ZAPPIANDO

Arquivo para abril, 2011

BAU DA TV: UMA HOMENAGEM À NAIR BELLO

Nessa semana a saudosa atriz Nair Bello completaria 80 anos de idade. Em homenagem a ela, nós abrimos o “Bau da TV” e relembramos alguns de seus inúmeros momentos marcantes na Televisão Brasileira.

Começamos com uma participação da atriz, ao lado das amigas Lolita Rodrigues e Hebe Camargo, no Programa do Jô, em 2000.

Na mesma entrevista, Nair não conteve o riso quando Lolita cantou o “Hino da Televisão”, cantado na inauguração da TV no Brasil, em 1950.

Cena da novela “Vira-Lata”, de 1996.

No “Zorra Total”, com o também saudoso ator Rogério Cardoso, no quadro Santinha e Epitáfio.

Na “Escolinha do Golias”, do SBT

Homenagem do Vídeo Show na morte da atriz, em 2007.

Nair sempre conquistava com suas personagens, tinha uma graça natural e contigiava a todos com seu bom humor. Com certeza é uma atriz que faz muita falta e será sempre lembrada.

Vídeos: Youtube

2011 O ANO DE LILIA CABRAL

*Pelo Convidado Rodrigo Ferraz

Lilia Cabral já teve anos emblemáticos. 2006 por exemplo, foi um deles! Viveu a Marta, que foi um divisor de águas em sua carreira, na novela Páginas da Vida, e estrelou a bem sucedida peça Divã. E graças a ela Lilia Cabral tem tudo pra mostrar muito a que veio, agora em 2011!

Confesso que escolhi falar um pouco dela por ser minha atriz favorita. Mas, num ano que a mesma aparece na reprise do seu primeiro papel de destaque, estrela seriado e peça e pela primeira vez será protagonista numa novela – das oito ainda por cima –  não tinha como não falar!!!

Ela está em cartaz no Teatro dos 4,  no Rio de Janeiro, vivendo a protagonista solteirona de “Maria do Caritó”, em parceria com amigos de faculdade como Fernando Neves e Silvia Poggeti e contracenando com Leopoldo Pacheco numa dobradinha que deve ser divina. Digo deve,  porque não pude ver ainda. O texto é do brilhante Newton Moreno e a direção é de João Fonseca. A cariocada não pode perder!

Em “Amor?”, filme de João Jardim, ela vive uma mulher que tem um relacionamento autodestrutivo.

Será que eu consigo fazer isso?” Foi o que a atriz se perguntou ao receber o convite.

Na TV, ela já estava no ar desde o ano passado como a memóravel Aldeíde, na reprise da novela “Vale Tudo”, no Canal VIVA. Aldeíde é uma mulher bonita, que começa como uma mera secretária inteligente e faladeira, mas acaba se casando com um homem mais velho, que deixa para ela uma grande fortuna após sua morte.  E tendo cenas marcantes fatalmente este ia ser seu primeiro grande papel na TV.

Abaixo uma cena dela contracenando com Reginaldo Faria numa cena que todos que viram em 1988 não esquecem até hoje!

No seriado “Divã”, que estreou dia 5 de abril,  ela revive Mercedes, papel que arrematou bilheterias no teatro e deu quase 2 milhões de espectadores no cinema. Para quem já conhecia a personagem foi um deleite e para os quem ainda não conhecia, certamente foi um imenso prazer!

Nos dois primeiros episódios vemos Lilia linda e intensa em cena. Mesmo sendo uma comédia dramática é perceptível que Lilia está mais imersa, fazendo dobradinhas marcantes, ora com Totia Meireles, ora com Patricia Pillar, e ainda com o novato e promissor galã cinqüentão: Domingos Montagner.

Veja abaixo a abertura do seriado.

De inédito mesmo vamos ter em agosto, a protagonista citada no começo do artigo. Griselda é seu incomum nome. É a volta de Lilia Cabral a um texto de Aguinaldo Silva, algo que não acontecia desde “Pedra sobre Pedra”, em 1992.

Griselda é uma mulher que faz de tudo para sustentar os quatro filhos, uma “Marido de Aluguel”, como era o titulo provisório da novela que agora se chamará “Fina Estampa”. Aguinaldo, por sua vez, prometara que esta sera a mais popular de suas personagens. Com a atriz eu não duvido nada. E ainda teremos, batendo de frente com Lilia, Christiane Torloni! Promete ou não promete?!

Agora, venhamos e convenhamos, 2011 vai ou não vai ser o ano de Lilia Cabral??!

*Rodrigo Ferraz, o Dog, como é conhecido, é nascido e criado em São Paulo, onde mora até hoje. Ele é o “amigo dos artistas”, pois se refere a todos com carinho e intimidade, e não se inibe em abordá-los quando os encontra na rua ou nos bastidores. Iniciou os estudos em Teatro, na Escola Nilton Travesso,  e hoje atua como assistente de direção. Recentemente estava em cartaz com a bem-sucedida peça “Lixo e Purpurina”, no SESC  Pompeia. Gosta tanto de Televisão, que chega a ser um “nerd”…rs. E também, tem um jeito todo particular de falar de seus atores e atrizes favoritos, como se pode perceber no texto.

 Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

@diniz_paulinho

GLOBO 46 ANOS DE TELENOVELAS – PARTE 2

Continuando a História das Telenovelas da Rede Globo:

Se os anos 70 havia sido de experimentalismo, nos anos 80 a inovação continuou, mas, com ainda mais ousadia.

Em 1980, Gilberto Braga escreveu “Água Viva” e criou a figura do colaborador. As novelas estavam um pouco maiores, com mais tramas, o que seria trabalho demais para uma pessoa só. Gilberto havia escrito sozinho “Dancin’Days” em 1978, e alegou à emissora que era um trabalho estressante para se fazer sozinho. E solicitou uma pessoa para auxiliá-lo em “Água Viva“, e por volta do capítulo 60, passou a escrever com Manoel Carlos. Daí em diante, a figura do colaborador se tornou comum e necessária às novelas, com exceção de alguns autores, como Glória Perez, que até hoje escreve suas novelas sozinha.

Em 1983, a Teledramaturgia Brasileira teve uma grande perda com o falecimento da autora Janete Clair. A esposa de Dias Gomes estava no ar com a novela “Eu Prometo“, que foi continuada pela até então colaboradora Glória Perez.

Neste mesmo ano, a comédia rasgada deu o tom ao horário das sete, com “Guerra dos Sexos“. O autor Sílvio de Abreu e o diretor Jorge Fernando colocaram em cena dois grandes atores do Teatro Brasileiro, Paulo Autran e Fernanda Montenegro. Uma das memórias desta novela é a antológica cena do café da manhã em que um joga comida no outro.

Veja a cena de Guerra dos Sexos.


Em 1985, dez anos depois de sua censura, “Roque Santeiro” é refeita com outro elenco, com Regina Duarte como Viuva Porcina e José Wilker como Roque, desta vez recusados por Betty Faria e Francisco Cuoco, e se torna um grande sucesso. Até hoje “Roque Santeiro” é novela de maior audiência da Televisão Brasileira. E nos parâmetros atuais, dificilmente será superada. A novela será reprisada a partir de julho pelo Canal VIVA, subtituindo “Vale Tudo“.

Cena do último capítulo de “Roque Santeiro”.


E por falar em “Vale Tudo“, a obra de Gilberto Braga e Aguinaldo Silva foi um grande sucesso em 1988 retratando o Brasil e a sociedade da época. Vale a pena ser honesto no Brasil? Indagava a trama. E todo mundo queria saber: “Quem matou Odete Roitman?”. Hoje, quase 23 anos depois, com figurino e cenografia à parte, a novela reprisada pelo VIVA ainda é bem atual.

A cena do assassinato de Odete Roitman.


Esta foi uma década de grandes sucessos. Podemos citar ainda: “Baila Comigo” (1981), “A Gata Comeu” e “Tititi” (1985), “Sassaricano” (1987), “Fera Radical” (1988), “Top Model“, “O Salvador da Pátria“, “Que Rei Sou Eu?” e “Tieta” (1989).

Nos anos 90, o formato das telenovelas se modificou um pouco mais. Os capítulos passaram a ter aproximadamente uma hora no ar, e com isso as tramas aumentaram, com mais núcleos  e personagens. E foram nesses anos que a Globo viu sua audiência pulverizada. Emissoras como SBT, Manchete e Bandeirantes começaram a disputar uma fatia deste bolo.

Em 1990, “Pantanal” na Manchete chamou a atenção da crítica e do público. Na Globo, “Rainha da Sucata” estreava com um elenco estrelar para comemorar os 25 anos da emissora. A novela não sofreu tanto com audiência, mas era rejeitada pela crítica. A Manchete espera a novela das oito acabar para colocar “Pantanal” no ar. Tentando segurar a audiência, a Globo retomou as “novelas das dez”, e lançou “Araponga”, que não obteve o efeito esperado. (Clique aqui e leia mais sobre “Pantanal“)

No ano seguinte, foi a vez do SBT incomodar. A mexicana “Carrossel” fazia o público mudar de canal e deixar de ver “O Dono do Mundo“, a novela das oito.

Após “Pantanal”, o autor da novela, Benedito Ruy Barbosa, retornou à emissora e escreveu sucessos como “Renascer“, “O Rei do Gado” e “Terra Nostra“, nessa década.

Ivani Ribeiro foi a responsável pela melhor audiência dos horários das seis e das sete, com “Mulheres de Areia” (1993) e “A Viagem” (1994), respectivamente.

Em 1995, o Brasil parou para descobrir quem era o serial-killer responsável pelos assassinatos em série de “A Próxima Vítima“, de Sílvio de Abreu. O último capítulo da novela rendeu até matéria exibida no Jornal Nacional.

Veja o vídeo com a matéria.


Já na segunda metade da década, houve sucessivo fracassos de audiência, principalmente nos horários das seis e das sete. Como os mal-sucedidos remakes da obra de Janete Clair,  “Irmãos Coragem“, em 1995, e “Pecado Capital“, em 1998.

Destaques bem-sucedidos para a estreia de Miguel Falabella como autor de novelas, com “Salsa e Merengue“, em 1996, e para as novelas de Manoel Carlos: “Felicidade” (1991) e “História de Amor” (1995), e “Por Amor“, às oito. Esta última, uma novela “barraqueira”, pois sempre rendia um bom barraco na trama. E ainda, em 1997, a releitura de Maria Adelaide Amaral para “Anjo Mau“, de Cassiano Gabus Mendes.

Um dos barracos de “Por Amor”.

Nos anos 2000, a audiência das outras emissoras estava ainda mais fortalecida e o perfil do público também estava um pouco diferente. O realismo-fantástico – em que histórias apresentam situações um tanto quanto absurdas para a realidade, como o cara que cai no buraco e vai parar no Japão -, por exemplo, já não era mais aceito pelo público.  Porém,  nesta primeira metade da década, a maioria das novelas fizeram grande sucesso de público, crítica e repercussão.

Novelas como “Laços de Família“, “Mulheres Apaixonadas“, “O Clone” e “América“, as duas primeiras de Manoel Carlos e as outra de Glória Perez, apresentaram os chamados merchandisings sociais e motivaram campanhas em prol da sociedade, como o transplante de medula óssea, c0mbate às drogas, o estatuto do idoso e deficência visual.

Já na segunda metade, as novelas começaram a ter mais dificuldades para conquistar sua audiência. Desde “Paraíso Tropical“, em 2007, as novelas das nove estrearam abaixo dos 40 pontos no IBOPE. Algumas se recuperam depois, outras, como as mais recentes dificilmente ultrapassaram esta marca.

A Favorita“, em 2008, foi uma grata surpresa. A novela estreou com 35 pontos na Grande São Paulo, o menor até então. Porém, apresentava um enredo inovador. Somente no capítulo 60 o público descobriu quem era a mocinha e quem era a vilã.

Cena em que Flora confessa ser a assassina e a grande vilã da novela.

Nesta década ainda, Walcyr Carrasco escreveu várias novelas para os horários das seis e das sete, misturando amor e comédia. Começando com “O Cravo e a Rosa“, em 2000, até a atual “Morde e Assopra“, passando por outras como “A Padroeira“,  “Chocolate com Pimenta“, “Alma Gêmea“, “Sete Pecados” e “Caras e Bocas“.

Às seis horas, outras novelas de sucesso foram os remakes de Benedito Ruy Barbosa: “Cabocla” (2004), “Sinhá Moça” (2006) e “Paraíso” (2009). Desde “Paraíso“, o horário vem mantendo a audiência estabilizada com “Cama de Gato“, “Escrito nas Estrelas“, “Araguaia” e agora, “Cordel Encantado“.

Às sete, há maior oscilação. A recente “Ti Ti Ti”, de Maria Adelaide Amaral, foi um dos grandes destaques.

Cena final de “Tititi”

Segundo informações do Portal R7, neste ano em que a emissora completa 46 anos, registra a menor audiência de sua história, o que acaba refletindo em suas novelas, seu principal produto. Mas, tem que se levar em consideração que atualmente é grande o número de pessoas que assistem novelas pela internet ou pelo celular. Apesar de que algumas recentes realmente não têm empolgado, ou pelo menos, não têm cumprido o que prometem antes da estreia.

Foto e Vídeos: Divulgação/Youtube

@diniz_paulinho

GLOBO 46 ANOS DE TELENOVELAS – PARTE 1

Leila Diniz e Reginaldo Faria em cena de "Ilusões Perdidas" (1965)

 26 de abril de 1965. Entrava no ar a Rede Globo de Televisão. E neste mesmo dia, como parte da programação da emissora, estreava também a sua primeira telenovela, “Ilusões Perdidas”. Nesta época, o formato era diferente do de hoje. Os capítulos eram exibidos duas vezes por semana, ao vivo e com vinte minutos de duração cada. Em seu total, uma novela ficava três meses no ar. O enredo também era mais curto, o que consistia em um elenco bem enxuto. “Ilusões Perdidas”, por exemplo, contou com apenas oito atores.

Ainda nos anos 60, a Globo contratou a cubana Glória Magadan que começou a escrever novelas que se passavam na Corte Austríaca, no Marrocos, no Japão e em reinos europeus, e não condiziam com a realidade brasileira. Em 1967, Janete Clair foi contratada para auxiliar Glória Magadan e escreveu “Anastácia, a Mulher Sem Destino” e depois, “Sangue e Areia”.

Até que em 1969, a TV Tupi produz a novela “Beto Rockfeller”, ambientada no Brasil e com a realidade do país. A novela foi um grande sucesso e fez as outras emissoras mudarem seus padrões. A Globo acompanhou as demais. Demitiu Glória Magadan e contratou Dias Gomes e permaneceu com Janete. E ainda em 1969, estreou a novela “Véu de Noiva”, já com a nova roupagem.

Tarcísio Meira e Glória Meneses, em "Irmãos Coragem"(1970)

A partir da década de 1970, a telenovela se tornou um dos principais produtos da emissora. Neste mesmo ano, Janete Clair escreveu aquela que seria um grande sucesso, “Irmãos Coragem”. A novela chamou atenção não só das mulheres, mas também dos homens, um feito para a época.  Ficou no ar mais de um ano e teve 328 capítulos.

Francisco Cuoco e Regina Duarte, protagonistas de "Selva de Pedra" (1972)

Esta foi uma década de experimentalismo na emissora, com novelas inovadoras.  Logo na primeira metade da década, podemos citar: “O Rebu”, em que toda a trama se passava em uma noite e o dia seguinte e instigava o público a descobrir quem morreu e quem matou; “Selva de Pedra”, que em determinado capítulo atingiu 100% de audiência na cidade do Rio de Janeiro; e “O Bem-Amado”, com a história do prefeito que queria que alguém morresse para inaugurar o cemitério da cidade.

Em 1975, a Globo completava 10 anos e queria comemorar com grandes produções e “Roque Santeiro” era uma delas. Mas, a ditadura descobriu por grampo no telefone do autor Dias Gomes que a novela era adaptação da peça dele “O berço do Heroi”, que havia sido censurada. E a novela foi também censurada no dia de sua estreia. A notícia foi dada no Jornal Nacional. Para tapar o buraco, a emissora colocou no ar a reprise de “Selva de Pedra” compactada e encomendou uma nova novela a Janete Clair, com o elenco de “Roque”. Às pressas, Janete criou “Pecado Capital”, o que acabou sendo um grande sucesso.

No mesmo ano, a emissora estreou um novo horário de novelas, às seis horas, com adaptações de obras literárias e em até 80 capítulos. Foi produzida então “Senhora”, “A Moreninha”, “Escrava Isaura”, “A Sucessora”, “Maria Maria”, “Dona Xepa”, entre outros. Nesta segunda metade da década, foram produzidas outras novelas de sucesso em outros horários, como “Anjo Mau“, de Cassiano Gabus Mendes, às sete; “Saramandaia”, de Dias Gomes, às dez;  “O Astro”, de Janete Clair (que terá remake em julho deste ano), e “Dancin’Days”, de Gilberto Braga, às oito.  Esta última ditou moda com as meias de lurex, sandálias altas, roupas coloridas e os sucessos de discotecas.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

Acompanhe amanhã a 2ª Parte.


GLOBO COMPLETA 46 ANOS E ESTREIA NOVA ASSINATURA

Nesta terça (26), a Rede Globo completa 46 anos no ar. Para comemorar a nova idade, a emissora lançou nesse domingo (24) durante o Fantástico, sua nova assinatura: “A gente se liga em você”.

De acordo com informações do site da emissora, “a assinatura pretende aumentar a proximidade entre o público e a emissora, reforçando o conceito de espaço democrático onde o brasileiro pode se conhecer e se integrar diariamente há 46 anos.”

Para chegar a nova marca, a Central Globo de Comunicação (CGCom) encomendou pesquisas para saber como a Globo chega aos brasileiros.

Nos últimos tempos a emissora vem investindo neste conceito de presença e proximidade com os brasileiros. No início do mês foi lançado outro filme em que reunia imagens da emissora intercalando bordões e nomes de programas. E sempre no começo do ano – há uns três seguidos – é lançado também o samba da globalização que termina sempre com a frase: “o povo escolheu a Globo, isto é globalização”.

Talvez as sucessivas ações sejam estratégias da emissora para reconquistar o público perdido nos últimos anos e manter a fidelidade daqueles que não a abandonaram. Perdendo público ou não, próxima ou distante, verdade é que a Globo continua ainda sendo a número 1 no Brasil e assim vai continuar, pelo menos nos próximos anos.

Veja o vídeo com a nova assinatura da emissora.

Vídeo: Youtube

@diniz_paulinho

HÁ 5 ANOS A GLOBO NOS SOLTAVA “COBRAS E LAGARTOS”

Há 5 anos, no horário das sete da Globo, João Emanuel Carneiro estreava a segunda novela de sua autoria, “Cobras e Lagartos”.

João vinha do sucesso “Da Cor do Pecado”, a maior audiência do horário, e recebeu a encomenda da emissora para uma nova novela, com a missão de reerguer o horário, que estava em baixa com a antecessora “Bang Bang“.

“Cobras e Lagartos” trazia o luxo como temática e sua história girava em torno da luxuoso loja de departamentos Luxus, alvo de cobiça dos personagens.

Para compor os personagens, os atores passaram por workshops de vendas e se habituaram com o universo.

Os antagonistas chamaram mais atenção do que os protagonistas. As cenas com os vilões Estevão (Henri Castelli), Leona (Carolina Dieckmann) e Ellen (Taís Araújo) e do anti-heroi Foguinho (Lázaro Ramos) eram mais interessantes do que as dos mocinhos Duda (Daniel de Oliveira) e Bel (Mariana Ximenes).

Carolina apareceu com um visual diferente, com os cebelos bem loiros, quase brancos. Ao longo da trama, Taís também teve suas madeixas clareadas, assim como Lázaro, que pintou o bigode de loiro.

Outro destaque da novela era a dupla formada pelas atrizes Marília Pêra e a saudosa Mara Manzan, que respectivamente, interpretaram patroa e empregada. Marília era a falida Milu Montini. Em determinado momento, elas trocaram os papeis e milu se tornou empregada de sua empregada.

A produção contava com duas cidades cenográficas. Uma recriava o Saara carioca, região de comércio ambulante da cidade, e a outra, era apenas o enorme prédio da Luxus.

Mariana Ximenes e Daniel de Oliveira como Bel e Duda.

No inicio da novela, o autor foi acusado de plágio pelo cineasta Walter Salles. O cineasta alegava copia do seu filme linha de Passe, o qual um motoboy que tocava flauta transversal namorava uma violoncelista, tal qual os personagens Duda e Bel na novela. Depois disso, as cenas em que os personagens tocavam seus instrumentos foram eliminadas da trama.

Se a missão de Cobras e Lagartos era levantar a audiência, esta foi cumprida. Em determinado capítulo atingiu audiência na casa dos 50 pontos, superior a “Da Cor do Pecado” e digna de novela das oito. Atualmente nem a das oito atingem este feito.

A novela era uma crítica social bem humorada. Os personagens eram ambiciosos e não queriam ser pobres. Falavam coisas que não costumam ser ditas em novelas.  Arrisco-me a dizer que as melhores cenas eram com a Carolina e a Taís, e da Marília com a Mara. Os resultados eram sempre ótimos, com boas falas e excelente interpretação.

Sinopse – O milionário Omar Pasquim (Francisco Cuoco) é dono da loja de departamentos Luxus e vive cercada de gente interessada em sua fortuna. Ele sabe que tem uma grave doença, e teme que sua herança vá parar em mãos de quem não merece. Solteiro, ele tem como herdeiros a irmã Milu e os sobrinhos Leona, Tomás (Leonardo Miggiorin) e Bel, esta é a unica que realmente se preocupa com ele e vive repetindo que não quer nenhum centavo de sua herança. Enquanto os demais parentes e outras pessoas fora da família tramam planos sórdidos para se apropriarem de seus bens.

Sabendo disso, Omar se disfarça de faxineiro para conhecer as reais intenções de cada um. É quando ele conhece o office-boy Duda, um cara de origem humilde e de bom coração que trabalha na cooperativa de motoboys “Lagartos Voadores”. Duda e Bel também se apaixonam, mas ela é noiva de Estevão, que a trai com Leona.

Omar então resolve deixar sua herança a Duda sem que ele saiba. Duda na verdade se chama Daniel. Mas, um outro Daniel, o malandro Foguinho, chega antes e coloca as mãos na fortuna.

Veja o vídeo com a chamada dos personagens Duda e Bel.

Curiosidades – A abertura dividia a tela pela metade, em diagonal, com cenas de luxo e pobreza.

– O tema das vinhetas “Estamos apresentando” e Voltamos a apresentar” era um arranjo da música Erva Venenosa, de Rita Lee. Mas, foi substituido a partir do 4º capítulo por Alô Alô Marciano, de Elis Regina, o tema de abertura.

– Erva Venenosa era pela segunda vez na década, o tema de uma vilã. A primeira havia sido em 2001, em “Um Anjo Caiu do Céu”, tema da personagem Laila de Montaltino (Christiane Torloni). E depois, em 2010, viria a ser da vilã Sofia (Zezé Polessa), em “Escrito nas Estrelas”.

– As trilhas Nacional e Internacional foram lançadas juntas, mas, eram vendidas separadamente. Mariana Ximenes estampou a capa da Nacional e Daniel de Oliveira, a Internacional. A Nacional trazia músicas como Quando a Chuva Passar, de Ivete Sangalo, e Sol, do Jota Quest, que estiveram entre as mais tocadas nas rádios, naquele ano. Ainda foi lançada uma trilha complementar, intitulada “Saara” e trazia hits populares, como: Show, de MC Léozinho, Meu Gol de Placa, Latino, e Vira de Ladinho, do grupo Malha Funk.

– O ator Henri Castelli vinha da novela Belíssima, que ainda estava no ar. Na trama das oito, seu personagem Pedro havia sido assassinado e ainda era citado. Depois da estreia de Cobras e Lagartos a emissora determinou que a imagem do não apareceria mais em flash-back (lembranças dos personagens). O nome de Henri também saiu dos créditos de abertura de “Belíssima”.

– Foi a estreia do ator Lázaro Ramos em novelas. Até então, ele só havia feitos filmes e séries. Foi também a 2ª novela de Cléo Pires, que havia sido revelada no ano anterior em “America”.

Fotos e Vídeos: Divulgação / Youtube

@diniz_paulinho

HÁ 5 ANOS CHEGAVA AO FIM O FAROESTE DE “BANG BANG”

Em 22 de abril de 2006, chegava ao fim o faroeste de “Bang Bang”. E o amor bandido de Diana Bullock (Fernanda Lima) e Ben Silver (Bruno Garcia) tinha um final feliz. Ele, de cavaleiro durão, passou a pai de família e “dono-de-casa” e ela se tornou a xerife da cidade para onde se mudaram.

Outros personagens tiveram seus desfechos supreendentes, narrados pela moderna Penny Laine (Alinne Moraes), como a mãe da moça, Úrsula (Marisa Orth), que de beata terminou os dias como cafetina.

A novela foi uma tentativa do autor Mario Prata e da Globo em inovar. Porém, a ousadia não foi bem aceita pelo público e passou por maus bocados.

Os nomes dos personagens, o enredo confuso, as piadas em referência aos anos 60, foram alguns dos erros apontados pelos telespectadores em pesquisa.

Mario Prata se afastou da novela antes de completar o primeiro mês de exibição. Com problemas de saude, posteriormente ele teve que se afastar definitivamente, deixando 30 capítulos escritos e mais 20 projetados. Márcia Prates, que fazia parte da equipe de colaboradores, assumiu o comando. Mas, a emissora solicitou a intervenção do autor Carlos Lombardi para dar um norte aos colaboradores.

Com as mudanças, alguns personagens sairam e outros surgiram. O ator Marco Ricca, por exemplo, pediu para sair e teve seu personagem assassinado.

Como a trama não tinha tantos ingredientes de um folhetim tradional com vilões muito maus e mocinhos bonzinhos, somados ao que o público não estava acostumado, houve uma migração da audiência para a Record, que apresentava a folhetinesca “Prova de Amor”.

Uma das estratégias da Globo foi diminuir o tempo de exibição de “Bang Bang” e também o intervalos comerciais. Os capítulos passaram dos tradiocionais 55 minutos, para 45 minutos, com as mudanças.

Um dos créditos da novela era a tentativa de se fazer humor. Os atores Evandro Mesquita e Kadu Moliterno interpretavam personagens que se vestiam de mulheres e garantiam algumas cenas de humor à trama.

Bruno Garcia e Fernanda Lima como os protagonistas.

Fernanda Lima em sua estreia em novelas, logo como protagonista, não fez feio  e teve química com Bruno Garcia.

A novela ainda trazia elenco, atores como: Mauro Mendonça, Joanna Fomm, Ney Latorraca, Giulia Gam e Guilherme Fontes. Além dos musicos: Paulo Mikros, Sidney Magall, Luís Melodia, e do já citado Evandro Mesquita. E marcou a estreia do ator Ricardo Tozzi e foi a primeira novela de Guilherme Berenger e Daniele Suzuky. Ela já havia feito Uga Uga, mas personagem de destaque veio em “Bang Bang”.

Sinopse – No passado, a família de Ben Silver é assassinada a mando de Paul Bullock e Ben, com apenas 8 anos de idade, assiste a tudo e é o único sobrevivente. Anos depois, ele um homem feito, retorna à Albuquerque para se vingar do assassino. O que ele não contava era se apaixonar pela filha dela, Diana Bullock, sem saber de quem se trata. Ela é a unica mulher que conseguiu balançar o coração deste peão durão.

Confira o vídeo com a parte final do último capítulo.

Fotos e Vídeo: Divulgação / Youtube

@diniz_paulinho

SORRIA MEU POVO, CHICO REI CHEGOU

*Pelo Convidado José Marques Neto

Fiquei pensando na forma em que chegaria ao ao blog do meu amigo Paulo Ricardo Diniz e fazer jus a tão nobre convite.

Escrever sobre um tema tão vasto como é a televisão e saudosista como sou da fase mais romântica de outrora deveria resultar num assunto que abrangesse presente e passado de forma inquestionável.

Claro que Chico Anysio representa muito bem os tempos áureos do humor tanto na tevê quanto no rádio brasileiro.

É da maior importância louvar este que é um dos maiores atores do mundo – afinal interpretar cerca de 200 personagens não é mérito para qualquer um – o que também por tabela nos leva à conclusão de que Chico Anysio é indubitavelmente um gênio já que todos esses tipos saíram de sua inventiva imaginação. Não saíram de páginas escritas por Shakespeare, Tolstoi ou Machado de Assis mas da arte tão ampla, criativa e diversa de Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho.

Chico Anysio já seria gênio só se fosse o excepcional ator e autor dos melhores sem precisar também ser compositor, pintor, escritor de livros e até cantor dentre tantos outros dotes artísticos.

Não vou enumerar o quão importante Chico Anysio é para a cultura pop brasileira, resultaria num texto enorme, optando por lembrar do Chico televisivo que conheci lá pelos anos setenta, quando criança, assistindo ao humorístico Chico City.

‘Isso é muito bom, isso é bom demais’ eram a senha em forma de versos para que corresse para frente da tevê e me encantasse com aqueles tipos tão engraçados quanto brasileiros que entravam pontualmente às quintas depois de O Semideus, ou de Cavalo de Aço, ou de Fogo Sobre Terra, ou de Pecado Capital… As novelas se sucediam no horário das oito e os personagens de Chico City continuavam reinando absolutos nas noites de quinta.

As cores chegaram à Chico City lá por 1975 mas demorariam ainda um pouco a chegar em minha casa, o que me incitava vez ou outra a assistir ao Véio Zuza,  Seu Popó, Lingote ou Pantaleão na casa de meus avós.

Durante os anos 80 e 90 continuou como um dos maiores nomes da Rede Globo de Televisão e sempre foi reconhecido também por valorizar e dar oportunidade para um sem número de comediantes de todas as gerações atuarem em seus programas. Hoje Chico e sua turma ainda podem ser vistos no Canal Viva em duas atrações, Chico Total (produzido em meados dos anos 90) e na inesquecível Escolinha do Professor Raimundo, que era exibida na Globo desde 1990 de segunda à sábado.

Onde mais poderíamos rir com talentos das antigas como Antonio Carlos, Walter D’Ávila, Mário Tupinambá, Zezé Macedo e Costinha e outros da então novíssima geração 90 como Tom Cavalcante e Pedro Bismarck senão na companhia do Professor Raimundo, digo, na companhia do mestre Chico Anysio?

Há poucos dias o velho Chico completou oitenta anos.

Há pouco mais se restabelece de problemas de saúde que obrigaram a um período longo de internação.

Sua arte contudo permanecerá intacta independente de se um dia precisar curtir uma aposentadoria.

Já aquele garotinho que assistia à Chico City em preto-e-branco termina essa modestíssima homenagem lembrando de um domingo, pra ser conciso o Dia das Mães de 1976, quando estava na casa da sua bisavó em Botafogo e nunca apagou da memória esse momento:

O Brasil aplaude Chico Anysio. Emoções assim não têm preço.

 *José Marques Neto, ou simplesmente Neto, é também carinhosamente conhecido como “Sr. Mofo TV”. Tudo pelo canal online com este nome que ele mantém. O material do Mofo TV provém da vasta coleção de seu editor, em VHS.  Além do Blog, Neto também escreve em colunas para outros sites e é uma boa fonte para programas de TV e reportagens sobre o universo televisivo. 

Em 2009, tive a honra de contar com a participação dele no meu Trabalho de Conclusão de Curso, o Vídeo-Documentário “Fábrica de Ilusões – Décadas de Telenovelas – Do Realismo ao Fantástico”.

Você pode visitar o Blog Mofo TV: http://www.mofotv.blogspot.com/ e seguir o Neto no twitter.com/Marque_Neto.


Foto: Divulgação

Vídeos: Youtube / Mofo TV

@diniz_paulinho

ESPECIAL: BENEDITO RUY BARBOSA 80 ANOS – PARTE 2

Dando continuidade e finalizando o nosso especial pelo aniversário de 80 anos do autor de novelas Benedito Ruy Barbosa.

No final dos anos 80, vindo de uma sequência de novelas das seis na Globo, Benedito queria passar para o horário nobre da emissora e planejava que sua estreia fosse com uma produção ambientada no pantanal.

Com o projeto nas mãos, levou ao local os diretores Atílio Riccó e Herval Rossano. Porém, era época de cheia e todas as fotos registraram apenas mato e água na região, o que fez a emissora achar a proposta inviável.

Porém, um surpreendente convite fez Benedito mudar de emissora e produzir sua novela. Jayme Monjardim, então diretor artístico da Rede Manchete, propôs ao autor a realização da novela, gravada no local.

Em março de 1990 estreia assim “Pantanal“, na hoje extinta emissora. A novela protagonizada por Cristiana Oliveira e com elenco estelar, foi sucesso de público e crítica, sendo a preferida em comparação a novela das oito da Globo na época, “Rainha da Sucata“.

Após “Pantanal“, o autor retornou novamente a Globo e passou a integrar o time do horário nobre.

Veja cenas do último capítulo da novela.

Em 1993 escreveu “Renascer“, na novela o autor usou histórias de sua vivência, em passagens pela Bahia. Uma delas era a do fazendeiro que guardava o capeta na garrafa, seu Firmo, e a outra a do matador convertido, que chegou na região para matar o fazendeiro por encomenda, mas, resolveu não matar e acabou se fixando no lugar e se tornando agregado dele. Na novela o fazendeiro era o protagonista José Inocêncio (Antonio Fagundes) e o matador era Damião (Jackson Antunes). “Renascer” tinha cenas belíssimas, tanto pela paisagem quanto pelo texto. Uma delas é no último capítulo, quando José Inocêncio no leito de morte pede perdeu ao filho João Pedro (Marcos Palmeira).

Veja o vídeo com matéria do “Vídeo Show”, relembrando o final da novela.

Três anos depois, em 1996, Benedito escreveu “O Rei do Gado“. A novela conta a história da briga entre as família italianas Mezenga e Berdinazzi. Por disputa de terras, impediam o amor de seus filhos Enrico (Leonardo Brício) e Giovanna (Letícia Spiller). Anos depois, no Brasil, o filho do casal se torna um importante fazendeiro, Bruno Mezenga (Antonio Fagundes), conhecido como “o rei do gado”. A novela também tratou de assuntos políticos como a Reforma Agrária, defendida por um Senador, na novela o personagem era vivido por Carlos Vereza. (Leia mais sobre “O Rei do Gado)

Em 1999, Benedito Ruy Barbosa voltou a falar de imigração, em “Terra Nostra“. A novela narrava a saga dos italianos Mateu (Thiago Lacerda) e Juliana (Ana Paula Arósio), que se apaixonavam no navio que os traziam para o Brasil, no final do século XIX. Originalmente, “Terra Nostra” teria várias fases e ficaria quase um ano no ar, passando por várias décadas do século XX até chegar aos dias atuais. Mas, devido ao sucesso da história do casal protagonista, a novela não mudou de fase e se centrou nisso.

Relembre cenas do primeiro capítulo da novela.

Em 2002, Benedito pretendia fazer uma continuação de “Terra Nostra“, com “Esperança“. Porém, o público rejeitou a ideia e vários fatores fizeram “Esperança” não ser o sucesso esperado. Sob pressão, o autor mudou os rumos da história a fim de salvar a trama. Na metade da novela Benedito teve problemas de saude e teve que se afastar da novela, sendo substituido por Walcyr Carrasco. Walcyr, por sua vez, fez modificações que desagradaram o autor original. (Leia mais sobre “Esperança)

Depois do insucesso de “Esperança“, Benedito voltou para o horário das seis, por vontade da emissora, e passou a fazer remakes de algumas de suas novelas de sucesso, escrevendo com as filhas Edmara e Edilene Barbosa. A primeira delas foi “Cabocla“, em 2004, que na nova roupagem trouxe a estreante Vanessa Giácomo como Zuca e Daniel de Oliveira como Luís Jerônimo, trazendo ainda Tony Ramos, Mauro Mendonça, Patrícia Pillar, Regiane Alves e Danton Mello, no elenco.

No início de 2005, ele deu um tempo nas novelas e escreveu a minissérie “Mad Maria“, que contava a história da Madeireira Mamoré, no norte do Brasil.

Sinhá Moça” veio na sequência, em 2006, com Débora Falabella no papel título, fazendo par com Danton Mello, como Doutor Rodolfo. Desta vez, o papel do Barão de Araruna ficou com Osmar Prado, que o interpretou brilhantemente.

Em 2009, foi a vez do remake de “Paraíso“. O horário das seis vinha registrando baixos indíces de audiência e a novela trouxe uma estabilidade para a emissora. Tal qual os outros remakes do autor, “Paraíso” foi fidedigna ao seu original. Coube a Nathália Dill e Eriberto Leão os papeis de protagonistas, Santinha e Zeca.

Relembre a cena final da novela, em 2009.

Benedito Ruy Barbosa além de ter uma bela história de vida, coleciona grandes sucessos em sua carreira e sempre presenteia o público com suas histórias que revelam o interior deste imenso Brasil.

Foto e Vídeos: Divulgação / Youtube

Clique aqui e leia a 1ª Parte da Homenagem a Benedito Ruy Barbosa

@diniz_paulinho

ESPECIAL: BENEDITO RUY BARBOSA 80 ANOS – PARTE 1

Nesse domingo (17), o novelista Benedito Ruy Barbosa completou 80 anos de vida. E o “Zappiando” o homenageia relembrando sua trajetória. Como são vários trabalhos, a homenagem será dividida em partes. Hoje, você internauta, acompanha a 1ª parte, com o início da trajetória até às novelas de sucesso no anos 80.

(Antes de homenageá-lo, faço apenas uma ressalva, descobri que ele nasceu no mesmo dia que minha avó. Mas, voltando…)

Antes de se tornar um autor de novelas, Benedito Ruy Barbosa, nascido em Gália, interior de São Paulo,  se formou jornalista e publicitário.

Começou na dramaturgia pelo Teatro, com a peça “Fogo Frio“, no Teatro de Arena, Em São Paulo.

Em 1966, contratado pela Colgate-Palmolive (naquela época eram as marcas que realizavam as produções de telenovelas), estreou nas telenovelas, pela TV Tupi, escrevendo o folhetim “Somos Todos Irmãos“, uma adaptação do livro “A Vingança do Judeu”.

Posteriormente conseguiu colocar no ar, com muito êxito, a primeira novela de sua autoria, “O Anjo e o Vagabundo“. Este foi seu passaporte para a Rede Record, onde implantou uma programação de telenovelas, iniciada com “A Última Testemunha“.

Com o passar dos anos, Benedito passou a escrever novelas que retratavam o interior do Brasil, coisa que ele tem conhecimento. Hoje esta é uma de suas marcas e com certeza, uma de suas paixões.

Em 1971, ele escreveu uma novela educativa, com exibição simultanea na Rede Globo e na TV Cultura, “Meu Pedacinho de Chão“.

Na Tupi, ainda escreveu “Jerônimo“, em 1973 e retornaria à Globo em 1976, com “A Sombra dos Laranjais“, “Sítio do Pica Pau Amarelo” (1977) e “Cabocla” (1979), protagonizada por Glória Pires e Fábio Junior.

Em 1980, Benedito foi contratado pela TV Bandeirantes, onde escreveu “Pé de Vento“, nesse ano, e o grande sucesso “Os Imigrantes“, no ano seguinte. Nesta obra ele começou a colocar em prática uma outra de suas marcas, a imigração e os estrangeiros no Brasil, temática que ele usaria em algumas de suas novelas posteriores.

Os Imigrantes” teve 459 capítulos e ficou no ar durante um ano e meio. A história era divida em quatro fases.

Confira o vídeo com uma cena da novela

De volta à Globo, em 1982, se tornou um autor do horário das seis, com novelas como: “Paraíso” (1982/83), “Voltei Pra Você” (1983/84), “De Quina Pra Lua” (1985/86), Sinhá Moça” (1986) e “Vida Nova” (1988/89). Nesta, ele colocou em cena muito de sua história de vida, quando chegou a São Paulo e morou em um cortiço.

Veja a cena final de “Paraíso” (1982)

Foto: Divulgação

Vídeo: Youtube/Memória da TV

@diniz_paulinho

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