ZAPPIANDO

Arquivo para maio, 2011

OS 10 ANOS DA ESTREIA DE UM SERIADO NADA ‘NORMAL’

Uma vida normal de um casal nada normal. No dia 1º de junho de 2001, estreava o seriado “Os Normais“, na Rede Globo.

Programada para ter apenas 12 episódios, a série se tornou um grande sucesso e se fixou na grade da Globo, ganhando novas temporadas nos anos seguintes.

A abertura já anunciava o que estava por vir, com fotos de pessoas comuns fazendo caretas, passando rapidamente e formando um mosaico no final, ao som da música Doida Demais, de Lindomar Castilho.

O programa era exibido às sextas-feiras, depois do Globo Repórter. Apenas entre maio e junho de 2002 que foi exibido às quintas.

O seriado era protagonizado por Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres, que viviam o casal Rui e Vani. Eles eram noivos há sete anos, moram em casas separadas, mas vivem na casa um do outro. E juntos viviam situações nada normais.

A cada episódio estas situações diferentes ganhavam algumas participações especiais. Alguns atores chegaram a participar de mais de um episódio, com o mesmo personagem ou outro. Júlia Lemmertz, Cláudia Raia, Edson Celulari, Malu Mader, Drica Moraes, Maria Luisa Mendonça, Otávio Miller, Danielle Winits, foram alguns dos que participaram.

Na última temporada, em 2003, Selton Mello e Graziela Moretto entraram para o elenco fixo, como Bernardo e Maristella.

O último bloco era sempre improvisado pelos protagonistas e geralmente acabava com eles no carro ou na cama.

Ficou no ar até outubro de 2003, totalizando 71 episódios,  e até hoje é o programa de maior audiência da linha de shows de sexta-feira, com média de 28 pontos.

Neste mesmo ano foi rodado o primeiro longa-metragem originado da série, e em 2009, o segundo.

Desde 2005 os episódios são reprisados no canal por assinatura GNT, da Globosat.

Particularmente, eu gostava muito do seriado e arrisco dizer que é um dos melhores produzidos pela Globo. A identificação com as situações do dia-a-dia dava a graça do programa, que me proporcionou sempre boas risadas.

Veja o vídeo com Rui e Vani dançando a Dança do Passarinho.

Relembre o 1º episódio, “Todos São Normais”, que foi ao ar dia 1º de junho de 2001.

Vídeos: Youtube (athedim e Rekne)

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OS 25 ANOS DA MINISSÉRIE “ANOS DOURADOS”

Uma obra prima com autoria de Gilberto Braga, a minissérie “Anos Dourados” chegava ao fim no dia 30 de maio de 1986.

Nos embalos do romantismo do Rio de Janeiro do final dos anos 50, a minissérie contava a história de amor de Marcos (Felipe Camargo) e Lourdinha (Malu Mader). os jovens apaixonados tinham o namoro impedido pelos pais dela, os conservadores Dr. Carneiro e Dona Celeste, que não aceitam por Marcos ser filho de pais desquitados, o que não era bem visto na época.

O rapaz era filho de Glória (Betty Faria), uma operadora de caixa numa casa noturna e que vive uma paixão com um homem casado. Neste último capítulo, o cara, o militar Major Dornelles (José de Abreu), com uma carreira em ascenção, conta toda a verdade para sua mulher, Beatriz (Nívea Maria) e resolve ficar com Glória.

O narrador conta o desfecho de cada um dos jovens amigos de Marcos e Lourdinha. O casal, no entanto, têm o seu final feliz. Ele, um veterinário, ela, uma orientadora vocacional, se casam, têm 3 filhos e perdem o contato com seus antigos amigos.

Gilberto Braga assinava também a produção musical de Anos Dourados.

A minissérie foi reprisada de forma compacta em 1988 e 1990; no Multishow, em 2005, e recentemente no Canal VIVA, mas, na íntegra.

Fotos: Divulgação

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NILSON COMENTA “MICO PRETO”

*Por Nilson Xavier

Sabe aquela novela “trash”?, não fez sucesso mas você amava? Em minha relação destaco a incompreendida “Mico Preto“, apresentada em 1990 às 19 horas, dirigida por Denis Carvalho e Denise Saraceni, escrita por um trio de autores Marcílio Moraes, Leonor Bassères e Euclydes Marinho. O público não gostou da história cínica com humor debochado. A audiência não correspondeu à expectativa de Globo e os autores “largaram mão”, como se costuma dizer: no último capítulo, teve até personagem reclamando da novela para o público!

Tinha a figura de Zé Luis, um gay afetadíssimo vivido por Miguel Falabella que sofria por não poder assumir seu romance com um político que não queria sair do armário para não comprometer sua carreira (Marcelo Picchi).

Tinha Otávio Augusto, sempre engraçado quando apela para o humor, apaixonado por Eva Wilma, uma dona de casa cinquentona para lá de comum – repetindo uma dobradinha já vista em “Transas e Caretas”, em 1984. Tinha Márcia Real, uma ricaça que “dava um chapéu” nos filhos interesseiros – um tipo que Marcia sabe fazer tão bem!

Tinha Gloria Pires em papel posterior à sua inesquecível Maria de Fátima de “Vale Tudo” e apresentando a atriz em uma caracterização tão diferente que assustou num primeiro momento: Gloria estava gorda, de cabelos cacheados e compridos e sua personagem era muito cafona! E o que falar da mãe de Gloria na novela, vivida por Geórgia Gomide, uma mulher tão vulgar que chegava a ser imoral! Inusitado era o romance de sua personagem, Eroltildes (nome mais que apropriado) com a figura de Elias Gleizer! Era um deboche só!

Mas o grande barato de “Mico Preto” era Firmino do Espírito Santo, mais uma ótima criação de Luiz Gustavo. Nunca um tema de abertura explicou tão bem a personalidade e o “psyche du role” de um protagonista como a música de Gilberto Gil:

Se um bacana me chuta eu peço desculpa em que luta pra não complicar.
Se me chamar de bagaço, agradeço, obrigado, um abraço, é isso aí, até já!
Não tenho tempo pra sarro, o sapato furou, acabou o cigarro,
meu time perdeu, guincharam meu carro, pisaram no meu calo
e até a comida o cahorro comeu…
A vida é assim e até minha gata dá pra todo mundo só não dá pra mim!

Foto e Vídeo: Divulgação/Youtube

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Nilson Xavier: twitter.com/Teledramaturgia

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Esta coluna é publicada todos os finais de semana no Zappiando.

AS CHAMADAS E ABERTURA DE “UGA UGA”

Vamos voltar ao ano 2000 e relembrar o  ‘teaser, as chamadas e a abertura inesquecível’  de “Uga Uga”.

A novela foi exibida no horário das sete, entre 08 de maio de 2000 e 20 de janeiro de 2001, com autoria de Carlos Lombardi e direção de núcleo de Wolf Maya.

Os teasers, as chamadas de estreia e a abertura seguiram a mesma arte, a de um gibi. Todos condizentes com a agilidade com que a história seria contada.

Os teasers convidavam os telespectadores a “viver essa nova aventura” e o ator Cláudio Heinrich já aparecia como o seu personagem, o índio branco Tatuapu, e pulava sobre os quadrinhos.

Já as chamadas mostravam as páginas virando e apresentando os personagens, acompanhadas de palavras que eram citadas na narração. E sempre terminavam o slogan “A novela que não está no gibi!”

Esta chamada em questão, é a mais completa, apresenta toda a história central. Foi exibida na véspera da estreia, dia 07 de maio de 2000.

Versão reduzida, exibida antes da semana que antecedia a estreia.

Na abertura, os quadrinhos contavam a história de Tatuapu, desde criança até a chegada na cidade, através de ilustrações.  Os créditos apareciam nos balões quadriculados do gibi.

Os desenhos foram feitos à mão e foram registrados por uma câmera que percorria as páginas do gibi. E passados para o computador. Assim como as vinhetas de “estamos apresentando” e “voltamos a apresentar”.

O animado tema musical era Kotahitanga (Union), do grupo Hinewehi Mohi, coeso com toda a ação da novela.

Vídeos: Youtube

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E “DIVÔ VAI E DEIXA SAUDADES

Dizem que tudo o que é bom dura pouco, ou quase tudo. E neste caso é verdade. O seriado “Divã” se despede da programação da Globo nesta terça (24).

Originado do livro de Martha Medeiros, foi sucesso no teatro e no cinema, e na TV não foi diferente. O desafio do roteirista Marcelo Saback era maior, uma vez que teria que criar novas histórias para a protagonista Mercedes, brilhantemente interpretada por Lilia Cabral, e sem perder a essência. E assim foi.

Com elenco bem escalado, Lilia bem à vontade no papel, e uma direção certa e um texto impecável.

“Divã” nos fazia rir e minutos depois já nos emocionava. Mercedes por várias vezes nos sensibilizou com seus dilemas e até nos fazia refletir. Em suas relações com os filhos, com os amigos e com os namorados, tudo era levado ao divã do doutor Lopes ( aquele que ninguém viu a cara).

Cheguei até a ver no Twitter uma pessoa que falava que fazia terapia pela tv, com o seriado. O que reflete a identificação do público.

A Globo anuncia como o último episódio da temporada. Mas, levando em conta que Lilia Cabral agora se prepara para protagonizar a próxima novela das nove, “Fina Estampa”, e que a novela estreia em agosto e deve ficar no ar até abril, é um pouco difícil prever uma segunda temporada.

O texto final do último episódio, dito por Mercedes: “Acho que essa nossa temporada no divã, termina aqui”.

“Divã” vai e nos deixar saudades.

Fotos e Vídeo: Divulgação/ Youtube

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OS 70 ANOS DO AUTOR WALTER NEGRÃO

Neste dia 24 de maio um grande profissional da teledramatugia brasileira comemora 70 anos de vida, o autor Walter Negrão.

Nascido em Avaré, no interior de São Paulo, trabalhou como jornalista em jornal e revista e iniciou sua carreira na TV como ator, nos anos 1950. No final desta mesma década, estreou como autor, escrevendo para o “Grande Teatro Tupi“.

Em telenovelas, seus primeiros trabalhos foram adaptações de textos radiofônicos e no final da década de 60 começou a trabalhar com Geraldo Vietri, com quem colaborou em “Antônio Maria” (1968/69), e dividiu a autoria de “Nino, o italianinho” (1969/70).

Na Rede Globo estreou em 1970, finalizando a novela “A Cabana do Pai Tomás”, e em seguida, “A Próxima Atração“. Em 1972, escreveu o sucesso “Primeiro Amor“. Nesta novela criou a dupla de personagens Shazan e Xerife, que originou um seriado. Nos anos seguintes escreveu “Cavalo de Aço” e “Super Manoela“. E na segunda metade da década voltou a escrever novelas para Tupi.

Em 1980 retornou à Globo e logo de cara escreveu “Chega Mais” (1980), seguida de “As Três Marias” (1980/81), o seriado “Obrigado Doutor” (1981), e supervisionou “O Amor é Nosso” (1981). Ainda nesta década escreveu “Livre Para Voar”  (1984/85) e  “De Quina Pra Lua” (1985/86) , e os grandes sucessos de sua carreira: “Pão Pão Beijo Beijo” (1983), “Direito de Amar” (1987), “Fera Radical” (1988) e “Top Model” (1989), esta em parceria com Antonio Calmon.

Nos anos 90, escreveu as minisséries “O Sorriso do Lagarto” (1991)e “Madona de Cedro” (1994) e as novelas “Despedida de Solteiro”, “Tropicaliente” (1994), “Anjo de Mim” (1996/97) e “Era Uma Vez” ((1998/99), no horário das seis. E no final da década e inicio da de 2000, “Vila Madalena“, no horário das sete.

Já nos anos 2000, dividiu a autoria da minissérie “A Casa das Sete Mulheres” (2003), com Maria Adelaide Amaral. E escreveu as novelas: “Como Uma Onda” (2004/05), “Desejo Proibido” (2007/08) e, recentemente, “Araguaia” (2010/11), todas no horário das seis.

Negrão é um autor discreto, não faz grandes alardes com suas novelas, mas sempre conta boas histórias. Mesmo com tantos trabalhos no currículo, é perceptível uma vontade em se fazer o trabalho. Uma de suas características é sair sempre do eixo Rio-São Paulo e mostrar o Brasil. Maringá (PR), em “Despedida de Solteiro“, Fortaleza (CE), em “Tropicaliente“, Florianópolis (SC), em “Como Uma Onda“, Minas Gerais, em “Desejo Proibido” e o “Araguaia“.

E saude para o Negrão, para que venham outros ‘brasis’ por ai.

No livro “Autores – Histórias da Teledramaturgia”, do Projeto Memória Globo, Negrão diz:

Gosto de conhecer gente. Quando viajo, não me interessam as pontes, os castelos. Prefiro as pessoas. Gente sempre traz história.

Foto: Divulgação

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A DEVOÇÃO POR SANTA RITA NAS NOVELAS

Nesse domingo (22) é comemorado o Dia de Santa Rita de Cássia. A Santa intercessora das causas impossíveis é a protetora de muitos personagens da ficção, que assim como na vida real a recorrem em momentos de desespero.

Ela é também uma das marcas do autor Manoel Carlos, além de suas Helenas, os doutores Moretti e o Leblon.

Mas, de todas as suas novelas, acredito que “Páginas da Vida” (2006) seja a que tenha mostrado esta devoção ainda mais acentuada. O casal Tide (Tarcísio Meira) e Lalinha (Glória Meneses) tinham até uma capela dedicada à Santa em suas casa. Foi nesta capela, inclusive, que Lalinha morreu, logo no início da novela.

Outra que era fervorosa e que sempre recorria à Santa Rita em seus mais absurdos pedidos era Mariana (Cássia Kiss), em “Paraíso” (2009). Sua filha, Maria Rita, também herdou esta devoção da mãe.

Veja o vídeo com as cenas destas novelas.

Esta cena da novela “Páginas da Vida” mostra a capela de Santa Rita e a devoção de Olívia (Ana Paula Arósio) pela Santa.

Na cena da novela “Paraíso”, Mariana confie o futuro da filha à Santa Rita e Maria Rita pede a intercessão da Santa.

Vídeos: Youtube

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