Neste dia 8 de março, Dia Internacional da Mulher, resolvemos homenageá-las relembrando algumas de suas fortes representantes na ficção.
Júlia Matos (Sônia Braga) – Dancin’ Days (1978) – Ex-presidiária, sai da prisão e tenta se reaproximar da filha, que foi criada cheia de mimos pela irmã. Com determinação e coragem, tenta reestabelecer sua vida fora do presídio.
Sinhá Moça (Lucélia Santos / 1986 e Débora Falabella / 2006) – Sinhá Moça – Mesmo moça, uma mulher a frente de seu tempo. No final do século XIX, enfrenta o rígido pai escravocrata, o Barão de Araruna, em favor da liberdade dos negros.
Raquel (Regina Duarte) – Vale Tudo (1988) – Roubada pela filha, fica sem ter casa para morar em Foz do Iguaçu (PR). Vai para o Rio de Janeiro para reencontrar a filha. Na nova cidade, “dá duro” para sobreviver e levar a vida honestamente.
Tieta (Betty Faria) – Tieta (1989) – Humilhada pelo pai, sai escorraçada da cidade de Santana do Agreste. Volta anos depois, com a vida refeita e sem medo de enfrentar o mundo.
Helena (Maitê Proença) -Felicidade (1991) – Ama um homem, mas se casa com outro e acaba se separando. Grávida de seu amor, assume a maternidade sozinha, porque ele está de casamento marcado.
Dona Lola (Irene Ravache) – Éramos Seis (SBT, 1994) – Mulher e mãe dedicada, vive pelo marido e pelos filhos. Termina seus dias sozinha e abandonada em um asilo.
Tonha da Pamonha (Arlete Salles) – Meu Bem Querer (1998) – Analfabeta, começa a estudar já adulta e com esforço consegue se eleger vereadora na fictícia São Tomás de Trás.
Catarina Batista (Adriana Esteves) – O Cravo e a Rosa (2000) – Em plena década de 1920, feminista, luta pelos direitos e independência da mulher. Acaba se casando forçada, com Petrúcchio, por quem acaba se apaixonando.
Júlia (Glória Pires) – Desejos de Mulher (2002) – Sustentada pelo marido, se vê obrigada a trabalhar quando ele sofre um acidente e fica na cadeira de rodas. Jornalista, consegue voltar ao mercado do trabalho, alcançando o cargo de editora-chefe de uma revista feminina. No meio do caminho, conhece seu verdadeiro amor.
Maria do Carmo (Susana Vieira) – Senhora do Destino (2004) – Nordestina, abandonada pelo marido, chega ao Rio de Janeiro, no auge da Ditadura Militar, carregando os 5 filhos pequenos e tem a filha bebê sequestrada. Com seu esforço, ergue a Comunidade Vila São Miguel, na Baixada Fluminense, e se torna a mulher mais respeitada do local.
Alice Prata (Débora Duarte) – Como Uma Onda (2004) – Teima que o marido tem uma amante, o que o faz se separar dela. Sem nunca ter trabalhado, se sente sozinha e sem função após o fim do casamento. Começa a trabalhar então, em uma cooperativa de mulheres no local onde mora.
Madô (Déborah Bloch) – A Lua Me Disse (2005) – Dondoca, é abandonada pelo marido. Começa a trabalhar e a se ajudar. Torna-se uma apresentadora de TV, em um programa em que aconselha outras mulheres. “Respira no saco”, repetia ela.
Catarina Copola (Lilia Cabral) – A Favorita (2008) – Cansada de ser humilhada pelo marido, a quem ela é submissa, se separa e resolve dar um novo rumo em sua vida: ser feliz.
Rose (Camila Pitanga) – Cama de Gato (2009) – Faxineira de uma empresa, dá abrigo ao patrão, sem saber quem ele é e acabam se apaixonando. Todos pensam que ele está morto e ela o ajuda a voltar e retomar sua vida. Quando tudo parece estar estabilizado entre eles, ela se vê divida entre ele e o melhor amigo dele.
Marcela (Ísis Valverde) – Ti ti ti (2010) – Abandonada grávida, em Belo Horizonte, se muda para São Paulo, onde se apaixona por outro cara, filho do dono de uma editora. O pai de seu filho volta e reivindica a paternidade. Ela acaba tendo que se casar com ele, para que seu sogro não perca a editora. A convivência os aproxima e ela também se vê dividida entre os dois. Neste meio tempo, ela começa a trabalhar em uma das revistas da editora e se torna uma mulher mais independente.
Fotos: Divulgação
@diniz_paulinho















Comentários em: "Relembre algumas mulheres determinadas da ficção" (2)
Gostei muito da lista!!! Gostei mais ainda em saber que algumas indicações minhas valeram a pena e foram úteis!
Parabéns pelo blog! =]
Ótimas lembranças, Paulinho!
De todas, só nao vi a Alice de Como uma Onda e a Tonha da Pamonha de Meu Bem Querer!
Colocaria nessa lista uma outra Maria do Carmo, a de Rainha da Sucata!