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Posts marcados ‘novelas brasileiras’

NILSON COMENTA “ANDANDO NAS NUVENS”

*Por Nilson Xavier

O autor Euclydes Marinho obteve mais êxitos como roteirista de minisséries e seriados do que de novelas. Em 1999, ele levou ao ar a novela “Andando nas Nuvens”, uma divertida história sobre um homem que sai do coma depois de mais de uma década e tem que se adaptar a um admirável mundo novo, onde a sociedade e a ciência evoluíram acompanhadas de tecnologias completamente inusitadas para ele.

O grande destaque foi a interpretação de Marco Nanini, como Otávio Montana, o protagonista que andava nas nuvens, mas com os pés no chão. Passando por lunático, conseguiu dar um chapéu no vilão San Marino (Claudio Marzo), o culpado pelos seus males. Com ares de sitcom, leve e divertida sem ser histriônica, essa novela me prendeu desde o início, apesar de não ter sido um grande sucesso e nem de ser muito lembrada.

Direção geral segura do experiente Denis Carvalho, trilha sonora pop e irresistível e elenco bem escalado. Entre os personagens, alguns mereceram destaque, como a impagável dupla Lucia Helena e Judite – vividas por Julia Lemmertz e Nicette Bruno -, ex-mulher e mãe do jornalista Chico Motta (Marcos Plameira), que se odiavam mas passaram a se unir para impedir os novos romances do rapaz. E ainda uma participação hilária de Regina Dourado, como a amalucada mãe de Raul (Marcello Novaes) que trocava os nomes dos personagens – chamava Otávio Montana de Seu Montanha, e confundia o filho com os irmãos dele! Merecia uma reprise.

Foto: Divulgação

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Recentemente lançou também o Blog Noveludo.

Esta coluna é publicada todos os finais de semana no Zappiando.

“Eu sou Ricaaa…” BY VÍDEO SHOW

Sucesso na internet um vídeo que reune as principais vilãs ricas da Televisão Brasileira, ganhou uma nova versão no Vídeo Show.

A mixagem que repete em seu versos as frases “Eu sou ricaaaa!” e “Pobreza Pega”, foi usada para finalizar uma matéria que falava das personagens que odeiam pobres e foi ao ar nessa quarta (8), no vespertino.

A nova versão também foi editada por José Del Duca, responsável pelo original. O remix é do Dj Rafael Lelis.

Veja o vídeo

Clique aqui e leia a matéria que relembra alguns vídeos que viraram hit na internet

Vídeo: Youtube

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NILSON XAVIER NO ‘TODO SEU’

Na última segunda (6), Ronnie Von recebeu Nilson Xavier em seu programa, “Todo Seu”, na TV Gazeta.

Nilson falou de seu livro “Almanaque da Telenovela Brasileira” e de seu site, o Teledramaturgia.

Em entrevista, ele comentou que desde os dez anos de idade anotava detalhes das novelas em um caderno e que no final da década de novela resolveu colocar todo este conteudo na internet. O Teledramaturgia, que começou despretensioso, se tornou uma grande referência para pesquisa sobre o assunto.

O Sr. Teledramaturgia comentou ainda sobre as substituições em novelas, trilhas sonoras e remakes.

Na segunda parte do programa, no quadro Papo de Homem, Nilson se juntou ao autor de novelas Benedito Ruy Barbosa e ao crítico de TV José Armando Vannuci para falar sobre o tema: “Novela é coisa de homem”. Diga-se de passagem, bem pertinente para a atualidade.

Confira a 1ª parte, com entrevista de Nilson.

Nilson Xavier também é colunista do Zappiando.  Sua coluna, na qual ele comenta novelas, é publicada aos finais de semana. Clique aqui e confira as que já foram publicadas.

Vídeo: Youtube (Blog Agora É Que São Eles)

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NA TRILHA DE MART’NÁLIA

O nome dela é uma junção do nome dos pais, os cantores Martinho da Vila e Anália Mendonça, Mart’nália. Nos últimos anos algumas músicas do repertório da cantora compuseram a trilha de várias novelas. Vamos entrar na trilha de Martnália e relembrar alguns destes sucessos.

Em 2005, a música Arpoador fazia parte da trilha de “A Lua Me Disse“. Neste mesmo ano, Pé Do Meu Samba fez parte da trilha samba de “América“.

Em 2007, o malandro Ivan (Bruno Gagliasso) tinha como tema Cabide, na carioca “Paraíso Tropical“. No final do ano, a voz de Mart’nália pode ser ouvida na Rede Record, em “Amor e Intrigas“, Menino do Rio era tema de locação.

A música Cabide, no DVD “Mart’nália em Berlim ao vivo”

Em 2008 deu praia e a regravação de Don’t Worry, Be Happy foi o tema de abertura de “Três Irmãs“.

Já em 2010, a voz da herdeira de Martinho da Vila estava em diferentes produções. Capital do Tempo era o tema do protagonista Leal Cordeiro (Antonio Fagundes), em “Tempos Modernos“. Em “Escrito Nas Estrelas”, a regravação da bem-humorada Mamão Passou Açucar em Mim tocava para o boa-vida Jair (André Gonçalves). E no seriado “As Cariocas“, a música Menina.

Mart’nália canta Mamãe Passou Açucar em Mim, no Baile do Simonal.

Atualmente, em “Insensato Coração”, Natalie Lamour (Deborah Secco) tem um tema à altura de sua exuberancia, Ela é Minha Cara. A música versa: “Causa reboliço aonde passa, desce mais redondo que a cachaça… Ela é a fulana de tal, o seu palácio vai do Leme ao Pontal, é a minha mais entre as dez mais!”

Foto e Vídeos: Divulgação / Youtube

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NILSON COMENTA “FEIJÃO MARAVILHA”

*Por Nilson Xavier

Em 1979 eu tinha 10 anos de idade. E foi com o olhar de uma criança de 10 anos que acompanhei a chanchada novelística “Feijão Maravilha“, uma espécie de homenagem à companhia Atlântida de cinema. Ou seja, para mim foi uma novela deliciosa! O romance estava numa personagem açucarada demais (Eliana, de Lucélia Santos) e em um mocinho trapalhão (Anselmo, de Stepan Nercessian).

Mas era no pastelão policial que a novela se calcava. Como não amar os carregadores de malas Benevides (Grande Otelo) e Oscar (Olney Cazarré) – que supria a falta de Oscarito, parceiro de Grande Otelo na Atlântida. O casal romântico mais famoso da Atlântida, Anselmo Duarte e Eliana Macedo estavam no elenco. Eles eram os pais de Eliana, que não por acaso tinha esse nome – assim como o par da personagem não por acaso se chamava Anselmo. A melhor amiga de Eliana era Adelaide, papel de Elizângela, numa alusão à atriz Adelaide Chiozzo, parceira de Eliana Macedo na Atlântida – que por sua vez, e não por acaso, atuava na novela como mãe da personagem de Elizângela e melhor amiga da personagem de Eliana Macedo. Confuso? Não!

O grande vilão da Atlântida, José Lewgoy vivia o temido vilão Ambrósio, figura sinistra, sempre acompanhado pela bela e ingênua Marylin Meyer, uma versão tupiniquim do estereótipo de Marylin Monroe. Ambrósio vivia tendo cenas com a figura do Sombra, um personagem misterioso que nunca aparecia. Ao final, descobria-se que era um irmão gêmeo de Ambrósio.

Eles eram hóspedes do Hotel Internacional, um cinco estrelas onde os personagens se encontravam. Destaque para os bandidos gangsteres-mafiosos vividos por Older Cazarré, Ivan Setta, Felipe Carone e o hilário Walter d’ Ávila. Cada um com uma característica digna de personagem de desenho animado.

 Ou seja, com um elenco desse, e com tanta alusão à Atlântida, “Feijão Maravilha” não podia ser considerada uma novela comum, era uma anti-novela. Humor pastelão e situações surreais permeavam a trama. E tudo isso antes de Silvio de Abreu revolucionar o horário das sete com Guerra dos Sexos. Talvez por isso “Feijão Maravilha” não tenha sido tão bem aceita na audiência. Mas com certeza tinha a audiência de crianças de 10 anos na época.

Vídeos: Youtube

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Recentemente lançou também o Blog Noveludo.

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PECADO CAPITAL: O TOQUE DE CAIXA QUE VIROU UM GRANDE SUCESSO

“Dinheiro na mão é vendaval, é vendaval. Na vida de um sonhador, um sonhador…”

Há 35 anos ia ao ar o último capítulo da 1ªversão de “Pecado Capital”. Escrita à toque de caixa por Janete Clair, com a incumbência de preencher a lacuna deixada pela censura de “Roque Santeiro”, a novela fez um sucesso inesperado e entrou para a história da Teledramaturgia Brasileira.

“Pecado Capital” entrou no ar em novembro de 1975, substituindo a reprise de “Selva de Pedra”.

Para a obra, foram reaproveitados o elenco e o cenário de “Roque”. Janete criou uma história em dez dias. Betty Faria, que viveria a Viúva Porcina, ficou com a protagonista, Lucinha. Francisco Cuoco, que seria Roque Santeiro, levou o anti-heroi, Carlão. E Lima Duarte, o Sinhozinho Malta, teve a missão de dar vida ao empresário Salviano Lisboa.

Lucinha e Carlão são namorados. Ele encontra em seu taxi uma mala de dinheiro, da qual ele se apossa e muda de vida. Lucinha, que é operária de uma fábrica, se torna modelo e se apaixona pelo empresário Salviano Lisboa. No último capítulo, enquanto Lucinha e Salviano se casam, Carlão é assassinado nas obras do metrô, quando fugia com uma mala de dinheiro nas mãos. Ambos os acontecimentos ocupam a mesma página de um jornal, que era mostrado com destaque. Enquanto as cenas se passavam, o tema de abertura da novela era executado. Tema este que também foi encomendado às pressas para Paulinho da Viola, o compositor e intérprete.

Em 1998, Glória Perez escreveu um remake da novela, modificando algumas coisas. Nesta versão, Lucinha (vivida por Carolina Ferraz) não termina com Salviano (agora vivido por Francisco Cuoco), e presencia a morte de Carlão (Eduardo Moscóvis).

Vídeo: Youtube (Mofo TV)

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NILSON COMENTA “MICO PRETO”

*Por Nilson Xavier

Sabe aquela novela “trash”?, não fez sucesso mas você amava? Em minha relação destaco a incompreendida “Mico Preto“, apresentada em 1990 às 19 horas, dirigida por Denis Carvalho e Denise Saraceni, escrita por um trio de autores Marcílio Moraes, Leonor Bassères e Euclydes Marinho. O público não gostou da história cínica com humor debochado. A audiência não correspondeu à expectativa de Globo e os autores “largaram mão”, como se costuma dizer: no último capítulo, teve até personagem reclamando da novela para o público!

Tinha a figura de Zé Luis, um gay afetadíssimo vivido por Miguel Falabella que sofria por não poder assumir seu romance com um político que não queria sair do armário para não comprometer sua carreira (Marcelo Picchi).

Tinha Otávio Augusto, sempre engraçado quando apela para o humor, apaixonado por Eva Wilma, uma dona de casa cinquentona para lá de comum – repetindo uma dobradinha já vista em “Transas e Caretas”, em 1984. Tinha Márcia Real, uma ricaça que “dava um chapéu” nos filhos interesseiros – um tipo que Marcia sabe fazer tão bem!

Tinha Gloria Pires em papel posterior à sua inesquecível Maria de Fátima de “Vale Tudo” e apresentando a atriz em uma caracterização tão diferente que assustou num primeiro momento: Gloria estava gorda, de cabelos cacheados e compridos e sua personagem era muito cafona! E o que falar da mãe de Gloria na novela, vivida por Geórgia Gomide, uma mulher tão vulgar que chegava a ser imoral! Inusitado era o romance de sua personagem, Eroltildes (nome mais que apropriado) com a figura de Elias Gleizer! Era um deboche só!

Mas o grande barato de “Mico Preto” era Firmino do Espírito Santo, mais uma ótima criação de Luiz Gustavo. Nunca um tema de abertura explicou tão bem a personalidade e o “psyche du role” de um protagonista como a música de Gilberto Gil:

Se um bacana me chuta eu peço desculpa em que luta pra não complicar.
Se me chamar de bagaço, agradeço, obrigado, um abraço, é isso aí, até já!
Não tenho tempo pra sarro, o sapato furou, acabou o cigarro,
meu time perdeu, guincharam meu carro, pisaram no meu calo
e até a comida o cahorro comeu…
A vida é assim e até minha gata dá pra todo mundo só não dá pra mim!

Foto e Vídeo: Divulgação/Youtube

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Nilson Xavier: twitter.com/Teledramaturgia

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Esta coluna é publicada todos os finais de semana no Zappiando.

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