instrumental Santuário do Coração, da 1ª fase, foi substituído na 2ª fase pela música A Padroeira, cantada por Joanna e posteriormente por Sol de Primavera, interpretada pela cantora Kika e também tema dos protagonistas.

A novela era inspirada no romance “As Minas de Prata”, de José de Alencar, e tinha como pano-de-fundo a história do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul. Daí, o nome “A Padroeira”. Alguns personagens da trama tinham nomes de pessoas reais, como João Alves (Cláudio Gabriel), Silvana da Rocha (Laura Cardoso) e a menina cega Marcelina (Renata Nascimento).

No capítulo do dia 12 de outubro de 2001, dia de Nossa Senhora Aparecida, foi mostrado o milagre da menina cega. Este também é um fato real, assim como outros milagres de Nossa Senhora foram mostrados, como o dos peixes, no encontro da Imagem; o das velas que se apagam e acendem sozinhas; o do cavaleiro revoltado, que as ferraduras ficam presas no chão quando ele tenta invadir a Igreja com o cavalo; e a do escravo que tem os grilhões rompidos enquanto reza para Nossa Senhora.

No mesmo dia 12 de outubro, o ator Norton Nascimento, que interpreta o escravo Zacarias (este do milagre) e a cantora Joanna, que cantava o tema de abertura da novela, estiveram no Santuário Nacional de Aparecida. A cena gravada foi ao ar no último capítulo da novela, em 22 de fevereiro de 2002.

Mais leve e cômica, a audiência entrou nos eixos e a novela teve 215 capítulos.

Luigi, Deborah e Maurício Mattar, na 2ª fase.

Sinopse - No século XVIII, em 1717, a jovem Cecília (Deborah Secco), filha do fidalgo Dom Lourenço de Sá (Paulo Goulart),  pertence a Comitiva do Conde de Assumar, que chega à pequena Vila de Santo Antonio de Guaratinguetá. A Comitiva é atacada por um bando de saltiadores, liderados por Molina (Luís Mello), que raptam Cecília. A jovem é salva por Valentim (Luigi Baricelli), por quem se apaixona. Mas, o rapaz não é bem visto pela sociedade por seu falecido pai ter sido acusado de traição pela Coroa. Quando chega em casa, Cecília descobre que o seu pai a prometeu em casamento com o fidalgo Dom Fernão de Avelar (Maurício Mattar). No entanto a moça recusa o compromisso. Rejeitado, Fernão jura que terá a prometida, por bem ou por mal.

Paralelo a isto, os pescadores da Vila lutam pelo reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida. A Imagem havia sido encontrada por eles no Rio Paraíba do Sul, quando foram pescar peixes para servir o recém-chegado Conde de Assumar.

Vídeos e Fotos: Youtube/Divulgação

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Comentários em: "“A PADROEIRA” ESTREAVA HÁ 10 ANOS" (2)

  1. Érica disse:

    Oi meu nome é Érica moro em Santa Luzia MG, o meu maior sonho é ver novamente as lindas cenas de a padroeira.Cenas iguais aquelas não há,FÉ, RELIGIÃO,INVEJA,AMOR,DEVOÇÃO; tudo isso e mais retratado nas belissimas cenas de a padroeira.

    • Olá Érica! Seja bem-vinda!

      Realmente, “A Padroeira” tinha belíssimas cenas de Fé e Devoção, tudo em uma perfeita cenografia. Mas, outras novelas mostraram cenas assim, mas em menor quantidade. Seria legal cenas desse tipo.

      Um abraço e continua sempre “Zappiando”.

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