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A TRAJETÓRIA DE ALEXANDRE BORGES: DO SÉRIO AO CÔMICO DE UMA NOVELA PARA OUTRA

Mocinho, vilão, sério ou engraçado. Alexandre Borges consegue ir do drama à comédia de um personagem para outro.

 

Em Guerras Sem Fim, na Manchete.

Natural de Santos (SP), o ator fez sua primeira novela, “Guerra sem fim”, em 1993, na extinta TV Manchete, onde conheceu sua esposa, a atriz Júlia Lemmertz. No ano seguinte, ele já fazia parte do elenco da Rede Globo. Relembramos a trajetória do ator:

 

Estreando na Globo, em Incidentes em Antares.

Sua estreia na Globo foi em 1994, na minissérie “Incidentes em Antares”, fazendo uma participação como o padre Pedro Paulo.

Em 1995, ele atuou na minissérie “Engraçadinha”, como Luís Cláudio. Seu bom desempenho lhe rendeu um convite do autor Sílvio de Abreu para interpretar o mau-caráter Bruno, em “A Próxima Vítima”, no mesmo ano.

Na minissérie Engraçadinha.

Em 1996, Alexandre protagonizou sua primeira novela, “Quem é Você?”. Seu personagem, Afonso, vivia um triângulo amoroso com as irmãs Maria Luíza (Elisabeth Savalla) e Beatriz (Cássia Kiss).

 

Com Fernanda Montenegro, em Zazá.

No ano seguinte, ele era Solano Dumont, um dos sete filhos da protagonista-título de “Zazá”, personagem de Fernanda Montenegro, na novela de Lauro César Muniz.

 

No remake de Pecado Capital.

Em 1998, Glória Perez escreveu o remake de “Pecado Capital”, original de Janete Clair. E Alexandre Borges deu vida ao criativo publicitário Nélio Porto Rico. Na trama, ele engatou um romance com Vilminha Lisboa (Paloma Duarte).

Em 1999, estava no ar o seriado “Mulher”, protagonizado por Eva Wilma e Patrícia Pillar. Alexandre interpretou o doutor João Pedro, médico no hospital onde as protagonistas trabalhavam.

 

Como Dom Guilherme, na minissérie A Muralha

No início de 2000, a minissérie “A Muralha” comemorava os 500 do descobrimento do Brasil. Na obra de Maria Adelaide Amaral, Alexandre era Dom Guilherme, apaixonado pela sofredora Dona Ana (Letícia Sabatella).

Em meados do mesmo ano, o ator interpretou um personagem completamente diferente de Dom Guilherme, o ‘boa vida’ Danilo Albuquerque, na novela “Laços de Família”, de Manoel Carlos. Casado com Alma (Marieta Severo), Danilo teve um caso com a empregada, Ritinha (Juliana Paes), e acabou a engravidando.

Reveja uma cena de Alexandre, em Laços de Família.


 

Com Cláudia Raia, em As Filhas da Mãe.

Em 2001, Alexandre voltou a trabalhar com Sílvio de Abreu, em “As Filhas da Mãe”, como Leonardo Brandão. Na história, Leonardo acaba se apaixonando pela transexual Ramona, personagem de Cláudia Raia.

 

Em O Beijo do Vampiro.

Em 2002, a “vampiromania” estava no ar na Rede Globo, e Alexandre Borges não foi poupado. No folhetim “O Beijo do Vampiro”, de Antonio Calmon, ele viveu Rodrigo, o mocinho que vira vilão, vítima do maligno “anel do poder”.

 

Em Celebridade, o ator viveu Cristiano Reis.

No ano seguinte, o ator estava de volta ao horário nobre, e deu o ponto certo ao drama do jornalista Cristiano Reis, seu personagem em “Celebridade”, de Gilberto Braga. Cristiano era viúvo e se entregou a bebida por não suportar a morte de sua mulher. Com a ajuda de seu filho Zeca (Bruno Abrahão) e da vizinha Noêmia (Julia Lemmertz), ele conseguiu largar o vício e reconstruir sua vida, ao lado dos dois.

Em Belíssima, com Camila Pitanga.

“Belíssima” entrou no ar no final de 2005 e Alexandre empresário Alberto Sabatini. O esperto empresário fazia de tudo para conquistar sua empregada doméstica, Mônica, vivida por Camila Pitanga. Mas, quando conseguiu se casar com ela, começou a traí-la com várias mulheres.

 

Na minissérie Amazonia.

Já em 2007, Alexandre participou da primeira fase da minissérie “Amazonia – de Galvez a Chico Mendes”, interpretando um personagem real, doutor Plácido de Castro.

 

Com Letícia Sabatella, em Desejo Proibido.

No final do mesmo ano, ele voltou a fazer par com Letícia Sabatella, na novela “Desejo Proíbido”, de Walter Negrão. Seu personagem, doutor Escobar, se envolve com a paciente Ana, papel de Letícia.

 

Em Caminho das Índias, Alexandre viveu o complexo Raul Cadore.

A dobradinha se repetiu mais uma vez no trabalho seguinte de Alexandre. Em “Caminho das Índias”, de 2009, ele viveu o empresário Raul Cadore, um homem insatisfeito com a vida que leva, e resolve simular a própria morte, ao lado da amante Yvone (Letícia Sabatella). Porém, ela só quer saber de sua fortuna e o deixa pobre, em Dubai.

 

Atualmente, em Ti Ti Ti.

Atualmente, Alexandre pode ser visto como o engraçado costureiro Jacques Leclair, no remake de “Ti Ti Ti”, já em sua reta final. No folhetim adaptado por Maria Adelaide Amaral, Jacques, que na verdade se chama André Spina, vive em constante disputa com seu inimigo de infância, Ariclenes (Murilo Benício). O ator protagoniza cenas hilárias, principalmente, ao lado de Murilo Benício, Cláudia Raia e Juliana Alves.

 

Em Um Copo de Cólera, com sua esposa, a atriz Júlia lemmertz.

Com vários personagens marcantes no currículo, Alexandre Borges é um dos grandes nomes da Teledramaturgia Brasileira. Além de atuar em novelas e minisséries, o ator coleciona grandes papéis também no Teatro e no Cinema, como no filme “Um Copo de Cólera”.

Ainda na Televisão, ele atuou ao lado de sua esposa Júlia, como o protagonista do seriado “Joana e Marcelo”, no Multishow.

Júlia é uma das atrizes das quais Alexandre mais contracenou. Cláudia Raia e Letícia Sabatella também figuram esta lista.

Alexandre sempre traz bons personagens. OS que não são tão bons, ele o torna bom.

Fotos: Divulgação

Vídeo: Youtube

A Trajetória de Cláudia Raia: uma grande atriz e uma atriz grande

Aos 44 anos de idade e 25 de carreira, Cláudia Raia coleciona personagens de sucesso. Entre mocinhas e vilãs, passando do drama a comédia.

Atualmente ela dá vida à estonteante Jaqueline, no remake de “Ti Ti Ti”. Uma personagem que, segundo ela, “a possibilita ir de A a Z, do melodrama a comédia”.

Vamos relembrar alguns destes personagens de sucesso interpretados pela atriz.

Em 1985, Cláudia estreou em grande estilo. Em horário nobre global e na novela mais bem-sucedida da história, “Roque Santeiro”, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Ela era Ninon, uma das dançarinas da boate Sexus, de Matilde (Yoná Magalhães), que esquentava as noites da cidade de Asa Branca, onde se passava a trama.

 

Como a feirante Tancinha, de Sassaricano

No ano seguinte, Cláudia fez o primeiro de seus trabalhos com o autor Sílvio de Abreu, em “Cambalacho” e em 1987, atuou em “O Outro”, de Aguinaldo Silva, como Edwirges. Mas, foi no final deste ano, que ela caiu nas graças do público como a feirante Tancinha, em “Sassaricando”. Tancinha  colocava as mãos nos seios ao oferecer melão na feira e com um sotaque paulistano carregado, ela repetia que estava “todo dividinha”, referindo-se à sua situação amorosa entre Beto (Marcos Frota) e Apolo (Alexandre Frota). Cláudia e Alexandre eram casados na época.

 

Na TV Pirata, como Tonhão

Depois de Sassaricano, na qual Cláudia mostrou seu tino para a comédia, a atriz integrou o elenco do humorístico “TV Pirata”, na qual fazia entre outras personagens, a presidiária Tonhão.

A bailarina das coxas grossas.

Em 1990, na novela “Rainha da Sucata”, também de Sílvio de Abreu, ela fez sucesso como Adriana, a “bailarina das coxas grossas”, que tinha um romance com o gago professor Caio (Antonio Fagundes).

Entre o cais do Porto de Santos e a capital São Paulo, se passava “Deus nos Acuda”, de 1992, na qual como a golpista Maria Escandalosa, Cláudia era a protagonista que se regenerava ao longo da trama. Nesta novela a atriz começou seu namoro e posterior casamento com o ator Edson Celulari, que era seu par romântico, como o rico Ricardo Bismachi.

Com Edson Celulari, em Deus nos Acuda (1992).

Em 1995, Cláudia deu vida à protagonista-título de “Engraçadinha, seus amores e seus pecados”, na segunda fase da minissérie. Neste mesmo ano, ela fez uma participação especial no último capítulo de “A Próxima Vítima”, como a última vítima.

Nos anos seguintes, a atriz participou de programas como “Você Decide” e “A Comédia da Vida Privada”. E estrelou seu próprio programa na Globo, o musical “Não Fuja da Raia”.

 

A vilã Ângela Vidal, de Torre de Babel.

Até que em 1998, ela volta às novelas vivendo a maquiavélica vilã Ângela Vidal, na conturbada “Torre de Babel”.

Na saga italiana de Matheu (Thiago Lacerda) e Juliana (Ana Paula Arósio), em “Terra Nostra”, de 1999, Cláudia foi a espanhola Hortência, uma personagem carregada de dramas.

Em “As Filhas da Mãe”, de 2001, Sílvio de Abreu reservou à Cláudia uma personagem diferente, a transexual Ramona, uma das filhas da mãe. Ramona se mostrava mais esperta do que as irmãs Tatiana (Andréa Beltrão) e Alessandra (Bete Coelho), nas trapaças das duas contra ela. E ainda, terminou a novela ao lado de Leonardo (Alexandre Borges), que não se conformava com a nova condição da moça.

Veja o vídeo em que Ramona reaparece em “As Filhas da Mãe

 

Em O Beijo do Vampiro (2002).

Na vampiromania de “O Beijo do Vampiro”, Cláudia Raia garantiu boas cenas ao lado de Tarcísio Meira, como os vampiros Mina e Bóris, respectivamente. Nesta época, Cláudia engravidou de sua segunda filha, Sophia, afastando-se da novela e voltando na reta final. Sua gravidez foi usada pela personagem, que gerou a vampirinha Pandorinha.

Em cena de Belíssima (2005/06).

2005 começou com Cláudia participando da minissérie “Mad Maria” e terminou com a atriz interpretando a atrapalhada Safira, de “Belíssima”. A personagem já tinha sido casada com um italiano, um português, um turco e um japonês, e termina a história com o mecânico paulistano Pascoal, vivido por Reynaldo Giannechinni.

 

Em Sete Pecados.

Em 2007, a atriz voltou a viver uma vilã em “Sete Pecados”, de Walcyr Carrasco. Na época, houve rumores de que Cláudia estava descontente com a personagem e com os rumos da história e teria pedido para sair. A vilã Ágatha morre com a explosão de uma bomba, que culmina no desenrolar de vários mistérios da novela.

 

Com Patrícia Pillar, em A Favorita. O autor manteve o suspense de quem era a vilã.

No ano seguinte, ao lado de Patrícia Pillar, Cláudia Raia foi uma das peças de João Emanuel Carneiro para instigar o público de “A Favorita”, que não sabia qual das personagens das atrizes era a mocinha e a vilã da história. Com todas as evidências para ser a vilã, Donatella, personagem de Cláudia, era na verdade a mocinha e Flora, a de Patrícia, era a grande vilã, que fez da vida de Donatella um inferno nos capítulos seguintes.

Em 2010, Cláudia anuncia sua separação com Edson Celulari. E logo depois, ela estreia o remake de “Ti Ti Ti”, como a divertida perua Jaqueline Maldonado. Jaqueline sempre dá um jeito para tudo e também acaba fazendo novas amizades com isso, sempre com alto astral.

Veja o vídeo com uma cena de Cláudia no primeiros capítulos de “Ti Ti Ti”

Rica, pobre, divertida, dramática, alegre, triste, mocinha, vilã… Em todas as suas personagens, Cláudia Raia consegue dar um toque diferente. E é sempre uma pessoa agradável de ver na telinha, interpretando ou como ela mesma. É uma atriz grande e uma grande atriz.

Fotos: Divulgação

Vídeos: Youtube

@diniz_paulinho


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