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Depois de uma grande campanha de lançamento, que causou uma grande expectativa no público e na imprensa, “O Astro”, enfim estreou nessa terça (12).

Em um bloco único, sem intervalo, o primeiro capítulo prendeu a atenção, que mal se viu passar os 35 minutos de sua duração.

Com uma narrativa ágil, com mais ações do que diálogos, o capítulo deu o ponta-pé inicial da história, contextualizando bem com os fatos que a entrelaçam, mostrando vários acontecimentos importantes.

Pouco a pouco, os personagens foram apresentados, naturalmente.

Texto rico, direção segura e elenco bem escalado e bem a vontade. Valeu a pena esperar pela “novela das onze”.

Se você perdeu o capítulo, confira nos vídeos abaixo:

Vídeos: Youtube/fabiocabelereiro

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Nesta terça (12), é dia de estreia na Rede Globo. Entra no ar a ‘novela das onze’ “O Astro“.

Baseada na obra de Janete Clair, uma novela que fez grande sucesso nos anos 70, a nova versão causa grande expectativa na emissora e no público.

Às vésperas da estreia, o autor Alcides Nogueira, que assina o folhetim com Geraldo Carneiro, fala com exclusividade ao Zappiando.

“É um trabalho que vendo feito com muito carinho, com muita garra, com muita vontade de acertar”, disse ele.

A primeira versão foi responsável por um dos “quem matou?” mais famosos da Teledramaturgia Brasileira. Naquela época, o público queria saber ‘quem matou Salomão Hayalla?’.  Perguntado sobre o feito para a nova versão e quem poderia ser o possível assassino, Alcides despista: “Isso é segredo de estado!”

Leia a seguir a entrevista na íntegra.

Como surgiu o convite para inaugurar o projeto? De onde partiu a ideia de ser o remake de “O Astro”? Havia outra novela cogitada?
Não se trata de um remake, mas de uma nova versão, já que houve várias alterações, a começar pelo formato. Não é uma novela, mas uma série. O pai do projeto foi o Roberto Talma. Ele convidou Geraldo Carneiro e eu para sermos os autores de o novo “O Astro”, e Mauro Mendonça Filho para ser o diretor-geral. Não havia outra novela cogitada. Foi o Talma quem “vendeu” o projeto para a emissora.

– Qual é a responsabilidade de inaugurar o projeto?
Uma responsabilidade muito grande. Mas também um desafio estimulante. “O Astro”, além de celebrar os sessenta anos da teledramaturgia brasileira e de ser uma homenagem a Janete Clair, é também a ponta de lança de um novo formato e de um novo horário para se contar histórias.

Sobre a obra, o que será diferente da trama original? Você inseriu e/ou cortou personagens?
Geraldo Carneiro e eu atualizamos as tramas de Janete. Como tenho dito sempre, os pilares da história serão mantidos, mas cortamos personagens, inserimos outros, mudamos alguns núcleos. Afinal, a versão original tinha 180 capítulos, e a nossa, 60.

Na 1ª versão, o “quem matou?” foi um dos mais famosos da Televisão Brasileira. Você manterá o assassino original ou o público pode esperar surpresas e arriscar um novo bolão?
Ah, isso é segredo de estado. Janete foi a primeira autora a explorar com maestria esse expediente teledramatúrgico. Ele vem sendo bastante usado desde então, e sempre provoca emoções. Vamos tentar manter o mesmo clima. Façam seus bolões de apostas!

Após “O Astro”, o público pode esperar por outras novelas no horário ou esta será a unica?
A proposta é que seja um novo horário para a teledramaturgia. Mais ou menos como eram as antigas novelas das dez. Só que, agora, com um formato diferente, mais próximo das séries e minisséries. Isso é ótimo, pois o folhetim televisivo é uma instituição aqui no Brasil.

Você conta em sua equipe, com dois novos talentos como colaboradores. Como está sendo trabalhar com o Vitor de Oliveira e com o Tarcísio Lara Puiati. O que você tem a dizer sobre eles?
Geraldo e eu estamos encantados com Vitor e Tarcísio, dois jovens talentos, extrema-mente promissores. São inteligentes, criativos, éticos, companheiros… e gostam da tele-visão, dessa linguagem que é única.

E por fim, a sua expectativa para este novo trabalho?
Toda a equipe torce para que dê certo, pois é um trabalho que vendo feito com muito carinho, com muita garra, com muita vontade de acertar.

Veja o vídeo com a prévia da novela, divulgado pela emissora.

Foto e Vídeo: Divulgação/Youtube

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*Por Nilson Xavier 

Em 1983 a Band (que na época se chamava TV Bandeirantes) reprisou pelas manhãs a novela “Cavalo Amarelo”, que Ivani Ribeiro escreveu para a emissora em 1980. A trama, quase simplista, era folhetinesca: um segredo e uma paternidade desconhecida eram os grandes mistérios. Mas a novela é lembrada pelo teor humorístico por conta da presença hilariante de Dercy Gonçalves, que vivia a tresloucada Dulcinéia, dona de um show de teatro rebolado que estava na iminência de perder seu ganha-pão por conta de alugueis atrasados do teatro onde se apresentava.

Para resolver o problema, Dulcinéia se faz valer de um segredo “cabeludo” que o sovina Sr. Maldonado (interpretado pelo ator Rodolfo Mayer), dono do imóvel, esconde, e passa a chantageá-lo. Apesar da atitude nem um pouco ética da personagem, o público torcia por final feliz pela trama de Dulcinéia, que protagonizava cenas do mais puro humor nonsense – como a memorável sequência em que Dulcinéia vai se exercitar em uma academia de ginástica. Digna de programas de humor.

Amores mal resolvidos completavam a novela, como o da vedete Pepita (Yoná Magalhães) e o malandro Téo (Fulvio Stefanini). Ainda a figura de Jaci (Wanda Stephania) uma mulher que se faz passar por homem para ter uma melhor colocação no mercado de trabalho, e tem que esconder seu amor por Zeca (Kito Junqueira) que passa a ajudá-la sem saber que “o” Jaci é na verdade “a” Jaci.

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Recentemente lançou também o Blog Noveludo.

Esta coluna é publicada todos os finais de semana no Zappiando.

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 Em julho de 2006 estava acontecendo a Copa do Mundo, na Alemanha. Mas, como o Brasil já havia sido eliminado do mundial, outro suspense aguçava a curiosidade dos brasileiros. Quem era o filho de Bia Falcão (Fernanda Montenegro) e quem era o mandante do golpe de André (Marcelo Antony), em “Belíssima”?

Para despistar a imprensa, o autor Sílvio de Abreu escreveu cinco finais, e várias cenas falsas foram gravadas.

O capítulo começa com Bia tentando fugir com sua bisneta Sabina (Marina Ruy Barbosa), filha de Vitória (Cláudia Abreu), e atira na direção de André e Vitória. O tiro acaba acertando nele e ele morre no hospital, após declarar a Júlia (Glória Pires) que acabou se apaixonando por ela.

Antes de morrer, André revela também que Bia era a mentora do golpe e que o advogado Medeiros (Ítalo Rossi) era o seu cúmplice. Era Bia e o advogado quem falava com André ao telefone, ao longo da trama, e te dava ordens. Ivete, a secretária da Belíssima, era na verdade amante de Medeiros e estava infiltrada na empresa.

Vitória descobre que ela que é a filha que Bia teve com Murat (Lima Duarte). A moça vai tirar satisfações com sua mãe biológica, de quem ouve as amargas palavras: “Eu não quis você quando você nasceu. Eu não quero você agora. Eu não vou querer você nunca na minha vida”. Quando autuada pela polícia, Bia finge que está passando mal e acaba fugindo pelo banheiro. A vilã foge de helicóptero e tem um final feliz em Paris ao lado de Mateus (Cauã Reymond), o garoto que era amante de sua amiga Ornela (Vera Holtz).

O longo capítulo ainda reservou finais felizes. Em uma homenagem a Chanchada e à Atlântida, as ex-vedetes Mary Montilla (Carmem Verônica) e Guida Guevara (Íris Bruzzi) fizeram um show dirigido pelo diretor Carlos Manga, com produção de Gigi (Pedro Paulo Rangel).

Mônica (Camila Pitanga) terminou feliz com Cemil (Leopoldo Pacheco) e o menino Toninho. Depois de muitas brigas, Safira (Cláudia Raia) e Pascoal (Reynaldo Gianecchini) se rendem à paixão e abalam às estruturas da oficina dele, levando até as paredes ao chão.

Nikos (Tony Ramos) enfim conseguiu o que tanto queria: ficou com Júlia. Em uma bela cena na Grécia, onde se passou parte da novela.

O capítulo ficou marcou 60 pontos de audiência, com 80% de share (total de televisores ligados no horário).

“Belíssima” foi uma boa novela, com enredo envolvendo e ótimas atuações. Porém, confesso que torcia para que Bia não fosse a mentora do golpe, pois torço sempre por finais surpreendentes. Mas, em uma avaliação geral, conseguiu prender a atenção do telespectador e fez sucesso.

Foto e Vídeo: Divulgação/Youtube

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Roça moderna – A 4ª edição de “A Fazenda” estreia no próximo dia 19 na Record, com 15 participantes, entre eles um de alguma edição anterior do reality. A locação do programa, em Itu, interior de São Paulo, foi toda reformada. A casa está mais moderna e colorida, para explorar o potencial da captação em alta definição.

Em família – A 3ª temporada de “Amor e Sexo” está de volta nesta quinta (7), na Globo. Sob o comando de Fernanda Lima, o programa contará com a participação do ator Rodrigo Hilbert, marido da apresentadora, no quadro “Coisa de Macho”, e de André Marques, no “Sexo Selvagem”. O quadro “Strip Quiz”, no qual famosos respondem perguntas sobre sexo, agora será com casais. E no programa de estreia, Fernanda Lima recebe Flávia Alessandra e Otaviano Costa enfrentando um casal gay, o socialite Bruno Chateaubriand e o empresário André Ramos.

Dança das Cadeiras – O SBT divulgou a lista de nomes dos substitutos de Eliana durante a licença-maternidade da apresentadora. O programa será comandado sempre por uma dupla formada por um apresentador da casa e um convidado. Raul Gil, Ratinho e Lívia Andrade são alguns dos que dividirão o palco com Joelma, Michel Teló, Fernando e Sorocaba, João Bosco e Vinicius e Léo Santana, do Parangolé. Eliana ficará nove semanas afastada. Ela grava até dia 14 de julho e fica no ar até dia 31 próximo. O rodízio começa dia 07 de agosto e Eliana volta na segunda semana de outubro (9) no programa do Dia das Crianças.

Clube – Nesta quarta (6), Ratinho estreia o “Clube do Ratinho”, com atrações musicais e humor, no estilo do seu antigo “Boteco do Ratinho”.

Efeito Datena – Com a ida de Datena para Record a emissora registrou crescimento no horário. Já na Band, o “Brasil Urgente”, agora comandado por Luciano Faccioli, despencou a audiência.

Subindo – E por falar em audiência, a de “Insensato Coração” também subiu. Entre os dias 20 e 24 registrou média de 39,4 pontos. E na semana passada, fechou com  média de 42,8 pontos.

É ritmo de festa! – Na semana em que comemora 30 anos, será de festividades no SBT. Todos os programas da emissora, mesmo sem se referir ao aniversário, será em clima de festa.

#Será? – A novela da onze “O Astro” estreia na próxima terça (12). Nesta quarta (6), acontece a festa de lançamento, no Rio.

O que salva – Uma das melhores coisas atualmente no “Zorra Total” são os personagens Valéria e Janete, interpretados por Rodrigo Sant’anna e Thalita Carauta, respectivamente. Com a caracterização os atores ficam irreconhecíveis.

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Ela foi descoberta em um concurso no programa do Faustão, daí então foi fazendo trabalhos na TV e ganhando seu espaço. No inicio, foi até criticada, mas, se tornou uma grande atriz. Tem tino para a comédia e dose certa para o drama. Nos últimos anos, foi presenteada com várias protagonistas, como a da atual novela das sete, “Morde e Assopra“. Vamos acompanhar a trajetória da atriz Adriana Esteves.

Em 1989, no quadro Estrela por um dia, do “Domingão do Faustão“, Adriana disputou com Flávia Alessandra e Gabriela Duarte uma vaga para a novela “Top Model“. Flávia acabou vencendo e ficou com o papel prometido, porém, Adriana e Gabriela também participaram da novela.

Em "Meu Bem Meu Mal", sua 2ª novela.

No ano seguinte, a atriz deu vida a jovem Patrícia, em “Meu Bem Meu Mal“. Na trama de Cassiano Gabus Mendes, a personagem se aproximava de Ricardo Miranda (José Mayer) para uma vingança de família. Por fim, ela acaba se apaixonando verdadeiramente e eles ficam juntos no final.

Com Maurício Mattar, em "Pedro Sobre Pedra".

Em 1992, ao lado de Maurício Mattar viveu um romance à la Romeu e Julieta, em “Pedra Sobre Pedra“. Os personagens eram filhos dos inimigos Pillar Batista (Renata Sorrah) e Murilo Pontes (Lima Duarte), respectivamente.

Em "Renascer", como Mariana.

Em 1993, Adriana foi criticada pela mídia por conta de sua atuação em “Renascer“, como Mariana.

Ao lado de Edson Celulari, seu par na minissérie "Decadência"

Na forte minissérie “Decadência“, de 1995, a qual retratava o declínio de uma família conservadora e a política do Brasil entre os anos de 1984 e 1992, a atriz viveu a protagonista Carla. A personagem vive um romance com o ex-motorista da família, vivido por Edson Celulari, mesmo tendo ideais diferentes.

Na novela "Razão de Viver", no SBT.

Em 1996, Adriana trocou a Globo pelo SBT e protagonizou ao lado de Irene Ravache e Joana Fomm, a novela “Razão de Viver“. Nesta época conheceu seu primeiro marido, o ator Marco Ricco, com quem teve um filho e ficou casada até 2003.

Na 2ª fase de "A Indomada", como Helena.

No ano seguinte, voltou a Globo, protagonizando a novela “A Indomada“. Na obra de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, viveu Eulália, na 1ª fase, e Lúcia Helena, na 2ª, e novamente fez par romântico com José Mayer.

Em “Torre de Babel“, em 1998, começou a mostrar o seu lado cômico, como a vilã Sandrinha. No último capítulo, descobre-se que a personagem era a culpada pela explosão do shopping, que suscitava no grande mistério da trama.

Começando os anos 2000, em um papel bem diferente do que havia feito até então. No horário das seis, encarnou a feminista Catarina Batista, que vivia como cão e gato com o o rústico Julião Petrucchio (Eduardo Moscóvis), em “O Cravo e a Rosa“. Na trama de Walcyr Carrasco, ela atirava pratos e vasos para todos os lados.

Em 2002, continuou no horário das seis, agora com ares de vilania, dando expediente como a mimada Amélinha Mourão, em “Coração de Estudante“. Na segunda metade da novela, e personagem ficou engraçada e teve um final feliz ao lado do apaixonado peão Nélio (Vladimir Britcha).

Em 2003, Adriana repetiu o par com Britcha no início de “Kubanacan“. Alguns anos depois se ele tornaria seu marido. Neste mesmo ano, ela se separou de Marco Ricca.

Em “Kubanacan“, a atriz vivia a dona-de-casa que se torna cantora, Lola Calderón. E fez par pela primeira vez com Marcos Pasquim, que vivia o protagonista Esteban Maroto.

Em 2004, ela participou dos primeiros capítulos de “Senhora do Destino“, sendo a vilã Nazaré Tedesco, na 1ª fase da novela. A participação foi curta, mas boa o suficiente para ser lembrada pelo bom trabalho da atriz.

Com Pasquim em "A Lua Me Disse".

Em 2005, Adriana e Pasquim repetiam o par, em “A Lua Me Disse“, mas, no decorrer da trama, o personagem dele se torna vilão. E a dela, a protagonista Heloísa, se apaixona por Gustavo, vivido por Wagner Moura, em sua estreia em novelas. Mesmo a trama de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa sendo bem-humorada, Heloísa tinha uma carga dramática mais forte.

Dois anos depois, a Globo resolve colocar no ar como série o especial de fim de ano “Toma Lá Dá Cá“, na qual Adriana encarna a divertida dona-de-casa Celinha. A série ficou no ar entre 2007 e 2009, em três temporadas. Celinha era casada com Mário Jorge (Miguel Falabella) e vizinha de seu ex-marido, Arnaldo (Diogo Vilela), agora casado com a ex de seu marido, Rita (Marisa Orth). Quando nervosa, Celinha saltitava a mão no peito, tendo palpitações.

Na minissérie "Dalva e Herivelto".

Enquanto ainda estava no ar na última temporada de “Toma Lá Da Cá“, a atriz gravou a minissérie “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor“, interpretando a cantora Dalva de Oliveira, ao lado de Fábio Assunção, que vivia o compositor Herivelto Martins. A minissérie em 5 capítulos foi ao ar toda gravada, em janeiro de 2010.

Também em 2010, Adriana participou da série “As Cariocas“, protagonizando o episódio A Vingativa do Meier.

Na atual novela das sete, "Morde e Assopra".

Agora em 2011, ela pode ser vista como a pesquisadora Júlia, protagonista da novela das sete, “Morde e Assopra“. Em sua segunda novela de Walcyr Carrasco, a atriz faz par romântico pela terceira vez com Marcos Pasquim. No início das gravações, Adriana Esteves viajou com a equipe para o Japão. Na época, concedeu uma entrevista a um jornal, no qual falava emocionada sobre a viagem. Após pesquisa com telespectadores, o autor aumentou a participação da personagem nos demais núcleos da novela, sinal da boa aceitação da protagonista.

Em mais de 20 anos de carreira, é perceptível um amadurecimento da atriz. Ao longo desses anos, ela coleciona diferentes personagens, entre dramas e comédias, sempre pontuadas pela sua excelente interpretação.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

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*Por Nilson Xavier

O ano, eu não lembro ao certo, porque era pequeno. Não sei se foi em 1978 ou 1979, acompanhei à tarde à reprise da novela Carinhoso, originalmente apresentada em 1973. Minhas memórias sobre esta novela são poucas. Mas lembro que era romântica com alguns dos atores mais consagrados da época fazendo algo do tipo “troca-troca de pares”: Marcos Paulo, Regina Duarte, Herval Rossano, Débora Duarte, Claudio Marzo, Rosamaria Murtinho, Claudio Cavalcanti, Lucia Alves, Fulvio Stefanini. Todos devem ter flertado entre si pelo menos uma vez! [ironia mode on!].

Não era uma comédia romântica, como de praxe entre as novelas do horário das 7 no início dos anos 70. Era um drama. E como Regina Duarte – perfeita para este tipo de papel – sofria! Sofria por amor “à espera de um homem carinhoso” – como o narrado nas cenas do próximo capítulo. Amava o namoradinho de infância, um playboy inconsequente, interpretado por Marcos Paulo, e nem percebia o amor platônico do irmão certinho dele, Claudio Marzo. Desiludida amorosamente, se entregou em casamento ao pretendente gringo vivido por Herval Rossano. Mas foi infeliz, claro!

Veja o vídeo com cenas da novela

Do outro lado da história, outro quadrilátero amoroso: Fulvio Stefanini amava Rosamaria Murtinho, que amava Claudio Cavalcanti, que amava Lucia Alves… A novela fez muito sucesso, mas o próprio autor, Lauro César Muniz – em sua primeira novela na Globo – reconhece que em nada agregou, pois foi feita sob encomenda, para aproveitar o sucesso popular de Regina Duarte. Uma trama simplista, digna de romance tipo “Sabrina” – que aliás era o nome do filme no qual Lauro se baseou para escrever a novela.

Veja a abertura

Vídeos: Youtube

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Recentemente lançou também o Blog Noveludo.

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