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AS CHAMADAS E ABERTURA DE “UGA UGA”

Vamos voltar ao ano 2000 e relembrar o  ‘teaser, as chamadas e a abertura inesquecível’  de “Uga Uga”.

A novela foi exibida no horário das sete, entre 08 de maio de 2000 e 20 de janeiro de 2001, com autoria de Carlos Lombardi e direção de núcleo de Wolf Maya.

Os teasers, as chamadas de estreia e a abertura seguiram a mesma arte, a de um gibi. Todos condizentes com a agilidade com que a história seria contada.

Os teasers convidavam os telespectadores a “viver essa nova aventura” e o ator Cláudio Heinrich já aparecia como o seu personagem, o índio branco Tatuapu, e pulava sobre os quadrinhos.

Já as chamadas mostravam as páginas virando e apresentando os personagens, acompanhadas de palavras que eram citadas na narração. E sempre terminavam o slogan “A novela que não está no gibi!”

Esta chamada em questão, é a mais completa, apresenta toda a história central. Foi exibida na véspera da estreia, dia 07 de maio de 2000.

Versão reduzida, exibida antes da semana que antecedia a estreia.

Na abertura, os quadrinhos contavam a história de Tatuapu, desde criança até a chegada na cidade, através de ilustrações.  Os créditos apareciam nos balões quadriculados do gibi.

Os desenhos foram feitos à mão e foram registrados por uma câmera que percorria as páginas do gibi. E passados para o computador. Assim como as vinhetas de “estamos apresentando” e “voltamos a apresentar”.

O animado tema musical era Kotahitanga (Union), do grupo Hinewehi Mohi, coeso com toda a ação da novela.

Vídeos: Youtube

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15 ANOS DA ESTREIA DE “VIRA-LATA”

Murilo Benício era o promotor Bráulio Vianna.

Nos primeiros dias de abril de 1996, o horário das sete da Rede Globo estava com novela nova, “Vira-Lata”, com autoria de Carlos Lombardi e direção-geral de Jorge Fernando.

A novela começou com promessas de ser um grande sucesso, talvez por reflexo do trabalho anterior de Lombardi, “Quatro Por Quatro”, e também pela parceria do autor com o diretor Jorge Fernando, o que resultaria em algo engraçado. Mas, este grande sucesso acabou não acontecendo.

Sucessivos erros e problemas de bastidores culminaram na mudança de rumo da trama a fim de seu salvamento, porém, não deixou boas lembranças nem mesmo para o autor.

No livro “Autores – Histórias da Teledramaturgia”, Lombardi fala que errou a mão na novela.

Andréa Beltrão teve uma gravidez de risco e se afastou das gravações da novela.

“Foi a minha pior novela. Em Vira-Lata aprendi a jogar fora o que não funciona e consertar o que está dando errado com a novela no ar. (…) Demorei para descobrir que havia errado na escalação. Eu e Andréa Beltrão não nos entendemos. Ela brigou muito com o texto. Errei também na escalação da Glória Menezes, que pediu para sair da novela. Ela estava insatisfeita com a personagem. Quer dizer, as duas atrizes escaladas para viver as mulheres centrais da trama estavam erradas.”

Andréa Beltrão era a protagonista da trama e engravidou no início da novela. Diante dos erros, o autor promoveu algumas reviravoltas e colocou a personagem de Carolina Dieckmann, a terceira protagonista, como a principal, desenvolvendo assim com mais destaque a história de Renata e Fidel.

Humberto Martins era o encrenqueiro Lênin.

Sinopse – Helena (Andréa Beltrão) abandonou sua família no passado porque tinha vergonha do pai, Moreira (Jorge Dória), um estelionatário. E acabou dando a volta por cima ao se casar com o promotor linha-dura Bráulio Vianna (Murilo Benício), sem contar para ele sobre a verdadeira origem de sua família. Os dois têm duas filhas pequenas, Giovanna (Alessandra Aguiar) e Juliana (Kananda Raia). Mas o drama de Helena recomeça quando Vianna passa a se empenhar na prisão de Moreira, sem saber que é seu sogro.  E quando Bráulio descobre, ele pede para Helena escolher entre o pai ou as filhas. Helena então viaja para Florianópolis para refletir e conhece Lênin (Humberto Martins), por quem se apaixona.

Os personagens de Carolina Dieckmann e Marcello Novaes se tornaram os principais.

Enquanto isso, Lênin e os seus irmãos Fidel (Marcello Novaes) e Mussolini (Luciano Vianna) se deparam com a volta da mãe, Laura (Glória Menezes), que havia os abandonado há 18 anos atrás por causa de um novo amor. Quem volta à vida desses irmãos também é Pietra (Vanessa Lóes), que acaba seduzindo Lênin e Fidel, que debate entre a paixão por ela e o amor por Renata (Carolina Dieckamann). Mussonlini também é apaixonado secretamente por Renata e conta com o apoio de Pietra para conquistá-la.

O conflito maior acontece quando Lênin envolve Fidel em uma encrenca e depois faz de tudo para livrar o irmão da cadeia.

Na família há um estigma: um dos irmãos deverá morrer vítima de uma doença congênita.

O destaque da novela ficava por conta do cachorros, principalmente, Zé, o bicho de estimação da protagonista.

Fotos: Divulgação

@diniz_paulinho

Morre a atriz Georgia Gomide

Semana triste esta para o mundo artístico. Na última quarta (26) faleceu o ator John Hebert e na madrugada deste sábado (29) quem partiu para o andar de cima foi a veterana atriz Geórgia Gomide.

A atriz de 73 anos estava internada desde terça (25) no hospital Sancta Maggiore, em São Paulo, e morreu vítima de uma infecção generalizada.

Geórgia começou sua carreira na Televisão em 1963 e teve passagens pelas TVs Tupi, Excelsior, Record, SBT, Manchete e Globo.

Na TV Tupi participou de novelas como “Éramos Seis” e “A Fábrica”.

Na Rede Globo, ela atuou em novelas Quatro por Quatro (1994) e Uga Uga (2000). Além de minisséries como Anos Rebeldes (1992) e O Quinto dos Infernos (2002). Mas, seu trabalho de maior sucesso foi como a dona Bina, de Vereda Tropical (1984). Nota-se que a maioria de seus trabalhos na emissora eram obras do autor Carlos Lombardi.

Sua última participação na emissora foi na temporada de 2005 de Malhação, como Mamma Francesca.

No ano passado, Geórgia encenou a peça “Perto do Fogo”, em São Paulo.

O corpo da atriz foi sepultado no Cemitério da Consolação, região central da capital paulista.

Fotos: Divulgação

@diniz_paulinho

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