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Arquivo para a categoria ‘A Trajetória’

A TRAJETÓRIA DE ADRIANA ESTEVES

Ela foi descoberta em um concurso no programa do Faustão, daí então foi fazendo trabalhos na TV e ganhando seu espaço. No inicio, foi até criticada, mas, se tornou uma grande atriz. Tem tino para a comédia e dose certa para o drama. Nos últimos anos, foi presenteada com várias protagonistas, como a da atual novela das sete, “Morde e Assopra“. Vamos acompanhar a trajetória da atriz Adriana Esteves.

Em 1989, no quadro Estrela por um dia, do “Domingão do Faustão“, Adriana disputou com Flávia Alessandra e Gabriela Duarte uma vaga para a novela “Top Model“. Flávia acabou vencendo e ficou com o papel prometido, porém, Adriana e Gabriela também participaram da novela.

Em "Meu Bem Meu Mal", sua 2ª novela.

No ano seguinte, a atriz deu vida a jovem Patrícia, em “Meu Bem Meu Mal“. Na trama de Cassiano Gabus Mendes, a personagem se aproximava de Ricardo Miranda (José Mayer) para uma vingança de família. Por fim, ela acaba se apaixonando verdadeiramente e eles ficam juntos no final.

Com Maurício Mattar, em "Pedro Sobre Pedra".

Em 1992, ao lado de Maurício Mattar viveu um romance à la Romeu e Julieta, em “Pedra Sobre Pedra“. Os personagens eram filhos dos inimigos Pillar Batista (Renata Sorrah) e Murilo Pontes (Lima Duarte), respectivamente.

Em "Renascer", como Mariana.

Em 1993, Adriana foi criticada pela mídia por conta de sua atuação em “Renascer“, como Mariana.

Ao lado de Edson Celulari, seu par na minissérie "Decadência"

Na forte minissérie “Decadência“, de 1995, a qual retratava o declínio de uma família conservadora e a política do Brasil entre os anos de 1984 e 1992, a atriz viveu a protagonista Carla. A personagem vive um romance com o ex-motorista da família, vivido por Edson Celulari, mesmo tendo ideais diferentes.

Na novela "Razão de Viver", no SBT.

Em 1996, Adriana trocou a Globo pelo SBT e protagonizou ao lado de Irene Ravache e Joana Fomm, a novela “Razão de Viver“. Nesta época conheceu seu primeiro marido, o ator Marco Ricco, com quem teve um filho e ficou casada até 2003.

Na 2ª fase de "A Indomada", como Helena.

No ano seguinte, voltou a Globo, protagonizando a novela “A Indomada“. Na obra de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, viveu Eulália, na 1ª fase, e Lúcia Helena, na 2ª, e novamente fez par romântico com José Mayer.

Em “Torre de Babel“, em 1998, começou a mostrar o seu lado cômico, como a vilã Sandrinha. No último capítulo, descobre-se que a personagem era a culpada pela explosão do shopping, que suscitava no grande mistério da trama.

Começando os anos 2000, em um papel bem diferente do que havia feito até então. No horário das seis, encarnou a feminista Catarina Batista, que vivia como cão e gato com o o rústico Julião Petrucchio (Eduardo Moscóvis), em “O Cravo e a Rosa“. Na trama de Walcyr Carrasco, ela atirava pratos e vasos para todos os lados.

Em 2002, continuou no horário das seis, agora com ares de vilania, dando expediente como a mimada Amélinha Mourão, em “Coração de Estudante“. Na segunda metade da novela, e personagem ficou engraçada e teve um final feliz ao lado do apaixonado peão Nélio (Vladimir Britcha).

Em 2003, Adriana repetiu o par com Britcha no início de “Kubanacan“. Alguns anos depois se ele tornaria seu marido. Neste mesmo ano, ela se separou de Marco Ricca.

Em “Kubanacan“, a atriz vivia a dona-de-casa que se torna cantora, Lola Calderón. E fez par pela primeira vez com Marcos Pasquim, que vivia o protagonista Esteban Maroto.

Em 2004, ela participou dos primeiros capítulos de “Senhora do Destino“, sendo a vilã Nazaré Tedesco, na 1ª fase da novela. A participação foi curta, mas boa o suficiente para ser lembrada pelo bom trabalho da atriz.

Com Pasquim em "A Lua Me Disse".

Em 2005, Adriana e Pasquim repetiam o par, em “A Lua Me Disse“, mas, no decorrer da trama, o personagem dele se torna vilão. E a dela, a protagonista Heloísa, se apaixona por Gustavo, vivido por Wagner Moura, em sua estreia em novelas. Mesmo a trama de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa sendo bem-humorada, Heloísa tinha uma carga dramática mais forte.

Dois anos depois, a Globo resolve colocar no ar como série o especial de fim de ano “Toma Lá Dá Cá“, na qual Adriana encarna a divertida dona-de-casa Celinha. A série ficou no ar entre 2007 e 2009, em três temporadas. Celinha era casada com Mário Jorge (Miguel Falabella) e vizinha de seu ex-marido, Arnaldo (Diogo Vilela), agora casado com a ex de seu marido, Rita (Marisa Orth). Quando nervosa, Celinha saltitava a mão no peito, tendo palpitações.

Na minissérie "Dalva e Herivelto".

Enquanto ainda estava no ar na última temporada de “Toma Lá Da Cá“, a atriz gravou a minissérie “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor“, interpretando a cantora Dalva de Oliveira, ao lado de Fábio Assunção, que vivia o compositor Herivelto Martins. A minissérie em 5 capítulos foi ao ar toda gravada, em janeiro de 2010.

Também em 2010, Adriana participou da série “As Cariocas“, protagonizando o episódio A Vingativa do Meier.

Na atual novela das sete, "Morde e Assopra".

Agora em 2011, ela pode ser vista como a pesquisadora Júlia, protagonista da novela das sete, “Morde e Assopra“. Em sua segunda novela de Walcyr Carrasco, a atriz faz par romântico pela terceira vez com Marcos Pasquim. No início das gravações, Adriana Esteves viajou com a equipe para o Japão. Na época, concedeu uma entrevista a um jornal, no qual falava emocionada sobre a viagem. Após pesquisa com telespectadores, o autor aumentou a participação da personagem nos demais núcleos da novela, sinal da boa aceitação da protagonista.

Em mais de 20 anos de carreira, é perceptível um amadurecimento da atriz. Ao longo desses anos, ela coleciona diferentes personagens, entre dramas e comédias, sempre pontuadas pela sua excelente interpretação.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

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OS 70 ANOS DO AUTOR WALTER NEGRÃO

Neste dia 24 de maio um grande profissional da teledramatugia brasileira comemora 70 anos de vida, o autor Walter Negrão.

Nascido em Avaré, no interior de São Paulo, trabalhou como jornalista em jornal e revista e iniciou sua carreira na TV como ator, nos anos 1950. No final desta mesma década, estreou como autor, escrevendo para o “Grande Teatro Tupi“.

Em telenovelas, seus primeiros trabalhos foram adaptações de textos radiofônicos e no final da década de 60 começou a trabalhar com Geraldo Vietri, com quem colaborou em “Antônio Maria” (1968/69), e dividiu a autoria de “Nino, o italianinho” (1969/70).

Na Rede Globo estreou em 1970, finalizando a novela “A Cabana do Pai Tomás”, e em seguida, “A Próxima Atração“. Em 1972, escreveu o sucesso “Primeiro Amor“. Nesta novela criou a dupla de personagens Shazan e Xerife, que originou um seriado. Nos anos seguintes escreveu “Cavalo de Aço” e “Super Manoela“. E na segunda metade da década voltou a escrever novelas para Tupi.

Em 1980 retornou à Globo e logo de cara escreveu “Chega Mais” (1980), seguida de “As Três Marias” (1980/81), o seriado “Obrigado Doutor” (1981), e supervisionou “O Amor é Nosso” (1981). Ainda nesta década escreveu “Livre Para Voar”  (1984/85) e  “De Quina Pra Lua” (1985/86) , e os grandes sucessos de sua carreira: “Pão Pão Beijo Beijo” (1983), “Direito de Amar” (1987), “Fera Radical” (1988) e “Top Model” (1989), esta em parceria com Antonio Calmon.

Nos anos 90, escreveu as minisséries “O Sorriso do Lagarto” (1991)e “Madona de Cedro” (1994) e as novelas “Despedida de Solteiro”, “Tropicaliente” (1994), “Anjo de Mim” (1996/97) e “Era Uma Vez” ((1998/99), no horário das seis. E no final da década e inicio da de 2000, “Vila Madalena“, no horário das sete.

Já nos anos 2000, dividiu a autoria da minissérie “A Casa das Sete Mulheres” (2003), com Maria Adelaide Amaral. E escreveu as novelas: “Como Uma Onda” (2004/05), “Desejo Proibido” (2007/08) e, recentemente, “Araguaia” (2010/11), todas no horário das seis.

Negrão é um autor discreto, não faz grandes alardes com suas novelas, mas sempre conta boas histórias. Mesmo com tantos trabalhos no currículo, é perceptível uma vontade em se fazer o trabalho. Uma de suas características é sair sempre do eixo Rio-São Paulo e mostrar o Brasil. Maringá (PR), em “Despedida de Solteiro“, Fortaleza (CE), em “Tropicaliente“, Florianópolis (SC), em “Como Uma Onda“, Minas Gerais, em “Desejo Proibido” e o “Araguaia“.

E saude para o Negrão, para que venham outros ‘brasis’ por ai.

No livro “Autores – Histórias da Teledramaturgia”, do Projeto Memória Globo, Negrão diz:

Gosto de conhecer gente. Quando viajo, não me interessam as pontes, os castelos. Prefiro as pessoas. Gente sempre traz história.

Foto: Divulgação

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SUCESSO E GLÓRIA: A TRAJETÓRIA DE GLÓRIA PIRES


Por acaso ela estreou na TV, mas não por acaso ela permaneceu. Vamos relembrar a trajetória de sucesso e “glórias” da atriz Glória Pires.

Em sua estreia na TV.

Com Lauro Corona, em "Dancin' Days".

Ela estreou na TV com apenas 5 anos na novela “A Pequena Orfã‘, da extinta TV Excelsior, em 1968. Em seguida atuou ao lado do pai, o ator Antonio Carlos Pires, e do humorista Chico Anysio. Depois fez outras novelas e programas, como: “O Semideus” e “Duas Vidas“, de Janete Clair, e “Satiricon“, “Faça Humor, Não Faça Guerra” e “Chico em Quadrinhos“. Mas, foi em 1978, na novela “Dancin’ days“, que Glória teve maior projeção. Ela era Marisa, o alvo da disputa entre a mãe, Júlia Mattos (Sônia Braga), e a tia que a criou, Yolanda Pratini (Joanna Fomm). Foi neste trabalho em que a atriz conheceu o ator Lauro Corona, seu par romântico, e se tornaram grandes amigos.

O papel em “Dancin’Days” lhe rendeu o troféu APCA de atriz revelação e a protagonista da novela “Cabocla“, no ano seguinte., novela em que fez par com Fábio Junior, com quem acabou se casando depois.

Em "Água Viva", com Kadu Moliterno.

Em 1980, Glória interpreta a personagem Sandra na novela “Água Viva. Na trama ela é filha de Miguel Fragonard (Raul Cortez) e sofre por ficar orfã. No mesmo ano, protagonizou a novela “As Três Marias“, ao lado de Nádia Lippi e Maitê Proença, vivendo Maria José, a Jô.

Três anos depois, estava em “Louco Amor“, como a ambiciosa Cláudia.

Como Ana Terra, na minissérie "O Tempo e o Vento".

Em 1985, em comemoração aos 20 anos da Rede Globo, a emissora lançou a minissérie “O Tempo e o Vento“, baseada na obra de Érico Veríssimo. Glória viveu Ana Terra, uma das protagonistas. A atriz conciliou as gravações da minissérie com a da novela “Partido Alto“, seu trabalho anterior, em 1984.|

Em 1987, fez novamente par romântico com o amigo Lauro Corona, na novela  “Direito de Amar“. A trama era de época, assinada por Walther Negrão e baseada na obra de Janete Clair.

1988 foi um ano de ouro para Glória Pires. Em “Vale Tudo” ela viveu sua primeira grande vilã, a sempre lembrada Maria de Fátima. A trama questionava se valia a pena ser honesto no Brasil.

Glória começou os anos 90 com a non-sense “Mico Preto“, como a trapaceira Sarita, e emendou com “O Dono do Mundo“, no ano seguinte, em que vivia Stela, a mulher do protagonista-vilão Felipe Barreto (Antônio Fagundes).

Mulheres de Areia” entraria no ar em 1992, mas Glória, que viveria as protagonistas gêmeas Rute e Raquel, engravidou de sua primeira filha com Orlando Morais, Antonia, e a novela foi adiada para o ano seguinte. A trama de Ivani Ribeiro foi um grande sucesso, com audiência superior a 50 pontos, sendo a maior da década no horário.

Em 1994, a atriz viveu a personagem-título da minissérie “Memorial de Maria Moura“, considerado um de seus melhores trabalhos. Na minissérie, sua filha, hoje atriz, Cléo Pires, fez uma participação como Maria Moura quando criança.

Em "O Rei do Gado"

Em 1996, Glória cortou as madeixas para dar vida à impostora Rafaela, que se fazia passar por Marieta, a herdeira de uma grande fortuna, em “O Rei do Gado“.

Meses depois do final de “O Rei do Gado“, ela brilhava no horário das seis como a babá Nice, no remake de “Anjo Mau“, assinado por Maria Adelaide Amaral. A personagem conquistou o público e teve um final feliz ao lado de seu amor, Rodrigo (Kadu Moliterno), diferente da versão original.

Em 1999, estava novamente em uma trama de Aguinaldo Silva, em “Suave Veneno“.

Como a jornalista Júlia Moreno, de "Desejos de Mulher".

Em 2002, revive a dobradinha de “Vale Tudo“, com Regina Duarte, agora como irmãs e não como mãe e filha, em “Desejos de Mulher“.

Com Fernanda Montenegro, em "Belíssima".

Três anos depois, estava em “Belíssima“, como a protagonista Júlia Assumpção, dominada pela avó, a vilã Bia Falcão (Fernanda Montenegro). Na trama, ela repete com Tony Ramos o par romântico vindo do Cinema, com o longo “Se Eu Fosse Você”, o que se daria também no trabalho seguinte na TV, a novela “Paraíso Tropical“, em 2007, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

O novo visual de Norma, em "Insensato Coração".

Atualmente a atriz encarna a injustiçada Norma Pimentel, em “Insensato Coração“, dos mesmos autores. Após um golpe do vilão Léo (Gabriel Braga Nunes), Norma é presa e paga por um crime que não cometeu. Na prisão, ela jura vingança a Léo. Mesmo antes da estreia da novela, Norma foi vendida como a grande vilã da história e nos próximos capítulos promete-se a sua reviravolta.

Com Tony Ramos no sucesso "Se Eu Fosse Você".

Cinema – Além de grandes sucessos na TV, Glória Pires também coleciona trabalhos no Cinema. O primeiro foi “Índia, a Filha do Sol“, em 1981, do diretor Fábio Barreto, seguido de “Besame Mucho“, em 1986, “Jorge, um brasileiro“, em 1987, “O Quatrilho“, em 1995, e  “A Partilha“, em 2001. Recentemente filmou “Lula – O Filho do Brasil“, no qual contava a história do ex-presidente Lula, lançado em 2010, e também “É Proibido Fumar“, no mesmo ano. Mas, seus grandes sucessos são “Se Eu Fosse Você” e “Se Eu Fosse Você 2“, duas divertidas comédias, protagonizadas com Tony Ramos e com direção de Daniel Filho.

Capa do livro "40 anos de Glória", sua biografia.

Em 2010, a atriz teve sua biografia contada no livro “40 Anos de Glória”, do escritor Eduardo Nassife. Livro este que será tranformado em filme, em formato de documentário.

Glória Pires. Como o nome já diz e como brilhantemente assinou Eduardo Nassife, uma carreira de glória. Uma atriz que cresceu na TV, que em 1977 chegou a pensar em desistir da precoce carreira, nos brindou com tantos bons personagens. Tenho um carinho especial por “Mulheres de Areia”, que foi a primeira novela que eu assisti com consciência do que estava vendo e desde então me apaixonei pelo trabalho de Glória.

Hoje uma atriz consagrada e seu nome dá um grande peso a qualquer trabalho e mesmo que seja ruim como um todo, ela dá o diferencial e faz o seu papel muito bem feito.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

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ESPECIAL: BENEDITO RUY BARBOSA 80 ANOS – PARTE 2

Dando continuidade e finalizando o nosso especial pelo aniversário de 80 anos do autor de novelas Benedito Ruy Barbosa.

No final dos anos 80, vindo de uma sequência de novelas das seis na Globo, Benedito queria passar para o horário nobre da emissora e planejava que sua estreia fosse com uma produção ambientada no pantanal.

Com o projeto nas mãos, levou ao local os diretores Atílio Riccó e Herval Rossano. Porém, era época de cheia e todas as fotos registraram apenas mato e água na região, o que fez a emissora achar a proposta inviável.

Porém, um surpreendente convite fez Benedito mudar de emissora e produzir sua novela. Jayme Monjardim, então diretor artístico da Rede Manchete, propôs ao autor a realização da novela, gravada no local.

Em março de 1990 estreia assim “Pantanal“, na hoje extinta emissora. A novela protagonizada por Cristiana Oliveira e com elenco estelar, foi sucesso de público e crítica, sendo a preferida em comparação a novela das oito da Globo na época, “Rainha da Sucata“.

Após “Pantanal“, o autor retornou novamente a Globo e passou a integrar o time do horário nobre.

Veja cenas do último capítulo da novela.

Em 1993 escreveu “Renascer“, na novela o autor usou histórias de sua vivência, em passagens pela Bahia. Uma delas era a do fazendeiro que guardava o capeta na garrafa, seu Firmo, e a outra a do matador convertido, que chegou na região para matar o fazendeiro por encomenda, mas, resolveu não matar e acabou se fixando no lugar e se tornando agregado dele. Na novela o fazendeiro era o protagonista José Inocêncio (Antonio Fagundes) e o matador era Damião (Jackson Antunes). “Renascer” tinha cenas belíssimas, tanto pela paisagem quanto pelo texto. Uma delas é no último capítulo, quando José Inocêncio no leito de morte pede perdeu ao filho João Pedro (Marcos Palmeira).

Veja o vídeo com matéria do “Vídeo Show”, relembrando o final da novela.

Três anos depois, em 1996, Benedito escreveu “O Rei do Gado“. A novela conta a história da briga entre as família italianas Mezenga e Berdinazzi. Por disputa de terras, impediam o amor de seus filhos Enrico (Leonardo Brício) e Giovanna (Letícia Spiller). Anos depois, no Brasil, o filho do casal se torna um importante fazendeiro, Bruno Mezenga (Antonio Fagundes), conhecido como “o rei do gado”. A novela também tratou de assuntos políticos como a Reforma Agrária, defendida por um Senador, na novela o personagem era vivido por Carlos Vereza. (Leia mais sobre “O Rei do Gado)

Em 1999, Benedito Ruy Barbosa voltou a falar de imigração, em “Terra Nostra“. A novela narrava a saga dos italianos Mateu (Thiago Lacerda) e Juliana (Ana Paula Arósio), que se apaixonavam no navio que os traziam para o Brasil, no final do século XIX. Originalmente, “Terra Nostra” teria várias fases e ficaria quase um ano no ar, passando por várias décadas do século XX até chegar aos dias atuais. Mas, devido ao sucesso da história do casal protagonista, a novela não mudou de fase e se centrou nisso.

Relembre cenas do primeiro capítulo da novela.

Em 2002, Benedito pretendia fazer uma continuação de “Terra Nostra“, com “Esperança“. Porém, o público rejeitou a ideia e vários fatores fizeram “Esperança” não ser o sucesso esperado. Sob pressão, o autor mudou os rumos da história a fim de salvar a trama. Na metade da novela Benedito teve problemas de saude e teve que se afastar da novela, sendo substituido por Walcyr Carrasco. Walcyr, por sua vez, fez modificações que desagradaram o autor original. (Leia mais sobre “Esperança)

Depois do insucesso de “Esperança“, Benedito voltou para o horário das seis, por vontade da emissora, e passou a fazer remakes de algumas de suas novelas de sucesso, escrevendo com as filhas Edmara e Edilene Barbosa. A primeira delas foi “Cabocla“, em 2004, que na nova roupagem trouxe a estreante Vanessa Giácomo como Zuca e Daniel de Oliveira como Luís Jerônimo, trazendo ainda Tony Ramos, Mauro Mendonça, Patrícia Pillar, Regiane Alves e Danton Mello, no elenco.

No início de 2005, ele deu um tempo nas novelas e escreveu a minissérie “Mad Maria“, que contava a história da Madeireira Mamoré, no norte do Brasil.

Sinhá Moça” veio na sequência, em 2006, com Débora Falabella no papel título, fazendo par com Danton Mello, como Doutor Rodolfo. Desta vez, o papel do Barão de Araruna ficou com Osmar Prado, que o interpretou brilhantemente.

Em 2009, foi a vez do remake de “Paraíso“. O horário das seis vinha registrando baixos indíces de audiência e a novela trouxe uma estabilidade para a emissora. Tal qual os outros remakes do autor, “Paraíso” foi fidedigna ao seu original. Coube a Nathália Dill e Eriberto Leão os papeis de protagonistas, Santinha e Zeca.

Relembre a cena final da novela, em 2009.

Benedito Ruy Barbosa além de ter uma bela história de vida, coleciona grandes sucessos em sua carreira e sempre presenteia o público com suas histórias que revelam o interior deste imenso Brasil.

Foto e Vídeos: Divulgação / Youtube

Clique aqui e leia a 1ª Parte da Homenagem a Benedito Ruy Barbosa

@diniz_paulinho

ESPECIAL: BENEDITO RUY BARBOSA 80 ANOS – PARTE 1

Nesse domingo (17), o novelista Benedito Ruy Barbosa completou 80 anos de vida. E o “Zappiando” o homenageia relembrando sua trajetória. Como são vários trabalhos, a homenagem será dividida em partes. Hoje, você internauta, acompanha a 1ª parte, com o início da trajetória até às novelas de sucesso no anos 80.

(Antes de homenageá-lo, faço apenas uma ressalva, descobri que ele nasceu no mesmo dia que minha avó. Mas, voltando…)

Antes de se tornar um autor de novelas, Benedito Ruy Barbosa, nascido em Gália, interior de São Paulo,  se formou jornalista e publicitário.

Começou na dramaturgia pelo Teatro, com a peça “Fogo Frio“, no Teatro de Arena, Em São Paulo.

Em 1966, contratado pela Colgate-Palmolive (naquela época eram as marcas que realizavam as produções de telenovelas), estreou nas telenovelas, pela TV Tupi, escrevendo o folhetim “Somos Todos Irmãos“, uma adaptação do livro “A Vingança do Judeu”.

Posteriormente conseguiu colocar no ar, com muito êxito, a primeira novela de sua autoria, “O Anjo e o Vagabundo“. Este foi seu passaporte para a Rede Record, onde implantou uma programação de telenovelas, iniciada com “A Última Testemunha“.

Com o passar dos anos, Benedito passou a escrever novelas que retratavam o interior do Brasil, coisa que ele tem conhecimento. Hoje esta é uma de suas marcas e com certeza, uma de suas paixões.

Em 1971, ele escreveu uma novela educativa, com exibição simultanea na Rede Globo e na TV Cultura, “Meu Pedacinho de Chão“.

Na Tupi, ainda escreveu “Jerônimo“, em 1973 e retornaria à Globo em 1976, com “A Sombra dos Laranjais“, “Sítio do Pica Pau Amarelo” (1977) e “Cabocla” (1979), protagonizada por Glória Pires e Fábio Junior.

Em 1980, Benedito foi contratado pela TV Bandeirantes, onde escreveu “Pé de Vento“, nesse ano, e o grande sucesso “Os Imigrantes“, no ano seguinte. Nesta obra ele começou a colocar em prática uma outra de suas marcas, a imigração e os estrangeiros no Brasil, temática que ele usaria em algumas de suas novelas posteriores.

Os Imigrantes” teve 459 capítulos e ficou no ar durante um ano e meio. A história era divida em quatro fases.

Confira o vídeo com uma cena da novela

De volta à Globo, em 1982, se tornou um autor do horário das seis, com novelas como: “Paraíso” (1982/83), “Voltei Pra Você” (1983/84), “De Quina Pra Lua” (1985/86), Sinhá Moça” (1986) e “Vida Nova” (1988/89). Nesta, ele colocou em cena muito de sua história de vida, quando chegou a São Paulo e morou em um cortiço.

Veja a cena final de “Paraíso” (1982)

Foto: Divulgação

Vídeo: Youtube/Memória da TV

@diniz_paulinho

A TRAJETÓRIA DE MURILO BENÍCIO: UM ATOR QUE DIVERTE E SE DIVERTE

Nesta última semana de Ti Ti Ti, resolvemos homenagear e relembrar a trajetória do ator Murilo Benício. O ator coleciona personagens de sucesso, em seus quase 18 anos de carreira na Televisão.

Nos últimos dois meses ele esteve no ar em dose dupla… ou melhor, em dose dupla ao quadrado, como Ariclenes Martins e Victor Valentim, em Ti Ti Ti e como Lucas, Diogo e, posteriormente, Léo, na reprise de O Clone. O que já mostra a diversidade de seus personagens.

Então, relembremos a trajetória do ator:

Em sua estreia, em Fera Ferida.

No final de 1993, a estreia de Murilo foi, logo de cara, em horário nobre, como Fabrício, de “Fera Ferida”. O gago atrapalhado acabou se apaixonando pela orgulhosa Isoldinha (Carolina Aguiar).

No remake de Irmãos Coragem.

Logo nos primeiros dias de 1995, estreou o remake de “Irmãos Coragem” e Murilo encarnava o malandro Juca Cipó.

Em Vira-Lata

Em 1996, na tumultuada “Vira Lata”, Murilo Benício vivia um dos personagens principais, Bráulio Vianna.

 

 

 

Capa da Revista Amiga, na época de Por Amor.

Entre o final de 1997 e inicio de 1998, Murilo voltou ao horário nobre e mostrou que também sabia fazer personagens sérios. O introvertido Leonardo, “o patinho feio” da família Barros Motta, colecionava humilhações da mãe, Branca Letícia (Susana Vieira), no folhetim “Por Amor”, de Manoel Carlos.

Nas duas fases de Meu Bem Querer.

Alguns meses depois, em agosto de 1998, o ator encarnou o protagonista da novela “Meu Bem Querer”, Antonio. Nesta época o ator engatou um romance com a atriz Alessandra Negrini, que também protagonizava a novela, e com quem teve um filho.

 

 

Com Adriana Garambone, como o vilão de Esplendor.

Em janeiro de 2000, Murilo pode ser visto como o mau-caráter Cristovão, o vilão de “Esplendor”.

 

Com Giovanna Antonelli, em O Clone.

No ano seguinte, o ator teve trabalho triplo ao dar vida a três personagens em “O Clone”, de Glória Perez. Os gêmeos Lucas e Diogo e “o clone” Léo.  O amor de Jade (Giovanna Antonelli) e Lucas foi tão forte que contagiou até seus intérpretes. E Murilo e Giovanna assumiram um romance logo após o término da novela. A união rendeu um fruto, o filho Pietro.

 

Com Mariana Ximenez, em Chocolate com Pimenta.

Chocolate com Pimenta” ocupou o horário das seis, em 2003. E Murilo protagonizou o folhetim ao lado de Mariana Ximenez, como o bom vivant Danilo.

 

Com Déborah Secco, como Tião, em América.

Em 2005, o mundo dos rodeios era o tema principal da novela América, de Glória Perez. E Murilo Benício era o peão Tião Higino, o protagonista da história.

 

Em 2006, Murilo meteu o “Pé Na Jaca” e novamente viveu um personagem engraçado. Na trama de Carlos Lombardi, ele era o atrapalhado advogado Arthur Fortuna.

 

Em A Favorita, como o mau-carater Dódi.

Já em 2008, enquanto ninguém ainda sabia quem era a mocinha e quem era a vilã de “A Favorita”, todos já tinham certeza que Dódi não inspirava confiança. O mau-caráter foi brilhantemente interpretado por Benício.

No seriado Força-Tarefa

Nos anos seguintes, em duas temporadas, o ator deu vida ao Tenente Wilson, no seriado “Força-Tarefa”.

 

 

Em Ti Ti Ti, como Ariclenes e Victor Valentim (resp.)

Ainda esta semana, o ator pode ser visto em Ti Ti Ti, em seus últimos capítulos, vivendo Ariclenes Martins e sua criação, o estilista espanhol Victor Valentim. Ariclenes vive em guerra com seu inimigo de infância, André Spina, que também é estilista, com o pseudônimo de Jacques Leclair.

Ao longo de anos de carreira, Murilo Benício mostra que consegue interpretar diferentes personagens, do cômico ao sério. E mesmo em alguns gêneros parecidos, fica evidente as mudanças de tons que ele emprega em cada personagem. Em Ti Ti Ti mesmo, percebemos o quão a vontade o ator está em cena.

 

No longa O Homem do Ano.

No Cinema, ele chegou a pintar os cabelos de loiro para estrelar “O Homem do Ano” e dividiu a cena com Malu Mader e Fábio Assunção na comédia “Sexo, Amor e Traição” e com Carolina Ferraz em “Amores Possíveis“.

Fotos/Vídeo: Divulgação / Youtube

@diniz_paulinho

A TRAJETÓRIA DE ALEXANDRE BORGES: DO SÉRIO AO CÔMICO DE UMA NOVELA PARA OUTRA

Mocinho, vilão, sério ou engraçado. Alexandre Borges consegue ir do drama à comédia de um personagem para outro.

 

Em Guerras Sem Fim, na Manchete.

Natural de Santos (SP), o ator fez sua primeira novela, “Guerra sem fim”, em 1993, na extinta TV Manchete, onde conheceu sua esposa, a atriz Júlia Lemmertz. No ano seguinte, ele já fazia parte do elenco da Rede Globo. Relembramos a trajetória do ator:

 

Estreando na Globo, em Incidentes em Antares.

Sua estreia na Globo foi em 1994, na minissérie “Incidentes em Antares”, fazendo uma participação como o padre Pedro Paulo.

Em 1995, ele atuou na minissérie “Engraçadinha”, como Luís Cláudio. Seu bom desempenho lhe rendeu um convite do autor Sílvio de Abreu para interpretar o mau-caráter Bruno, em “A Próxima Vítima”, no mesmo ano.

Na minissérie Engraçadinha.

Em 1996, Alexandre protagonizou sua primeira novela, “Quem é Você?”. Seu personagem, Afonso, vivia um triângulo amoroso com as irmãs Maria Luíza (Elisabeth Savalla) e Beatriz (Cássia Kiss).

 

Com Fernanda Montenegro, em Zazá.

No ano seguinte, ele era Solano Dumont, um dos sete filhos da protagonista-título de “Zazá”, personagem de Fernanda Montenegro, na novela de Lauro César Muniz.

 

No remake de Pecado Capital.

Em 1998, Glória Perez escreveu o remake de “Pecado Capital”, original de Janete Clair. E Alexandre Borges deu vida ao criativo publicitário Nélio Porto Rico. Na trama, ele engatou um romance com Vilminha Lisboa (Paloma Duarte).

Em 1999, estava no ar o seriado “Mulher”, protagonizado por Eva Wilma e Patrícia Pillar. Alexandre interpretou o doutor João Pedro, médico no hospital onde as protagonistas trabalhavam.

 

Como Dom Guilherme, na minissérie A Muralha

No início de 2000, a minissérie “A Muralha” comemorava os 500 do descobrimento do Brasil. Na obra de Maria Adelaide Amaral, Alexandre era Dom Guilherme, apaixonado pela sofredora Dona Ana (Letícia Sabatella).

Em meados do mesmo ano, o ator interpretou um personagem completamente diferente de Dom Guilherme, o ‘boa vida’ Danilo Albuquerque, na novela “Laços de Família”, de Manoel Carlos. Casado com Alma (Marieta Severo), Danilo teve um caso com a empregada, Ritinha (Juliana Paes), e acabou a engravidando.

Reveja uma cena de Alexandre, em Laços de Família.


 

Com Cláudia Raia, em As Filhas da Mãe.

Em 2001, Alexandre voltou a trabalhar com Sílvio de Abreu, em “As Filhas da Mãe”, como Leonardo Brandão. Na história, Leonardo acaba se apaixonando pela transexual Ramona, personagem de Cláudia Raia.

 

Em O Beijo do Vampiro.

Em 2002, a “vampiromania” estava no ar na Rede Globo, e Alexandre Borges não foi poupado. No folhetim “O Beijo do Vampiro”, de Antonio Calmon, ele viveu Rodrigo, o mocinho que vira vilão, vítima do maligno “anel do poder”.

 

Em Celebridade, o ator viveu Cristiano Reis.

No ano seguinte, o ator estava de volta ao horário nobre, e deu o ponto certo ao drama do jornalista Cristiano Reis, seu personagem em “Celebridade”, de Gilberto Braga. Cristiano era viúvo e se entregou a bebida por não suportar a morte de sua mulher. Com a ajuda de seu filho Zeca (Bruno Abrahão) e da vizinha Noêmia (Julia Lemmertz), ele conseguiu largar o vício e reconstruir sua vida, ao lado dos dois.

Em Belíssima, com Camila Pitanga.

“Belíssima” entrou no ar no final de 2005 e Alexandre empresário Alberto Sabatini. O esperto empresário fazia de tudo para conquistar sua empregada doméstica, Mônica, vivida por Camila Pitanga. Mas, quando conseguiu se casar com ela, começou a traí-la com várias mulheres.

 

Na minissérie Amazonia.

Já em 2007, Alexandre participou da primeira fase da minissérie “Amazonia – de Galvez a Chico Mendes”, interpretando um personagem real, doutor Plácido de Castro.

 

Com Letícia Sabatella, em Desejo Proibido.

No final do mesmo ano, ele voltou a fazer par com Letícia Sabatella, na novela “Desejo Proíbido”, de Walter Negrão. Seu personagem, doutor Escobar, se envolve com a paciente Ana, papel de Letícia.

 

Em Caminho das Índias, Alexandre viveu o complexo Raul Cadore.

A dobradinha se repetiu mais uma vez no trabalho seguinte de Alexandre. Em “Caminho das Índias”, de 2009, ele viveu o empresário Raul Cadore, um homem insatisfeito com a vida que leva, e resolve simular a própria morte, ao lado da amante Yvone (Letícia Sabatella). Porém, ela só quer saber de sua fortuna e o deixa pobre, em Dubai.

 

Atualmente, em Ti Ti Ti.

Atualmente, Alexandre pode ser visto como o engraçado costureiro Jacques Leclair, no remake de “Ti Ti Ti”, já em sua reta final. No folhetim adaptado por Maria Adelaide Amaral, Jacques, que na verdade se chama André Spina, vive em constante disputa com seu inimigo de infância, Ariclenes (Murilo Benício). O ator protagoniza cenas hilárias, principalmente, ao lado de Murilo Benício, Cláudia Raia e Juliana Alves.

 

Em Um Copo de Cólera, com sua esposa, a atriz Júlia lemmertz.

Com vários personagens marcantes no currículo, Alexandre Borges é um dos grandes nomes da Teledramaturgia Brasileira. Além de atuar em novelas e minisséries, o ator coleciona grandes papéis também no Teatro e no Cinema, como no filme “Um Copo de Cólera”.

Ainda na Televisão, ele atuou ao lado de sua esposa Júlia, como o protagonista do seriado “Joana e Marcelo”, no Multishow.

Júlia é uma das atrizes das quais Alexandre mais contracenou. Cláudia Raia e Letícia Sabatella também figuram esta lista.

Alexandre sempre traz bons personagens. OS que não são tão bons, ele o torna bom.

Fotos: Divulgação

Vídeo: Youtube

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