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Posts marcados ‘novelas brasileiras’

A DEVOÇÃO POR SANTA RITA NAS NOVELAS

Nesse domingo (22) é comemorado o Dia de Santa Rita de Cássia. A Santa intercessora das causas impossíveis é a protetora de muitos personagens da ficção, que assim como na vida real a recorrem em momentos de desespero.

Ela é também uma das marcas do autor Manoel Carlos, além de suas Helenas, os doutores Moretti e o Leblon.

Mas, de todas as suas novelas, acredito que “Páginas da Vida” (2006) seja a que tenha mostrado esta devoção ainda mais acentuada. O casal Tide (Tarcísio Meira) e Lalinha (Glória Meneses) tinham até uma capela dedicada à Santa em suas casa. Foi nesta capela, inclusive, que Lalinha morreu, logo no início da novela.

Outra que era fervorosa e que sempre recorria à Santa Rita em seus mais absurdos pedidos era Mariana (Cássia Kiss), em “Paraíso” (2009). Sua filha, Maria Rita, também herdou esta devoção da mãe.

Veja o vídeo com as cenas destas novelas.

Esta cena da novela “Páginas da Vida” mostra a capela de Santa Rita e a devoção de Olívia (Ana Paula Arósio) pela Santa.

Na cena da novela “Paraíso”, Mariana confie o futuro da filha à Santa Rita e Maria Rita pede a intercessão da Santa.

Vídeos: Youtube

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NILSON COMENTA CIRANDA DE PEDRA

*Por Nilson Xavier

Armando Bógus e Eva Wilma, como Daniel e Laura.

Essa semana a novela “Ciranda de Pedra”, versão de 1981, completou 30 anos de sua estreia. Eu pude acompanhá-la na reprise apresentada dentro do TV Mulher, em 1983. Tinha uns 14 anos, nesta época. Novela apaixonante, folhetinesca e envolvente. Como não se emocionar com o drama da doce Virgínia (Lucélia Santos), renegada pelo pai (Natércio Prado, de Adriano Reys) e pelas irmãs (Otavia de Priscila Camargo e Bruna de Silvia Salgado), encontrando apenas o apoio na mãe doente, bipolar, Laura, vivida intensamente por Eva Wilma, e no “tio” Daniel (Armando Bógus), que descobre-se mais tarde ser na verdade o seu pai biológico. Inesquecível também foi a atuação de Norma Blum, como a governanta alemã Frau Herta, com ares de nazista, severa e intransigente.

Os anos 40 foram poucas vezes reproduzidos em nossa teledramaturgia. E em “Ciranda de Pedra” estiveram magnificamente representados, com todo o charme, distinção e sobriedade da época da Segunda Guerra. E é preciso lembrar que essa novela pouco tem a ver com a versão de Alcides Nogueira do mesmo livro, que foi ao ar em 2008.

Tenho boas lembranças de “Ciranda”, como uma novela bonita, emocionante, com um tema pesado, denso, mas irresistivelmente folhetinesco nas mãos de seu adaptador, o experiente Teixeira filho, que vinha da Tupi. Era uma trama calcada em personagens fortes e complexos, o que exigia interpretações à altura. E o seu elenco deu conta do recado!

A mim deixou saudades. Como cantado em seu tema de abertura:

“Melancolicamente… voltei ao passado…”

 

Fotos: Divulgação

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ZAPPIANDO ESTREIA A COLUNA “NILSON COMENTA”

Ele tinha 10 anos quando começou anotar detalhes sobre novelas em um caderno, o elenco, a história, a trilha sonora, bastidores, e daí não parou mais. Hoje todas essas informações estão reunidas em um site, o Teledramaturgia, a maior referência sobre o assunto.

Estou falando de Nilson Xavier, um catarinense de Joinville, que hoje mora em São Paulo e trabalha como Analista de Sistemas, mas é expert em Telenovelas. Seu vasto conhecimento sobre o gênero também já foi dividido com os leitores do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira” e em diversas entrevistas em programas de TV e para jornais, revistas e internet. E eu tive a honra de contar com a riquíssima participação dele no meu Trabalho de Conclusão de Curso, o vídeodocumentário “Fábrica de Ilusões”, como eu já comentei aqui no Blog.

E é também com muita honra que o “Zappiando” dá as boas-vindas a este queridão e a partir de hoje publicaremos semanalmente a Coluna “Nilson Comenta”, na qual ele comentará diversas novelas e programas. A Coluna será publicada aos finais de semana.

Confira na próximo post o texto de estreia, no qual “Nilson Comenta Ciranda de Pedra“.

Espero que goste, caro internauta.

Um forte abraço!

Paulo Ricardo Diniz

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Nilson Xavier: twitter.com/Teledramaturgia

CANAL VIVA – 1 ANO: A OPORTUNIDADE DE MATAR SAUDADES

Nesta semana o Canal Viva está comemorando o seu primeiro aniversário.

O Canal é dedicado à reprises de novelas, minisséries, programas e seriados antigos da TV Globo, e alguns da atual programação, como: Estrelas, Mais Você, Vídeo Show e Caldeirão do Huck.

Em 1 ano, o Viva tem um sucesso consolidado e está entre os mais vistos da TV Paga. Além de seus programas serem bem comentados no Twitter durante suas exibições, alcançando às vezes o Trending Topics – o ranking do microblog. Sem contar os personagens de suas novelas em reprise que também ganham perfis na rede social, como é o caso do personagens de “Vale Tudo”, seu maior sucesso. Perfis como: @mordomoeugenio, @tiacelina @helenaroitman e @raquelvaletudo estão sempre comentando a novela.

Hoje o Canal é querido não só pelos telemaníacos como também pelos demais telespectadores que às vezes sem uma boa opção nos programas atuais optam por ver os antigos exibidos pelo Canal. Já ouvi várias pessoas comentando que assistiram um programa ou outro.

E para os noveleiros de plantão, que sonhavam com reprises de novelas antigas no Vale a Pena Ver De Novo e até tinham desistido de algumas, o Viva se tornou a ‘salvação da lavoura’.

Veja abaixo a lista das novelas e minisséries que estão no ar:

Vale Tudo

Malhação 2000

O Rei do Gado

Vamp

A Muralha

Anos Dourados

E as que já foram reprisadas:

Malhação Múltipla Escolha

Quatro Por Quatro

Por Amor

A Casa das Sete Mulheres

Memorial de Maria Moura

Hilda Furacão

Engraçadinha

Desejo

Chiquinha Gonzaga

Dona Flor e Seus Dois Maridos

Sex Appeal

Veja o vídeo com a estreia do Canal VIVA, dia 18 de agosto de 2010.

Foto e Vídeo: Divulgação / Youtube

RECORDANDO: 20 ANOS DO ÚLTIMO CAPÍTULO DE “MEU BEM MEU MAL”

Há 20 anos ia ao ar o último capítulo de “Meu Bem Meu Mal“, no horário nobre global. A novela de Cassiano Gabus Mendes, escrita com Maria Adelaide Amaral e Djair Cardoso, tinha enredos de um bom folhetim, como o próprio autor admitia.

O derradeiro capítulo 173 trazia os desfechos da história que colocava em cheque as diferenças entre as classes sociais e uma rede de intrigas que geravam amor e ódio.

A empresária Isadora Venturini (Sílvia Pfeiffer) termina sozinha, numa cena que marca bem esta solidão: já de noite, ela deixa o escritório da Venturini Designerse segue para casa, na cena final.

Seus filhos, Victória (Lizandra Souto) e Marco Antônio (Fábio Assunção), têm finais felizes ao lado dos amores que encontraram no subúrbio.

Fernanda (Lídia Brondi) e Doca (Cássio Gabus Mendes), depois de trocarem farpas durante toda a trama, se entendem e se apaixonam.

E o mordomo Porfírio (Guilherme Karan) enfim consegue conquistar a sua “Divina Magda” (Vera Zimermann). Ricardo Miranda (José Mayer) fica com Patrícia (Adriana Esteves), a moça que se aproximou dele por vingança, mas acabou se apaixonando.

A novela marcou a estreia dos atores Fábio Assunção e Milla Christie,  e foi  a última de Lídia Brondi, que encerrou sua carreira como atriz. Lidia se casou com seu par romântico, Cássio Gabus Mendes, e vivem juntos até hoje.

Foi também a primeira de Sílvia Pffeiffer, muito criticada por sua atuação. Antes ela havia feito a minissérie “Boca do Lixo”.

Os atores Zilda Cardoso e Jorge Dória garantiam muito humor à trama com seus personagens Dona Elza e Seu Emílio. Ela inclusive estava na antológica cena em que Dom Lázaro Venturini (Lima Duarte), está entrevado numa cama após um derrame, e volta a falar pedindo melão. Cena esta que originou o nome do Blog do meu amigo Vitor Santos, o “Eu Prefiro Melão“.

A novela foi reprisada no Vale a Pena Ver De Novo entre 12 de agosto e 22 de novembro de 1996. Neste ano também completa, portanto, 15 anos de sua reprise.

Foto e Vídeos: Divulgação / Youtube

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NA TRILHA DO JOTA QUEST

Neste ano o Jota Quest completa 15 anos de carreira. Com 10 álbuns lançados – o último é justamente para comemorar a data – algumas das canções do grupo embalou vários personagens de novelas, seriados e filmes. Por isso, hoje vamos entrar “Na Trilha” do Jota Quest e relembrar essas trilhas.

O grupo iniciou a carreira com o nome Jay Quest e posteriormente mudou para Jota Quest. No início participou de vários programas de TV, mas a primeira música em trilha de novela veio apenas 5 anos depois, em 2001.

Em “Porto dos Milagres“, a música Um Raio Laser era tema de Alexandre, personagem de Leonardo Brício.

Já a música O Que Eu Também Não Entendo fez parte da trilha da novela “Roda Viva“, na Record. E no “Sítio do Pica-Pau Amarelo“, Pedrinho tocava para o personagem homônimo da obra de Monteiro Lobato.

Em 2003, duas de suas canções viraram hits e esteve entre as mais tocadas das rádios de todo o Brasil. Só Hoje, sucesso em “Malhação“, e Amor Maior, que embalava o romance dos primos Diogo (Rodrigo Santoro) e Luciana (Camila Pitanga), em “Mulheres Apaixonadas“. A música entrou no CD 2 da novela.

Em “Malhação” fez parte de mais duas trilhas, na temporada de 2004, com Do Seu Lado, e na de 2007, e com Já Foi.

E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou”. Os versos são de O Sol, sucesso na novela “Cobras e Lagartos” e também nas rádios.

Em 2009, o grupo teve três músicas em trilhas. As armações do Macaco Chico e as cenas românticas de Dênis (Marcos Pasquim), em “Caras e Bocas“, ganhavam um toque especial com De Volta ao Planeta dos Macacos e Vem Andar Comigo, respectivamente.

Enquanto isso no horário das seis, La Plata caia como uma luva para as maldades da vilã Verônica (Paola Oliveira), em “Cama de Gato“. Inclusive na cena em que a maquiavélica tenta fugir do país e dá “bye bye para o Brasil” olhando para a câmera.

No ano passado, Tudo Me Faz Lembrar Você estava na trilha do filme “Muita Calma Nessa Hora“, com roteiro de Bruno Mazzeo.

Vídeos: Youtube


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SUCESSO E GLÓRIA: A TRAJETÓRIA DE GLÓRIA PIRES


Por acaso ela estreou na TV, mas não por acaso ela permaneceu. Vamos relembrar a trajetória de sucesso e “glórias” da atriz Glória Pires.

Em sua estreia na TV.

Com Lauro Corona, em "Dancin' Days".

Ela estreou na TV com apenas 5 anos na novela “A Pequena Orfã‘, da extinta TV Excelsior, em 1968. Em seguida atuou ao lado do pai, o ator Antonio Carlos Pires, e do humorista Chico Anysio. Depois fez outras novelas e programas, como: “O Semideus” e “Duas Vidas“, de Janete Clair, e “Satiricon“, “Faça Humor, Não Faça Guerra” e “Chico em Quadrinhos“. Mas, foi em 1978, na novela “Dancin’ days“, que Glória teve maior projeção. Ela era Marisa, o alvo da disputa entre a mãe, Júlia Mattos (Sônia Braga), e a tia que a criou, Yolanda Pratini (Joanna Fomm). Foi neste trabalho em que a atriz conheceu o ator Lauro Corona, seu par romântico, e se tornaram grandes amigos.

O papel em “Dancin’Days” lhe rendeu o troféu APCA de atriz revelação e a protagonista da novela “Cabocla“, no ano seguinte., novela em que fez par com Fábio Junior, com quem acabou se casando depois.

Em "Água Viva", com Kadu Moliterno.

Em 1980, Glória interpreta a personagem Sandra na novela “Água Viva. Na trama ela é filha de Miguel Fragonard (Raul Cortez) e sofre por ficar orfã. No mesmo ano, protagonizou a novela “As Três Marias“, ao lado de Nádia Lippi e Maitê Proença, vivendo Maria José, a Jô.

Três anos depois, estava em “Louco Amor“, como a ambiciosa Cláudia.

Como Ana Terra, na minissérie "O Tempo e o Vento".

Em 1985, em comemoração aos 20 anos da Rede Globo, a emissora lançou a minissérie “O Tempo e o Vento“, baseada na obra de Érico Veríssimo. Glória viveu Ana Terra, uma das protagonistas. A atriz conciliou as gravações da minissérie com a da novela “Partido Alto“, seu trabalho anterior, em 1984.|

Em 1987, fez novamente par romântico com o amigo Lauro Corona, na novela  “Direito de Amar“. A trama era de época, assinada por Walther Negrão e baseada na obra de Janete Clair.

1988 foi um ano de ouro para Glória Pires. Em “Vale Tudo” ela viveu sua primeira grande vilã, a sempre lembrada Maria de Fátima. A trama questionava se valia a pena ser honesto no Brasil.

Glória começou os anos 90 com a non-sense “Mico Preto“, como a trapaceira Sarita, e emendou com “O Dono do Mundo“, no ano seguinte, em que vivia Stela, a mulher do protagonista-vilão Felipe Barreto (Antônio Fagundes).

Mulheres de Areia” entraria no ar em 1992, mas Glória, que viveria as protagonistas gêmeas Rute e Raquel, engravidou de sua primeira filha com Orlando Morais, Antonia, e a novela foi adiada para o ano seguinte. A trama de Ivani Ribeiro foi um grande sucesso, com audiência superior a 50 pontos, sendo a maior da década no horário.

Em 1994, a atriz viveu a personagem-título da minissérie “Memorial de Maria Moura“, considerado um de seus melhores trabalhos. Na minissérie, sua filha, hoje atriz, Cléo Pires, fez uma participação como Maria Moura quando criança.

Em "O Rei do Gado"

Em 1996, Glória cortou as madeixas para dar vida à impostora Rafaela, que se fazia passar por Marieta, a herdeira de uma grande fortuna, em “O Rei do Gado“.

Meses depois do final de “O Rei do Gado“, ela brilhava no horário das seis como a babá Nice, no remake de “Anjo Mau“, assinado por Maria Adelaide Amaral. A personagem conquistou o público e teve um final feliz ao lado de seu amor, Rodrigo (Kadu Moliterno), diferente da versão original.

Em 1999, estava novamente em uma trama de Aguinaldo Silva, em “Suave Veneno“.

Como a jornalista Júlia Moreno, de "Desejos de Mulher".

Em 2002, revive a dobradinha de “Vale Tudo“, com Regina Duarte, agora como irmãs e não como mãe e filha, em “Desejos de Mulher“.

Com Fernanda Montenegro, em "Belíssima".

Três anos depois, estava em “Belíssima“, como a protagonista Júlia Assumpção, dominada pela avó, a vilã Bia Falcão (Fernanda Montenegro). Na trama, ela repete com Tony Ramos o par romântico vindo do Cinema, com o longo “Se Eu Fosse Você”, o que se daria também no trabalho seguinte na TV, a novela “Paraíso Tropical“, em 2007, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

O novo visual de Norma, em "Insensato Coração".

Atualmente a atriz encarna a injustiçada Norma Pimentel, em “Insensato Coração“, dos mesmos autores. Após um golpe do vilão Léo (Gabriel Braga Nunes), Norma é presa e paga por um crime que não cometeu. Na prisão, ela jura vingança a Léo. Mesmo antes da estreia da novela, Norma foi vendida como a grande vilã da história e nos próximos capítulos promete-se a sua reviravolta.

Com Tony Ramos no sucesso "Se Eu Fosse Você".

Cinema - Além de grandes sucessos na TV, Glória Pires também coleciona trabalhos no Cinema. O primeiro foi “Índia, a Filha do Sol“, em 1981, do diretor Fábio Barreto, seguido de “Besame Mucho“, em 1986, “Jorge, um brasileiro“, em 1987, “O Quatrilho“, em 1995, e  “A Partilha“, em 2001. Recentemente filmou “Lula – O Filho do Brasil“, no qual contava a história do ex-presidente Lula, lançado em 2010, e também “É Proibido Fumar“, no mesmo ano. Mas, seus grandes sucessos são “Se Eu Fosse Você” e “Se Eu Fosse Você 2“, duas divertidas comédias, protagonizadas com Tony Ramos e com direção de Daniel Filho.

Capa do livro "40 anos de Glória", sua biografia.

Em 2010, a atriz teve sua biografia contada no livro “40 Anos de Glória”, do escritor Eduardo Nassife. Livro este que será tranformado em filme, em formato de documentário.

Glória Pires. Como o nome já diz e como brilhantemente assinou Eduardo Nassife, uma carreira de glória. Uma atriz que cresceu na TV, que em 1977 chegou a pensar em desistir da precoce carreira, nos brindou com tantos bons personagens. Tenho um carinho especial por “Mulheres de Areia”, que foi a primeira novela que eu assisti com consciência do que estava vendo e desde então me apaixonei pelo trabalho de Glória.

Hoje uma atriz consagrada e seu nome dá um grande peso a qualquer trabalho e mesmo que seja ruim como um todo, ela dá o diferencial e faz o seu papel muito bem feito.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

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DIA DAS MÃES: RELEMBRE ALGUMAS BOAS REPRESENTANTES DA FICÇÃO

Neste domingo (8) é Dia das Mães. Da minha mãe em dose dupla pois é também o aniversário dela. Na ficção elas têm legítimas representantes. Assim como na vida real, tem as super mães e aquelas mães que são “filhas da mãe”, para não dizer outra coisa.

No meio deste universo todo, vamos relembrar algumas!

O que dizer de  Dona Lola (Irene Ravache), de “Éramos Seis” (SBT), a mulher que viveu por aquela família, dedicando-se ao marido e aos filhos e terminou seus dias em um asilo.

Dona Armênia

A Dona Armênia (Aracy Ballabanian), de “Rainha da Sucata“, que fazia de tudo pelos seus ‘filhinhas’.

 

Helenas e suas filhas

E as Helenas do Maneco? Com especial para a de “Laços de Família” (Vera Fischer) e a de “Por Amor” (Regina Duarte). Uma abriu mão de seu namorado pela filha e posteriormente gerou um filho para salvar sua vida. E a outra, trocou o filho vivo pelo natimorto da filha, por ela não poder gerar mais.

Tereza

E a Tereza (Lilia Cabral) de “Viver a Vida“, que depois do acidente da filha, Luciana (Alinne Moraes), passou a viver em função dela, deixando sua vida de lado.

Ingrid

Ainda em “Viver a Vida“, a superprotetora Ingrid (Natália do Valle) que queria escolher o futuro dos filhos, era contra seus namoros, mas no fundo queria o melhor para eles.

Baronesa

A Baronesa Cândida (Patrícia Pillar), de “Sinhá Moça”, que por muitas vezes enfrentou o marido rude para defender a filha.

Rose

A Rose (Camila Pitanga), de “Cama de Gato“, que tinha uma verdadeira tropa de elite com seus quatro filhos.

Dona Pierina

A Dona Pierina (Nair Bello), de “Uga Uga“, que por mais de dez anos chorou a morte de filho Baldochi (Humberto Martins) e foi consolada pelo outro filho, Van Damme (Marcos Pasquim), e por fim os dois estavam vivos.

Dona Candê

A Dona Candê (Vera Holtz), de “Passione“, que tinha como filho o bandido Fred (Reynaldo Giannecchini) e apoiou a filha Felícia (Larissa Maciel), fazendo ela tomar gosto pela vida novamente e criando a neta Fátima (Bianca Bin), como filha.

Sofia

A Sofia (Zezé Polessa), de “Escrito nas Estrelas“, que vislumbrava um rico futuro para filha, Beatriz (Débora Falabella).

Dulce

A Dulce (Cássia Kiss), de “Morde e Assopra“, que se sacrifica para dar uma boa vida ao filho.

Islene

A Islene (Paula Burlamaqui), de “América“, que era os próprios olhos da filha deficiente visual, a pequena Flor (Bruna Marquezine).

Maria do Carmo

E a Maria do Carmo (Susana Vieira), de “Senhora do Destino“, que nunca desistiu de encontrar a filha sequestrada. Assim como a Odaísa (Isadora Ribeiro), de “Explode Coração“, que mantinha a esperança de reencontrar o filho desaparecido.

Mas, nem só de boas mães sobrevive a ficção. Vamos às mães vilãs e desnaturadas.

Bia

Bia Falcão (Fernanda Montenegro), de “Belíssima“, que rejeitou a filha, Vitória (Cláudia Abreu), duas vezes.

Odete

Odete Roitman (Beatriz Segall),  de “Vale Tudo“, que humilhava a filha Helena (Renata Sorrah).

Nazaré

A sequestradora Nazaré Tedesco (Renata Sorrah), de “Senhora do Destino“, que sequestrou a filha de Isabel (Carolina Dieckmann), que por sua vez era a filha que ela havia sequestrado quando pequena.

Helenas, Roses, Terezas, Do Carmos, Dulces são tão parecidas com a Marias, Aparecidas, Fátimas, Conceição, Luizas, Janetes, Reginas e tantas outras que encontramos por aí. A verdade é que a arte imita a vida e a retrata com tanta fidelidade que nos identificamos.

Fotos e Vídeo: Divulgação/Youtube

@diniz_paulinho

GLOBO 46 ANOS DE TELENOVELAS – PARTE 2

Continuando a História das Telenovelas da Rede Globo:

Se os anos 70 havia sido de experimentalismo, nos anos 80 a inovação continuou, mas, com ainda mais ousadia.

Em 1980, Gilberto Braga escreveu “Água Viva” e criou a figura do colaborador. As novelas estavam um pouco maiores, com mais tramas, o que seria trabalho demais para uma pessoa só. Gilberto havia escrito sozinho “Dancin’Days” em 1978, e alegou à emissora que era um trabalho estressante para se fazer sozinho. E solicitou uma pessoa para auxiliá-lo em “Água Viva“, e por volta do capítulo 60, passou a escrever com Manoel Carlos. Daí em diante, a figura do colaborador se tornou comum e necessária às novelas, com exceção de alguns autores, como Glória Perez, que até hoje escreve suas novelas sozinha.

Em 1983, a Teledramaturgia Brasileira teve uma grande perda com o falecimento da autora Janete Clair. A esposa de Dias Gomes estava no ar com a novela “Eu Prometo“, que foi continuada pela até então colaboradora Glória Perez.

Neste mesmo ano, a comédia rasgada deu o tom ao horário das sete, com “Guerra dos Sexos“. O autor Sílvio de Abreu e o diretor Jorge Fernando colocaram em cena dois grandes atores do Teatro Brasileiro, Paulo Autran e Fernanda Montenegro. Uma das memórias desta novela é a antológica cena do café da manhã em que um joga comida no outro.

Veja a cena de Guerra dos Sexos.


Em 1985, dez anos depois de sua censura, “Roque Santeiro” é refeita com outro elenco, com Regina Duarte como Viuva Porcina e José Wilker como Roque, desta vez recusados por Betty Faria e Francisco Cuoco, e se torna um grande sucesso. Até hoje “Roque Santeiro” é novela de maior audiência da Televisão Brasileira. E nos parâmetros atuais, dificilmente será superada. A novela será reprisada a partir de julho pelo Canal VIVA, subtituindo “Vale Tudo“.

Cena do último capítulo de “Roque Santeiro”.


E por falar em “Vale Tudo“, a obra de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva foi um grande sucesso em 1988 retratando o Brasil e a sociedade da época. Vale a pena ser honesto no Brasil? Indagava a trama. E todo mundo queria saber: “Quem matou Odete Roitman?”. Hoje, quase 23 anos depois, com figurino e cenografia à parte, a novela reprisada pelo VIVA ainda é bem atual.

A cena do assassinato de Odete Roitman.


Esta foi uma década de grandes sucessos. Podemos citar ainda: “Baila Comigo” (1981), “A Gata Comeu” e “Tititi” (1985), “Sassaricano” (1987), “Fera Radical” (1988), “Top Model“, “O Salvador da Pátria“, “Que Rei Sou Eu?” e “Tieta” (1989).

Nos anos 90, o formato das telenovelas se modificou um pouco mais. Os capítulos passaram a ter aproximadamente uma hora no ar, e com isso as tramas aumentaram, com mais núcleos  e personagens. E foram nesses anos que a Globo viu sua audiência pulverizada. Emissoras como SBT, Manchete e Bandeirantes começaram a disputar uma fatia deste bolo.

Em 1990, “Pantanal” na Manchete chamou a atenção da crítica e do público. Na Globo, “Rainha da Sucata” estreava com um elenco estrelar para comemorar os 25 anos da emissora. A novela não sofreu tanto com audiência, mas era rejeitada pela crítica. A Manchete espera a novela das oito acabar para colocar “Pantanal” no ar. Tentando segurar a audiência, a Globo retomou as “novelas das dez”, e lançou “Araponga”, que não obteve o efeito esperado. (Clique aqui e leia mais sobre “Pantanal“)

No ano seguinte, foi a vez do SBT incomodar. A mexicana “Carrossel” fazia o público mudar de canal e deixar de ver “O Dono do Mundo“, a novela das oito.

Após “Pantanal”, o autor da novela, Benedito Ruy Barbosa, retornou à emissora e escreveu sucessos como “Renascer“, “O Rei do Gado” e “Terra Nostra“, nessa década.

Ivani Ribeiro foi a responsável pela melhor audiência dos horários das seis e das sete, com “Mulheres de Areia” (1993) e “A Viagem” (1994), respectivamente.

Em 1995, o Brasil parou para descobrir quem era o serial-killer responsável pelos assassinatos em série de “A Próxima Vítima“, de Sílvio de Abreu. O último capítulo da novela rendeu até matéria exibida no Jornal Nacional.

Veja o vídeo com a matéria.


Já na segunda metade da década, houve sucessivo fracassos de audiência, principalmente nos horários das seis e das sete. Como os mal-sucedidos remakes da obra de Janete Clair,  “Irmãos Coragem“, em 1995, e “Pecado Capital“, em 1998.

Destaques bem-sucedidos para a estreia de Miguel Falabella como autor de novelas, com “Salsa e Merengue“, em 1996, e para as novelas de Manoel Carlos: “Felicidade” (1991) e “História de Amor” (1995), e “Por Amor“, às oito. Esta última, uma novela “barraqueira”, pois sempre rendia um bom barraco na trama. E ainda, em 1997, a releitura de Maria Adelaide Amaral para “Anjo Mau“, de Cassiano Gabus Mendes.

Um dos barracos de “Por Amor”.

Nos anos 2000, a audiência das outras emissoras estava ainda mais fortalecida e o perfil do público também estava um pouco diferente. O realismo-fantástico – em que histórias apresentam situações um tanto quanto absurdas para a realidade, como o cara que cai no buraco e vai parar no Japão -, por exemplo, já não era mais aceito pelo público.  Porém,  nesta primeira metade da década, a maioria das novelas fizeram grande sucesso de público, crítica e repercussão.

Novelas como “Laços de Família“, “Mulheres Apaixonadas“, “O Clone” e “América“, as duas primeiras de Manoel Carlos e as outra de Glória Perez, apresentaram os chamados merchandisings sociais e motivaram campanhas em prol da sociedade, como o transplante de medula óssea, c0mbate às drogas, o estatuto do idoso e deficência visual.

Já na segunda metade, as novelas começaram a ter mais dificuldades para conquistar sua audiência. Desde “Paraíso Tropical“, em 2007, as novelas das nove estrearam abaixo dos 40 pontos no IBOPE. Algumas se recuperam depois, outras, como as mais recentes dificilmente ultrapassaram esta marca.

A Favorita“, em 2008, foi uma grata surpresa. A novela estreou com 35 pontos na Grande São Paulo, o menor até então. Porém, apresentava um enredo inovador. Somente no capítulo 60 o público descobriu quem era a mocinha e quem era a vilã.

Cena em que Flora confessa ser a assassina e a grande vilã da novela.

Nesta década ainda, Walcyr Carrasco escreveu várias novelas para os horários das seis e das sete, misturando amor e comédia. Começando com “O Cravo e a Rosa“, em 2000, até a atual “Morde e Assopra“, passando por outras como “A Padroeira“,  “Chocolate com Pimenta“, “Alma Gêmea“, “Sete Pecados” e “Caras e Bocas“.

Às seis horas, outras novelas de sucesso foram os remakes de Benedito Ruy Barbosa: “Cabocla” (2004), “Sinhá Moça” (2006) e “Paraíso” (2009). Desde “Paraíso“, o horário vem mantendo a audiência estabilizada com “Cama de Gato“, “Escrito nas Estrelas“, “Araguaia” e agora, “Cordel Encantado“.

Às sete, há maior oscilação. A recente “Ti Ti Ti”, de Maria Adelaide Amaral, foi um dos grandes destaques.

Cena final de “Tititi”

Segundo informações do Portal R7, neste ano em que a emissora completa 46 anos, registra a menor audiência de sua história, o que acaba refletindo em suas novelas, seu principal produto. Mas, tem que se levar em consideração que atualmente é grande o número de pessoas que assistem novelas pela internet ou pelo celular. Apesar de que algumas recentes realmente não têm empolgado, ou pelo menos, não têm cumprido o que prometem antes da estreia.

Foto e Vídeos: Divulgação/Youtube

@diniz_paulinho

GLOBO 46 ANOS DE TELENOVELAS – PARTE 1

Leila Diniz e Reginaldo Faria em cena de "Ilusões Perdidas" (1965)

 26 de abril de 1965. Entrava no ar a Rede Globo de Televisão. E neste mesmo dia, como parte da programação da emissora, estreava também a sua primeira telenovela, “Ilusões Perdidas”. Nesta época, o formato era diferente do de hoje. Os capítulos eram exibidos duas vezes por semana, ao vivo e com vinte minutos de duração cada. Em seu total, uma novela ficava três meses no ar. O enredo também era mais curto, o que consistia em um elenco bem enxuto. “Ilusões Perdidas”, por exemplo, contou com apenas oito atores.

Ainda nos anos 60, a Globo contratou a cubana Glória Magadan que começou a escrever novelas que se passavam na Corte Austríaca, no Marrocos, no Japão e em reinos europeus, e não condiziam com a realidade brasileira. Em 1967, Janete Clair foi contratada para auxiliar Glória Magadan e escreveu “Anastácia, a Mulher Sem Destino” e depois, “Sangue e Areia”.

Até que em 1969, a TV Tupi produz a novela “Beto Rockfeller”, ambientada no Brasil e com a realidade do país. A novela foi um grande sucesso e fez as outras emissoras mudarem seus padrões. A Globo acompanhou as demais. Demitiu Glória Magadan e contratou Dias Gomes e permaneceu com Janete. E ainda em 1969, estreou a novela “Véu de Noiva”, já com a nova roupagem.

Tarcísio Meira e Glória Meneses, em "Irmãos Coragem"(1970)

A partir da década de 1970, a telenovela se tornou um dos principais produtos da emissora. Neste mesmo ano, Janete Clair escreveu aquela que seria um grande sucesso, “Irmãos Coragem”. A novela chamou atenção não só das mulheres, mas também dos homens, um feito para a época.  Ficou no ar mais de um ano e teve 328 capítulos.

Francisco Cuoco e Regina Duarte, protagonistas de "Selva de Pedra" (1972)

Esta foi uma década de experimentalismo na emissora, com novelas inovadoras.  Logo na primeira metade da década, podemos citar: “O Rebu”, em que toda a trama se passava em uma noite e o dia seguinte e instigava o público a descobrir quem morreu e quem matou; “Selva de Pedra”, que em determinado capítulo atingiu 100% de audiência na cidade do Rio de Janeiro; e “O Bem-Amado”, com a história do prefeito que queria que alguém morresse para inaugurar o cemitério da cidade.

Em 1975, a Globo completava 10 anos e queria comemorar com grandes produções e “Roque Santeiro” era uma delas. Mas, a ditadura descobriu por grampo no telefone do autor Dias Gomes que a novela era adaptação da peça dele “O berço do Heroi”, que havia sido censurada. E a novela foi também censurada no dia de sua estreia. A notícia foi dada no Jornal Nacional. Para tapar o buraco, a emissora colocou no ar a reprise de “Selva de Pedra” compactada e encomendou uma nova novela a Janete Clair, com o elenco de “Roque”. Às pressas, Janete criou “Pecado Capital”, o que acabou sendo um grande sucesso.

No mesmo ano, a emissora estreou um novo horário de novelas, às seis horas, com adaptações de obras literárias e em até 80 capítulos. Foi produzida então “Senhora”, “A Moreninha”, “Escrava Isaura”, “A Sucessora”, “Maria Maria”, “Dona Xepa”, entre outros. Nesta segunda metade da década, foram produzidas outras novelas de sucesso em outros horários, como “Anjo Mau“, de Cassiano Gabus Mendes, às sete; “Saramandaia”, de Dias Gomes, às dez;  “O Astro”, de Janete Clair (que terá remake em julho deste ano), e “Dancin’Days”, de Gilberto Braga, às oito.  Esta última ditou moda com as meias de lurex, sandálias altas, roupas coloridas e os sucessos de discotecas.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

Acompanhe amanhã a 2ª Parte.


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