ZAPPIANDO

Arquivo para junho, 2011

NILSON COMENTA “MANDALA”

*Por Nilson Xavier

Em 1987, Dias Gomes apresentou à Globo uma sinopse baseada no mito “Édipo Rei” de Sófocles, a história do rei que mata o pai e casa com a mãe sem saber. A Censura interveio e obrigou vários cortes na trama, acusando-a de atentatória aos bons costumes. Liberada, com cortes, a novela “Mandala” continuou sendo vigiada. O esperado beijo entre a mãe (Jocasta) e o filho (Édipo) só foi ao ar depois de muita conversa com os censores. Dias saiu e deixou o barco para Marcílio Moraes guiar.

Buchichos sobre o que podia ou não podia à parte, “Mandala” empolgou mais em seu início. A primeira fase, que mostrava a juventude de Jocasta, fez mais sucesso. Ali retratou-se com fidelidade o conturbado momento político brasileiro na década de 60. Levada para a atualidade, a trama perdeu seu frescor, e a história de Édipo e Jocasta foi muito pouco para segurar a novela por meses a fio. Para piorar, as tramas paralelas não empolgaram.

Mas a novela garantiu a audiência média no horário nobre graças à popular figura do bicheiro Tony Carrado, num dos melhores momentos de Nuno Leal Maia na TV. O tipo ignorante, romântico atrapalhado, quase ingênuo em sua paixão intempestiva pela “deusa” Jocasta, davam o tom à sua verborragia repleta de erros. Caiu no gosto do público e nas graças de Jocasta, vivida por uma Vera Fischer em todo o esplendor de sua beleza.

Vale registrar que foi nessa novela que Vera iniciou seu romance com o jovem ator Felipe Camargo, o intérprete de Édipo, com quem se casaria e viveria uma conturbada relação. E a música “O Amor e o Poder”, cantada por Rosana, tema musical que embalava o amor de Jocasta e Tony, foi tocada incessantemente durante a novela, tornando-se um grande hit popular.

“Como uma deeeeusaaaa… você me manteeeeeemmm…”

Veja o vídeo com o final da novela

Vídeos: Youtube (thiagoxv)

 * Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Recentemente lançou também o Blog Noveludo.

Esta coluna é publicada todos os finais de semana no Zappiando.

 

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RELEMBRE AS CHAMADAS E ABERTURAS DE “O AMOR ESTÁ NO AR”

Aproveitando o embalo dos dias dos namorados, no último domingo (12), nesta semana vamos relembrar o clima de romance que pintou em 1997 no horário das seis Global, com as chamadas e abertura da novela  “O Amor Está No Ar”.

A abertura mantinha o clima da novela. Bem colorida, com vários desenhos românticos e com a palavra “Amor” escrita várias vezes em diferentes idiomas. Os créditos surgiam passando na horizontal, da direita para a esquerda, começando com os nomes dos atores BettyLago, Natália Lage e Rodrigo Santoro. O tema não poderia ser outro, Love is in the air, de John Paul Young.

A novela, com autoria de Alcides Nogueira, foi exibida de 31 de março a 6 de setembro de 1997. Infelizmente, nunca foi reprisada. A trama trazia também elementos da cultura circense, da religião judaica e ETs.

Relembre a chamada de história, que foi ao ar na véspera da estreia.

Vídeos: Youtube

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VEM AI “O ASTRO”

A menos de um mês da estreia, “O Astro” já começa a surgir na telinha da Globo. A nova novela é o pontapé inicial da emissora para um novo projeto, a estreia de um novo horário de teledramaturgia, com remakes de novelas de sucesso dos anos 70, mas em formato reduzido, de 60 capítulos.

O Astro” foi uma novela de Janete Clair, produzida em 1977/78, e trazia Francisco Cuoco como o protagonista Herculano Quintanilha. Papel que cabe agora a Rodrigo Lombardi. Cuoco também está no novo elenco, mas, como o mentor de Herculano.

Em 1978, a novela foi responsável pelo por um dos “quem matou?” mais famoso em telenovelas, com o “quem matou Salomão Hayala?”, personagem de Dionísio Azevedo, que agora será vivido por Daniel Filho.

A adaptação ficou por incumbência dos autores Alcides Nogueira e Geraldo Carneiro, com a colaboração de Tarcísio Lara Puiati e de Vitor de Oliveira (meu querido amigo do Blog Eu Prefiro Melão, em sua estreia como roteirista da Rede Globo).

A imprensa já vem noticiando as gravações e os teasers já estão no ar. Os primeiros com algumas frases do tipo: “Astrólogo consegue prever o futuro. #será?” Já nesta semana os telespectadores já podem conferir outro, com Francisco Cuoco e Rodrigo Lombardi.

Além de Cuoco, Lombardi e Daniel, ainda estão no elenco: Regina Duarte, Carolina Ferraz, Alinne Moraes e Thiago Fragoso, entre outros.

Confira o elenco antigo e atual, com informações do site Teledramaturgia (os nomes entre parênteses são dos atores que interpretaram na versão original)

Rodrigo Lombardi (Francisco Cuoco) – Herculano Quintanilha

Carolina Ferraz (Dina Sfat) – Amanda

Thiago Fragoso (Tony Ramos) – Márcio Hayala

Alinne Moraes (Elizabeth Savalla) – Lili

Daniel Filho (Dionísio Azevedo) – Salomão Hayala

Regina Duarte (Tereza Rachel) – Clô

Marco Ricca (Rubens de Falco) – Samir

Humberto Martins (Flávio Migliaccio) – Neco

Antonio Caloni (Carlos Eduardo Dolabella) – Natal (Natalício)

Henri Castelli (Edwin Luisi) – Felipe

Rosamaria Murtinho (Ida Gomes) – Magda

Simone Soares (Ângela Leal) – Laurinha

Selma Egrei (Eloísa Mafalda) – Consolação

Bernardo Marinho (Stepan Nercessian) – Alan

Fernanda Rodrigues (Silvia Salgado) – Jôse

Zé Rubens Chachá (Isaac Bardavid) – Youssef

Tato Gabus Mendes (Macedo Neto) – Amin

Guilhermina Guinle (Heloísa Helena) – Beatriz

Celso Frateschi (Ênio Santos) – Pirilo Cerqueira

Reginaldo Faria (Hélio Ary) – Mello Assunção

Mila Moreira (Telma Elita) – Miriam

Carolina Chalita (Maria Silvia) – Tânia

Ellen Roche (Maria Helena Velasco) – Valéria

Marcela Muniz (Cleide Brota) – Doralice

João Baldasserini (José Luiz Rodi) – Henri

Úrsula Corona (Marilia Barbosa) – Mara Célia

Vera Zimermann (Marilena Cury) – Nádia

Carolina Kasting (Leda Borba) – Jamile

Bel Kutner (Mira Palheta) – Silvia

Tuna Dwek (Cecília Loyola) – Nilza

E outros.

“O Astro” estreia dia 12 de julho, no horário da segunda linha de shows após a novela das 21h, na Globo.

Vídeos: Divulgação

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FESTIVAL SBT 30 ANOS RELEMBRA A TELEDRAMATURGIA DA EMISSORA

Em seu “Festival 30 anos”, o SBT relembrou as três décadas de Teledramaturgia da emissora. Novelas brasileiras, mexicanas e seriados que marcaram as diferentes fases.

Fenômenos infanto-juvenis como “Carrossel“, no início dos anos 90, “Chiquititas“, na segunda metade da década, e “Rebelde“, em 2006. A fórmula água com açucar da trilogia das Marias, interpretadas por Thalia (“Maria Mercedes“, “Marimar” e “Maria do Bairro“), entre 1996 e 1997, e “A Usurpadora“, em 1999. As mexicanas que ganharam versões brasileiras, como “Pérola Negra“, “Pícara Sonhadora” e “Marisol“. Além de seriados como “O Grande Pai” e “Teleteatro“, foram relembrados pelo programa.

E a melhor novela produzida pela emissora e que está no roll das melhores da Teledramaturgia Brasileira, “Éramos Seis“, de 1994, ganhou um capítulo a parte na atração.  A novela de Sílvio de Abreu e Rubens Ewald Filho contava com um grande elenco, e tinha direção e cenografia bem afinadas, tudo na mais perfeita harmonia. Em depoimento ao programa, o diretor Nilson Travesso contou que o SBT não poupou recursos para esta produção.

Novelas como “Fascinação“, “Colégio Brasil” e a mal-fadada “Cortina de Vidro“, não foram citadas no programa.

Por fim, no último bloco, a versão original de “Carrossel” e seus derivados tiveram destaques. E a apresentadora Patrícia Abravanel anunciou a intenção do SBT em fazer uma versão brasileira da história de Professora Helena e seus alunos.

Foi bom recordar estas novelas, que fazem parte da minha memória afetiva. “Carrossel“, “Éramos Seis“, “Maria do Bairro“, “Chiquititas“, são novelas que de algum forma marcaram o público e quando citadas remetem à alguma lembrança.

Veja os vídeos do programa:

 

 

 

 

 

Vídeos: Youtube / JesusLuh

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NILSON COMENTA “ANDANDO NAS NUVENS”

*Por Nilson Xavier

O autor Euclydes Marinho obteve mais êxitos como roteirista de minisséries e seriados do que de novelas. Em 1999, ele levou ao ar a novela “Andando nas Nuvens”, uma divertida história sobre um homem que sai do coma depois de mais de uma década e tem que se adaptar a um admirável mundo novo, onde a sociedade e a ciência evoluíram acompanhadas de tecnologias completamente inusitadas para ele.

O grande destaque foi a interpretação de Marco Nanini, como Otávio Montana, o protagonista que andava nas nuvens, mas com os pés no chão. Passando por lunático, conseguiu dar um chapéu no vilão San Marino (Claudio Marzo), o culpado pelos seus males. Com ares de sitcom, leve e divertida sem ser histriônica, essa novela me prendeu desde o início, apesar de não ter sido um grande sucesso e nem de ser muito lembrada.

Direção geral segura do experiente Denis Carvalho, trilha sonora pop e irresistível e elenco bem escalado. Entre os personagens, alguns mereceram destaque, como a impagável dupla Lucia Helena e Judite – vividas por Julia Lemmertz e Nicette Bruno -, ex-mulher e mãe do jornalista Chico Motta (Marcos Plameira), que se odiavam mas passaram a se unir para impedir os novos romances do rapaz. E ainda uma participação hilária de Regina Dourado, como a amalucada mãe de Raul (Marcello Novaes) que trocava os nomes dos personagens – chamava Otávio Montana de Seu Montanha, e confundia o filho com os irmãos dele! Merecia uma reprise.

Foto: Divulgação

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Recentemente lançou também o Blog Noveludo.

Esta coluna é publicada todos os finais de semana no Zappiando.

“Eu sou Ricaaa…” BY VÍDEO SHOW

Sucesso na internet um vídeo que reune as principais vilãs ricas da Televisão Brasileira, ganhou uma nova versão no Vídeo Show.

A mixagem que repete em seu versos as frases “Eu sou ricaaaa!” e “Pobreza Pega”, foi usada para finalizar uma matéria que falava das personagens que odeiam pobres e foi ao ar nessa quarta (8), no vespertino.

A nova versão também foi editada por José Del Duca, responsável pelo original. O remix é do Dj Rafael Lelis.

Veja o vídeo

Clique aqui e leia a matéria que relembra alguns vídeos que viraram hit na internet

Vídeo: Youtube

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NILSON XAVIER NO ‘TODO SEU’

Na última segunda (6), Ronnie Von recebeu Nilson Xavier em seu programa, “Todo Seu”, na TV Gazeta.

Nilson falou de seu livro “Almanaque da Telenovela Brasileira” e de seu site, o Teledramaturgia.

Em entrevista, ele comentou que desde os dez anos de idade anotava detalhes das novelas em um caderno e que no final da década de novela resolveu colocar todo este conteudo na internet. O Teledramaturgia, que começou despretensioso, se tornou uma grande referência para pesquisa sobre o assunto.

O Sr. Teledramaturgia comentou ainda sobre as substituições em novelas, trilhas sonoras e remakes.

Na segunda parte do programa, no quadro Papo de Homem, Nilson se juntou ao autor de novelas Benedito Ruy Barbosa e ao crítico de TV José Armando Vannuci para falar sobre o tema: “Novela é coisa de homem”. Diga-se de passagem, bem pertinente para a atualidade.

Confira a 1ª parte, com entrevista de Nilson.

Nilson Xavier também é colunista do Zappiando.  Sua coluna, na qual ele comenta novelas, é publicada aos finais de semana. Clique aqui e confira as que já foram publicadas.

Vídeo: Youtube (Blog Agora É Que São Eles)

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