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15 anos depois, a volta de O Rei do Gado no VIVA

Quase 15 anos depois de sua exibição original, a novela “O Rei do Gado” voltou a ser apresentada, agora pelo Canal VIVA, da Globosat.

Uma das novelas de maior sucesso do autor Benedito Ruy Barbosa e da Rede Globo, nos anos 90, O Rei do Gado tem méritos para tal.

Antonio Fagundes na 2ª fase.

Com cenas memoráveis, que mexiam com a emoção do telespectador, e uma história que fazia o mesmo se identificar, vendo a imensidão deste Brasil na TV. Por muitas vezes a novela nos fazia pensar que estávamos vendo algum noticiário, principalmente com as protagonizadas pelo Senador Caxias (Carlos Vereza) ou pelos sem-terras.

Sua primeira fase teve ares de minissérie, requintes cuidados pelo diretor Luiz Fernando Carvalho. Além das brilhantes atuações de Antonio Fagundes, Tarcísio Meira, Eva Wilma, Vera Fischer, Leonardo Brício, Letícia Spiller, Marcelo Antony e Caco Ciocler.

O que não foi diferente também na segunda fase, com Fagundes dando vida ao herdeiro Mezenga e personagem título. Além do já citado Carlos Vereza, e Patrícia Pillar, Raul Cortez, Walderez de Barros, Jackson Antunes, entre outros.

Lavínia Vlasak e Ana Betriz Nogueira fizeram boas estreias.

Capa do 1º CD, que vendeu mais de 1,5 milhões de cópias.

Os cantores Almir Sater e Sérgio Reis tiveram papéis de destaque como os músicos Pirilampo e Saracura, sendo também os interpretes da maioria das canções do segundo CD da trilha sonora.

E por falar em trilha sonora, o volume 1 de O rei do Gado quebrou um recorde de 18 anos, sendo a trilha de novela mais vendida, desde o disco internacional de Dancin’Days, de 1978.

Lembro-me de algumas cenas, como o acidente de Bruno e seus dias de desaparecimento na mata, no meio da novela; o começo do romance dele com Luana, na Fazenda Araguaia; algumas invasões de terras de Regino e seu grupo; o discurso emocionado do Senador Caxias no plenário vazio – motivo de protesto no plenário da vida real, pelo Senador Ney Suassuna; a morte também emocionante de Caxias e a o divertido banho de banheira de Jeremias e Judite, nos capítulos finais.

Leonardo Brício e Letícia Spiller na 1ª fase.

Uma história familiar – Na Itália, as famílias vizinhas Mezenga e Berdinazzi brigam por causa da separação de suas terras por uma cerca.  As famílais proibem o amor entre Enrico (Leonardo Brício), um Mezenga, e Giovanna (Letícia Spíller), uma Berdinazzi.

E para conseguir viver este amor, os dois fogem, mesmo depois de casados. Como fruto, nasce o pequeno Bruno, que herda do pai o ódio pela família da mãe.

Bruno (Antonio Fagundes) cresce e se torna um grande fazendeiro, o rei do gado, vivendo na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Enquanto seu tio materno, o único sobrevivente da família, Jeremias Berdinazzi (Raul Cortez) vive no sul de Minas e desconhece a sua existência.

Jeremias procura por sua sobrinha, Marieta, filha de seu irmão Giácomo Guilherme. É quando chega em sua fazenda, Rafaela (Glória Pires), fazendo se passar por ela. Enquanto isso, a verdadeira Marieta desconhece sua própria identidade e atende pelo nome de Luana (Patrícia Pillar), uma boia-fria sem passado, por quem Bruno se apaixona.

Fotos: Divulgação

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Porto dos Milagres: há 10 anos estreava no horário nobre

Com livre adaptação das obras Mar Morto e A Descoberta da América pelos Turcos, de Jorge Amado, a novela de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares retratava a sede pelo poder e o conflito entre classes.

Na cidade fictícia e de nome homônimo, localizada no interior da Bahia, se passava a história que tinha o culto ao Candomblé e à Iemanjá como pano de fundo.

Adma envenenava através de um anel.

Sinopse – Adma (Cássia Kiss) e Félix (Antonio Fagundes) são dois golpistas, que chegam a Porto dos Milagres foragidos, onde descobrem que Bartolomeu, o irmão gêmeo de Félix, é o homem mais poderoso da cidade. Com o consentimento do marido, Adma envenena Bartolomeu e conta com a ajuda de seu capataz Eriberto (José de Abreu) para dar fim na vida da prostituta Arlete (Letícia Sabatella) e na de seu recém-nascido filho, também filho de Bartolomeu.

Félix Guerreiro nas duas fases.

O que Adma não contava era que Arlete soltaria a criança numa cesta em alto mar e por proteção de Iemanjá a criança sobreviveria, se tornando um pescador líder de seu povo, Guma (Marcos Palmeira).

O casal protagonista Lívia e Guma.

Guma se apaixona por Lívia (Flávia Alessandra), sobrinha de Augusta Eugênia (Arlete Salles), uma das mulheres mais influentes da cidade.

Outra personagem de destaque é Rosa Palmeirão (Luiza Tomé), irmã de Arlete. Na primeira fase, Rosa é noiva de Otacílio (Eduardo Galvão) e é condenada a 20 anos de prisão por matar o homem que abusou de sua irmã mais nova, Cecília (Luisa Curvo). Anos depois, ela retorna à cidade, onde se torna dona de um bordel.

Rosa Palmeirão era dona de um bordel.

Rosa se apaixona e se envolve com Félix, sem saber de seu envolvimento no desaparecimento do sobrinho. No último capítulo, ela o mata com uma facada em sua posse para governador.

Zezé Polessa viveu a perua Amapola, esposa de Otacílio, que ao lado de seu fiel mordomo garantiu cenas divertidas à trama. Assim, como as irmãs Genésia (Júlia Lemmertz) e Socorrinho (Mônica Carvalho).

A beata Genésia se rende ao amor por Ezequiel.

Curiosidades – Até o momento, Porto dos Milagres foi a última novela passada inteiramente no nordeste e que usou  do realismo fantástico de forma bem-sucedida. Também a última das inúmeras parcerias entre os autores Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares.

Flávia Alessandra vivia a segunda de suas três personagens com nome de Lívia.

A personagem Adma (Cássia Kiss) matou vários outros personagens envenenados. Ela sempre guardava o veneno em um anel antes de despejá-lo em uma bebida. Na época, a atriz comentou que a personagem era carregada de más energias e que tomava banhos de descarrego quando chegava em casa.

Primeira novela do ator Valdimir Brichta.

 

Fotos: Divulgação

@diniz_paulinho

 

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