ZAPPIANDO

*Por Nilson Xavier

Armando Bógus e Eva Wilma, como Daniel e Laura.

Essa semana a novela “Ciranda de Pedra”, versão de 1981, completou 30 anos de sua estreia. Eu pude acompanhá-la na reprise apresentada dentro do TV Mulher, em 1983. Tinha uns 14 anos, nesta época. Novela apaixonante, folhetinesca e envolvente. Como não se emocionar com o drama da doce Virgínia (Lucélia Santos), renegada pelo pai (Natércio Prado, de Adriano Reys) e pelas irmãs (Otavia de Priscila Camargo e Bruna de Silvia Salgado), encontrando apenas o apoio na mãe doente, bipolar, Laura, vivida intensamente por Eva Wilma, e no “tio” Daniel (Armando Bógus), que descobre-se mais tarde ser na verdade o seu pai biológico. Inesquecível também foi a atuação de Norma Blum, como a governanta alemã Frau Herta, com ares de nazista, severa e intransigente.

Os anos 40 foram poucas vezes reproduzidos em nossa teledramaturgia. E em “Ciranda de Pedra” estiveram magnificamente representados, com todo o charme, distinção e sobriedade da época da Segunda Guerra. E é preciso lembrar que essa novela pouco tem a ver com a versão de Alcides Nogueira do mesmo livro, que foi ao ar em 2008.

Tenho boas lembranças de “Ciranda”, como uma novela bonita, emocionante, com um tema pesado, denso, mas irresistivelmente folhetinesco nas mãos de seu adaptador, o experiente Teixeira filho, que vinha da Tupi. Era uma trama calcada em personagens fortes e complexos, o que exigia interpretações à altura. E o seu elenco deu conta do recado!

A mim deixou saudades. Como cantado em seu tema de abertura:

“Melancolicamente… voltei ao passado…”

 

Fotos: Divulgação

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Comentários em: "NILSON COMENTA CIRANDA DE PEDRA" (1)

  1. Walter de Azevedo disse:

    Tenho ótimas lembranças de Ciranda de Pedra. Ela me fazia parar de brincar na rua e sentar em frente à tv. E mesmo sendo criança, a trama era tão bem feita, que eu conseguia entender tudo o que era discutido, mesmo com uma visão infantil da minha parte.
    Espero que um dia o Viva se lembre dela.

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