ZAPPIANDO

Arquivo para junho, 2011

OS 25 ANOS DA ESTREIA DE XUXA NA GLOBO

Atenção baixinhos que hoje já são altinhos, hoje nós vamos pegar carona em uma ‘xuper’ nave e relembrar os 25 anos da estreia de Xuxa na Rede Globo.

Era 1986, Xuxa vinha da extinta Rede Manchete, onde apresentava o “Clube da Criança“. Na Globo, deu uma mudada em sua imagem, se tornando ainda mais próxima das crianças. A estreia de sua nova atração se deu no dia 30 de junho do mesmo ano, quando entrou no ar o “Xou da Xuxa“, substituindo o “Balão Mágico“. E teve como convidado o cantor Silvinho Blau Blau.

O programa ia ao ar de segunda a sexta, das 8h às 12h20, e aos sábados, às 9h. Xuxa começava e terminava a atração em uma nave, onde se despedia com a frase “Beijinho, beijinho e tchau, tchau“. Brincadeiras com as crianças da plateia, musicais e desenhos animados faziam parte do “Xou”. A loira contava com a ajuda de suas assistentes de palco, as Paquitas, e também dos personagens Dengue e Praga.

O “Xou da Xuxa” ficou no ar até o dia 31 de dezembro de 1992, quando foi ao ar o programa número 2000. No ano seguinte, foram reprisados os melhores momentos.

Veja o vídeo com o começo do programa de estreia

Clique aqui e relembre a 1ª entrevista de Xuxa na Globo.

Vídeo: Youtube

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OS 10 ANOS DO FINAL DE “ROQUE SANTEIRO” NO VALE A PENA VER DE NOVO

Há 10 anos a novela “Roque Santeiro” se despedia do Vale a Pena Ver De Novo. Muitos telespectadores, como eu, assistiu a novela pela primeira vez nesta reprise na sessão.

“Roque Santeiro” entrou em cartaz em dezembro de 2000 como uma homenagem pelos 50 anos da Televisão Brasileira e pelos 35 anos da Rede Globo, 15 anos depois de sua exibição original.

Apesar da novela de Dias Gomes e Aguinaldo Silva ser a de maior audiência de toda a história da Teledramaturgia brasileira, a sua reprise não foi tão bem-sucedida, tendo média geral de 15 pontos. De modo particular, posso dizer que eu era telespectador assíduo da novela. Foi através desta súbita reprise, que pude conhecer famosos personagens como a Viuva Porcina, Sinhozinho Malta, Beato Salu, Zé das Medalhas, Dona Pombinha Abelha, Seu Flor, Matilde, Professor Astromar, Dona Mocinha, Padre Hipólito, entre outros. E me deliciei com a história dos moradores de Asa Branca, a cidade que não estava no mapa, conforme era dito nas chamadas.

Veja a cena final da novela:

 

Esta havia sido a 2ª reprise na novela. A primeira foi entre julho de 1991 e janeiro de 1992, no final da tarde.

Agora, quase 26 anos após a sua a exibição original e 10 anos após sua última reprise, “Roque Santeiro” volta ao ar no Canal VIVA, substituindo “Vale Tudo”, a partir de julho.

Veja o vídeo com a abertura:

 

Vídeos: Youtube

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OS 35 ANOS DA ESTREIA DE “O FEIJÃO E O SONHO”

Em 28 de junho de 1976, entrava no ar uma novela diferente das que a Rede Globo costuma apresentar no horário das seis, ” O Feijão e o Sonho”. A novela escrita por Benedito Ruy Barbosa, uma adaptação da obra homônima de Orígenes Lessa, se diferenciava das anteriores ambientadas em séculos passados.

A obra contava a história do sonhador poeta Juca (Cláudio Cavalcante), que queria viver de sua poesia, à contragosto de sua mulher, Maria Rosa (Nívea Maria). Porém, seus rendimentos escrevendo para  jornais e dando aulas para alunos que não podiam lhe pagar eram inferiores às despesas da família. Pelos problemas financeiros, Juca se rende às azucrinações da esposa e arruma um outro emprego, deixando seu sonho de lado.

Veja o vídeo com cenas da novela:

A história se divide em quatro fases da vida do casal e se passa em ambiente diferentes. Inicia-se em 1925, quando o casal se conhece, na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo. Entre os anos de 1925 e 1927, se passa no bairro paulistano do Bixiga. Em 1937, na cidade catarinense de Capinzal. E a última fase, se dá entre os anos de 1946 e 1947, novamente na capital paulista.

As gravações das diferentes fases também foram feitas em lugares diferentes. Embora a maior parte da história se passe em São Paulo, as cenas eram gravadas em cidades do Estado do Rio de Janeiro. Para as duas primeiras, foram escolhidas as cidades de Conservatória e Itacuruçá, respectivamente. A terceira, tomou como locação uma vila de agricultores próxima à Conservatória. E a São Paulo da última fase era na verdade a capital carioca, com cenas gravadas em ruas do Jardim Botânico e no Centro. Devido a um incêndio que destruiu parte das instalações da Rede Globo, em junho daquele ano, as cenas de interior foram gravadas nos estúdios da TV Educativa.

 

Vídeo: Youtube

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NILSON COMENTA “QUEM É VOCÊ”

*Por Nilson Xavier

Em 1995, após o sucesso de “A Viagem”, Ivani Ribeiro apresentou à Globo uma trama inédita, com o título de “Caminho dos Ventos”. A sinopse foi aprovada para o horário das 6 mas Ivani não chegou a desenvolver este trabalho pois viria a falecer ainda naquele ano. A novela foi entregue à sua habitual colaboradora, Solange Castro Neves, que escreveu apenas os primeiros capítulos de “Quem É Você”, o título final. Mas Solange desentendeu-se com a Globo e foi demitida. A novela passou então para as mãos de Lauro César Muniz, que fazia a supervisão do texto.

“Quem É Você” não foi um sucesso, tinha um elenco irregular, uma trama principal que não despertou o interesse do grande público, e tramas paralelas inconsistentes. Mas eu, particularmente, me interessei pela novela, principalmente em um pedaço da história em que a vilã Beatriz (Cássia Kiss) é perseguida pela mocinha Maria Luísa (Elizabeth Savala). Depois de sofrer nas mãos da irmã má, Maria Luísa desaparece, e arquiteta uma vingança contra a megera Beatriz. Esta foi a melhor parte de “Quem É Você”, com direito a uma sala de falso espelho por onde Maria Luísa vigiava a irmã malvada. Um dos raros casos em nossa teledramaturgia em que a mocinha se volta contra a vilã opressora muito antes do final da novela.

Merece destaque também o núcleo de uma casa para idosos onde moram simpáticos velhinhos abandonados por suas famílias. Seus dramas são discutidos com leveza e até humor, sem deixar de criticar esta situação por qual passam várias pessoas na terceira idade. Foi mérito também da produção reunir um belo elenco de atores veteranos – alguns até afastados da TV naquela época: Castro Gonzaga, Ênios Santos, Eloísa Mafalda, Vanda Lacerda, Cléa Simões, Alberto Perez, Eva Todor, Ruth de Souza, Norma Geraldy, Lafayette Galvão, Dirce Migliaccio e Lídia Mattos.

A abertura – com máscaras do carnaval de Veneza – trazia a bela canção “Noite dos Mascarados” numa gravação de Emílio Santiago:

“.. Hoje eu sou da maneira que você me quer / O que você pedir eu lhe dou / Seja você quem for / Seja o que Deus quiser..”

Veja o vídeo com a abertura:

Vídeo: Youtube

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Recentemente lançou também o Blog Noveludo.

Esta coluna é publicada todos os finais de semana no Zappiando.

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NO DIA DE SÃO JOÃO, RELEMBRE OS CAIPIRAS DA FICÇÃO

Nesta época do ano, por conta das festividades juninas de Santo Antonio, São João, São Pedro e São Paulo, os arraiás são bem propícios. Além das quadrilhas, fogueiras e comidas típicas, encontramos muita gente vestida a caráter da festa na roça e ensaiando um sotaque caipirês – sempre bem divertido.

Por conta disso e aproveitando que nesta sexta (24) é dia de São João, o Santo que mais representa as festas juninas, relembramos alguns caipiras da ficção, que fizeram graça com o sotaque. A maioria deles são personagens de novelas do autor Walcyr Carrasco.

Petrucchio (Eduardo Moscóvis) chamava Catarina (Adriana Esteves) de favo de mel.

Em “O Cravo e a Rosa” (2000), Eduardo Moscóvis dava vida ao fazendeiro Julião Petrúcchio. O caipira vivia às farpas com sua amada Catarina (Adriana Esteves), que o chamava de “grosseirão”.

Nélio (Vladimir Britcha) fazia a alegria das mulheres em "Coração de Estudante".

Em “Coração de Estudante” (2002), na fictícia Nova Aliança, o peão Nélio (Vladimir Britcha) carregava em seu sotaque para dizer que era “um bjeto sexual”.

A 'chique' Márcia (Drica Moraes) e seu primo Timóteo (Marcelo Novaes), em Chocolate com Pimenta.

A caipira mais chique de todas estava em “Chocolate com Pimenta” (2003). Márcia (Drica Moraes) era ‘dona e proprietária de um salão de beleza’ e vivia às turras com o primo Timóteo (Marcelo Novaes), mas adorava a sua família caipira. Vivia repetindo que ela era “chique benhê”.

Vanessa Giácomo com Daniel Oliveira, em Cabocla.

Na mesma novela, Tony Ramos vivia o Coronel Boanerges.

Lá pras bandas de Vila da Mata, vivia a doce caboclinha Zuca (Vanessa Giácomo). A moça tímida conquistou o coração do doutorzinho Luís Jerônimo (Daniel Oliveira). O casal era protagonista da novela “Cabocla” (2004). Na mesma novela, Tony Ramos dava vida ao Coronel Boanerges.

Em Alma Gêmea, Crispim espantava os pretendentes de sua irmã, Mirna.

Em “Alma Gêmea”, a caipirinha Mirna (Fernanda Souza) sonhava em arrumar um marido. Passava horas confidenciando com sua pata Doralice. A moça vivia com o irmão ciumento Crispim (Emílio Orciolo Neto) e com seu tio Nardo (Emiliano Queiróz).

Ricardo Tozzi como o primo Cândido, em Pé Na Jaca.

Já em “Pé Na Jaca”, Ricardo Tozzi dava vida ao divertido  Cândido, que aprontava poucas e boas na fictícia Deus Me Livre.

Abner com sua família e vizinhos em Morde e Assopra

Atualmente, no horário das sete Global, o caipirês também dá expediente. Em “Morde e Assopra”, a família do protagonista Abner (Marcos Pasquim) e seus vizinhos usam e abusam do sotaque.

Fotos: Divulgação

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O QUE OS ASTROS REVELAM PARA O FUTURO?

Já podem ser vistas na programação da Rede Globo as chamadas apresentando os personagens de “O Astro”. Herculando Quintanilha (Rodrigo Lombardi) prevê o futuro de Clô (Regina Duarte), Lili (Alinne Moraes), Neco (Humberto Martins), Samir Hayalla (Marco Ricca) e Salomão Hayalla).

Confira os vídeos:

 

Clô

 

Lili

 

Neco

 

Samir

 

Salomão

 

Vídeos: Youtube (aberturasdenovelasbr)

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“A PADROEIRA” ESTREAVA HÁ 10 ANOS

No dia 18 de junho de 2001 estreava a novela “A Padroeira”, no horário das seis global. O autor Walcyr Carrasco e o diretor Walter Avancini repetiam a parceria  de “O Cravo e a Rosa”, que havia sido um sucesso, três meses depois após o término.

Porém, devido a um problema de saude, Avancini foi afastado da produção um mês após sua estreia e viria a falecer alguns meses depois. Em seu lugar, assumiu a direção da trama Roberto Talma.

Os protagonistas vividos por Luigi Baricelli e Deborah Secco.

Devido a baixa audiência, Talma reformulou a novela toda. Os ares sombrios da primeira fase deram espaço  aos mais vivos, isto nos personagens, figurinos e cenografia.  As paredes das casas, até então com cor de terra, ganharam um colorido. Alguns personagens foram eliminados, dando lugar a novos, como Suzana Vieira e Rodrigo Faro, que entraram na trama e seus personagens eram artistas divertidos e alegres. A protagonista Cecília, vivida por Deborah Secco, deixou de ser uma mulher frágil e sofredora e se tornou uma mulher mais forte e determinada. Imaculada, a personagem de Elizabeth Savalla, deixou de ser amargurada e se tornou uma vilã cômica. Luigi Baricelli, que vivia o mocinho Valentim, também teve seus cabelos cortados e ficou com aspecto mais limpo. O casal vivido por Murilo Rosa e Mariana Ximenez foi separado e ele passou a correr atrás dela.

Alguns atores da 1ª fase foram direto para outras produções. Yoná Magalhães, por exemplo, foi escalada para a novela das sete “As Filhas da Mãe”, e Stênio Garcia foi para “O Clone”, ambas estreando pouco tempo depois.

Os atores Luigi Baricelli e Deborah Secco foram escalados para viverem os protagonistas devido ao sucesso de seus personagens na novela “Laços de Família”.

O tema de abertura da novela também foi modificado. O instrumental Santuário do Coração, da 1ª fase, foi substituído na 2ª fase pela música A Padroeira, cantada por Joanna e posteriormente por Sol de Primavera, interpretada pela cantora Kika e também tema dos protagonistas.

A novela era inspirada no romance “As Minas de Prata”, de José de Alencar, e tinha como pano-de-fundo a história do encontro da Imagem de Nossa Senhora Aparecida nas águas do Rio Paraíba do Sul. Daí, o nome “A Padroeira”. Alguns personagens da trama tinham nomes de pessoas reais, como João Alves (Cláudio Gabriel), Silvana da Rocha (Laura Cardoso) e a menina cega Marcelina (Renata Nascimento).

No capítulo do dia 12 de outubro de 2001, dia de Nossa Senhora Aparecida, foi mostrado o milagre da menina cega. Este também é um fato real, assim como outros milagres de Nossa Senhora foram mostrados, como o dos peixes, no encontro da Imagem; o das velas que se apagam e acendem sozinhas; o do cavaleiro revoltado, que as ferraduras ficam presas no chão quando ele tenta invadir a Igreja com o cavalo; e a do escravo que tem os grilhões rompidos enquanto reza para Nossa Senhora.

No mesmo dia 12 de outubro, o ator Norton Nascimento, que interpreta o escravo Zacarias (este do milagre) e a cantora Joanna, que cantava o tema de abertura da novela, estiveram no Santuário Nacional de Aparecida. A cena gravada foi ao ar no último capítulo da novela, em 22 de fevereiro de 2002.

Mais leve e cômica, a audiência entrou nos eixos e a novela teve 215 capítulos.

Luigi, Deborah e Maurício Mattar, na 2ª fase.

Sinopse – No século XVIII, em 1717, a jovem Cecília (Deborah Secco), filha do fidalgo Dom Lourenço de Sá (Paulo Goulart),  pertence a Comitiva do Conde de Assumar, que chega à pequena Vila de Santo Antonio de Guaratinguetá. A Comitiva é atacada por um bando de saltiadores, liderados por Molina (Luís Mello), que raptam Cecília. A jovem é salva por Valentim (Luigi Baricelli), por quem se apaixona. Mas, o rapaz não é bem visto pela sociedade por seu falecido pai ter sido acusado de traição pela Coroa. Quando chega em casa, Cecília descobre que o seu pai a prometeu em casamento com o fidalgo Dom Fernão de Avelar (Maurício Mattar). No entanto a moça recusa o compromisso. Rejeitado, Fernão jura que terá a prometida, por bem ou por mal.

Paralelo a isto, os pescadores da Vila lutam pelo reconhecimento de Nossa Senhora Aparecida. A Imagem havia sido encontrada por eles no Rio Paraíba do Sul, quando foram pescar peixes para servir o recém-chegado Conde de Assumar.

Vídeos e Fotos: Youtube/Divulgação

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