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EXPLODE CORAÇÃO: OS 15 ANOS DO ÚLTIMO CAPÍTULO

Depois de seis meses envolvidos com a cultura cigana, em 04 de maio de 1996 ia ar o último capítulo de “Explode Coração”.

Em 155 capítulos, a autora Glória Perez contou uma história bem amarrada, que trazia, além da cultura cigana, outros temas como a internet e a questão social das pessoas desaparecidas.

A protagonista Dara (Teresa Seiblitz)

O casal protagonista era interpretado por Tereza Seiblitz e Edson Celulari, que viviam a cigana Dara e o empresário Júlio Falcão.

O merchandising social foi feito através da personagem Odaísa (Isadora Ribeiro), que tem o filho Gugu desaparecido. Ela se une às reais mães da Cinelândia, que por vários capítulos expuseram fotos de seus filhos e familiares desaparecidos. Odaísa tem um final feliz ao reencontrar o pequeno Gugu.

Já o lado cômico da novela ficava por conta do casal Lucineide e Salgadinho, vividos por Regina Dourado e o saudoso Rogério Cardoso. Ela sempre repetia o bordão: “Stop Salgadinho!”

Relembre o casal


Floriano Peixoto viveu um travesti na novela.

Floriano Peixoto deu um show à parte como a travesti Sarita Vitti, que também teve seu final feliz com um amor.

Em questão de duração, “Explode Coração” fugiu do padrão das novelas das oito da emissora, ficou seis meses no ar. Mas, isto já estava previsto, por pedido de Glória Perez. O julgamento do assassinato de sua filha, Daniela Perez, seria em maio, por isso ela queria terminar a novela antes.

Esta foi a primeira novela dos atores Ricardo Macchi e Leandra Leal. Macchi foi muito criticado por sua péssima atuação e até hoje rende piadas em referência ao seu personagem, o cigano Igor.

Foi também a primeira novela totalmente produzida no complexo de estúdios da Rede Globo em Jacarepaguá, o PROJAC.

A abertura da novela era embalada pelo tema Ibiza Dance, instrumental do Grupo Roupa Nova, e tinha a participação da atriz e apresentadora Ana Furtado, antes de ela ser famosa.

Veja o vídeo com a abertura


Maria Luiza Mendonça, Edson Celulari e Teresa Seiblitz

Sinopse – Escondida do pai, a jovem cigana Dara faz curso pré-vestibular e sonha em trabalhar. Se orgulha de suas origens, mas não quer ficar presa às tradições. Por isso mesmo se recusa a se casar com seu prometido, Igor. Pela internet, ela acaba conhecendo o empresário Júlio Falcão, que vive um casamento de aparências com Vera (Maria Luísa Mendonça) e é amante da prima dela, Eugênia (François Fourton).

Ricardo Macchi era o cigano Igor.

Grávida de Júlio, Dara acaba se casando com Igor, que a aceita mesmo assim e juntos eles mantêm este segredo. Na tradição cigana, o homem deve mostrar o pano sujo com o sangue da mulher, na noite de núpcias. Igor corta o próprio pulso e suja a saia de Dara, para que todos acreditem em sua virginadade.

Depois de terem lutado e enfrentando as dificuldades dos mundos diferentes em que vivem, Dara e Júlio só conseguem ficar juntos no último capítulo.

Veja a parte do capítulo em que eles se reencontram e a cena final


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18 ANOS DE UMA NOVELA QUE FOI UM “DEUS NOS ACUDA”

No dia 27 de março de 1993, “Deus nos Acuda” se despedia do horário das sete, dando lugar a “O Mapa da Mina”.

A trama de Sílvio de Abreu, escrita com Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, havia estreado em 31 de agosto do ano anterior.

Em 178 capítulos, a história satirizava a corrupção no Brasil. O país era protegido por um anjo nada convencional.

Entre as localizações da novela, havia um céu, um lugar totalmente branco, com objetos prateados, luzes e tranparências. Lá, havia um super computador, com uma grande tela, onde se era possível ver os “protegidos”. O cenário do céu foi criado por Luiz Carlos Caligiuri.

Para a cidade cenográfica, foi reaproveitada a de “Rainha da Sucata”, com a reforma das fachadas de algumas casas e a construção de 12 estabelecimentos comerciais.

Parte de sua ambientação se passava em Santos, litoral paulista, com cenas gravadas no Porto da cidade.

As primeiras cenas foram gravadas a bordo de um navio no Caribe.

 

Aracy Ballabanian repetindo sua personagem "Dona Armênia"

“Deus nos Acuda” trouxe de volta a personagem Dona Armênia, vivida por Aracy Ballabanian em “Rainha da Sucata”, que agora tinha um predinho na Zona Portuária de Santos. Por isso, ela vivia repetindo que ia “colocar o predinha na chon”. Junto com ela, ressurgia “seus filhinhas”: Geraldo, Gerson e Gino (Marcello Novaes, Gerson Brener e Jandir Ferrari). Gino se travestia de mulher para assegurar sua segurança e a de seus irmãos.

A novela é lembrada também pelo início do romance entre os atores Edson Celulari e Cláudia Raia, os protagonistas. O romance de seus personagens era embalado pela música “La Barca”, na voz do cantor Luís Miguel.

 

Dercy Gonçalves em cena com o núcleo do céu.

Dercy Gonçalves atuou bem como Celestina, o anjo que cuidava do Brasil. Na época, a atriz estava com 86 anos e não conseguia decorar o texto, por isso, contou com a ajuda dos atores Luís Carlos e Luci Fontes, que liam as falas em pontos eletrônicos.

Vale ressaltar também as atuações de Glória Menezes e Carmem Verônica, como as hilárias amigas Baby e Xena.

Supreendentemente, 14 anos depois, “Deus nos Acuda” voltou no “Vale a Pena Ver de Novo”, sendo reprisada entre novembro de 2004 e fevereiro de 2005, sem muito êxito.

Sinopse – A anja Celestina (Dercy Gonçalves) é a responsável por cuidar do Brasil e fica desesperada ao ser informada por Deus que terá que descer à Terra. Por intervenção do anjo Gabriel (Cláudio Correa e Castro), Deus permite que a anja atrapalhada passe mais seis meses no céu, mas para isso terá que transformar um brasileiro em cidadão honesto.

 

Cláudia Raia e Edson Celulari como os protagonistas

Celestina escolhe então Maria Escandalosa (Cláudia Raia), uma jovem trambiqueira que ganha a vida dando golpes ao lado do pai Tomás Euclydes (Jorge Dória). A anja passa a zelar pela vida da jovem, sem que ela saiba.

Apesar de trambiqueira, Maria tem bom coração. Em um de seus golpes, ela acaba se apaixonando pelo milionário Ricardo (Edson Celulari), filho do empresário Otto Bismarck (Francisco Cuoco). O difícil é ela contar a Ricardo o seu modo de ganhar a vida.

O viuvo Otto Bismarck é acusado de matar suas ex-mulheres. Sua cunhada Baby (Glória Menezes) retorna ao Brasil com o propósito de colocá-lo atrás das grades. Mas, ela enfrenta a oposição de Elvira (Marieta Severo), a secretária apaixonada por Otto.

Com o desenrolar da trama, Elvira se torna a vilã e em um de seus planos, consegue se casar com Otto e se infiltrar na casa dele.

O grande mistério da trama gira em torno de “quem é o Leão?”, o mandante de todos os golpes milionários. Assim como vários personagens que querem “ser o Leão”.

Confira o final da novela:

 

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

@diniz_paulinho

A Trajetória de Cláudia Raia: uma grande atriz e uma atriz grande

Aos 44 anos de idade e 25 de carreira, Cláudia Raia coleciona personagens de sucesso. Entre mocinhas e vilãs, passando do drama a comédia.

Atualmente ela dá vida à estonteante Jaqueline, no remake de “Ti Ti Ti”. Uma personagem que, segundo ela, “a possibilita ir de A a Z, do melodrama a comédia”.

Vamos relembrar alguns destes personagens de sucesso interpretados pela atriz.

Em 1985, Cláudia estreou em grande estilo. Em horário nobre global e na novela mais bem-sucedida da história, “Roque Santeiro”, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Ela era Ninon, uma das dançarinas da boate Sexus, de Matilde (Yoná Magalhães), que esquentava as noites da cidade de Asa Branca, onde se passava a trama.

 

Como a feirante Tancinha, de Sassaricano

No ano seguinte, Cláudia fez o primeiro de seus trabalhos com o autor Sílvio de Abreu, em “Cambalacho” e em 1987, atuou em “O Outro”, de Aguinaldo Silva, como Edwirges. Mas, foi no final deste ano, que ela caiu nas graças do público como a feirante Tancinha, em “Sassaricando”. Tancinha  colocava as mãos nos seios ao oferecer melão na feira e com um sotaque paulistano carregado, ela repetia que estava “todo dividinha”, referindo-se à sua situação amorosa entre Beto (Marcos Frota) e Apolo (Alexandre Frota). Cláudia e Alexandre eram casados na época.

 

Na TV Pirata, como Tonhão

Depois de Sassaricano, na qual Cláudia mostrou seu tino para a comédia, a atriz integrou o elenco do humorístico “TV Pirata”, na qual fazia entre outras personagens, a presidiária Tonhão.

A bailarina das coxas grossas.

Em 1990, na novela “Rainha da Sucata”, também de Sílvio de Abreu, ela fez sucesso como Adriana, a “bailarina das coxas grossas”, que tinha um romance com o gago professor Caio (Antonio Fagundes).

Entre o cais do Porto de Santos e a capital São Paulo, se passava “Deus nos Acuda”, de 1992, na qual como a golpista Maria Escandalosa, Cláudia era a protagonista que se regenerava ao longo da trama. Nesta novela a atriz começou seu namoro e posterior casamento com o ator Edson Celulari, que era seu par romântico, como o rico Ricardo Bismachi.

Com Edson Celulari, em Deus nos Acuda (1992).

Em 1995, Cláudia deu vida à protagonista-título de “Engraçadinha, seus amores e seus pecados”, na segunda fase da minissérie. Neste mesmo ano, ela fez uma participação especial no último capítulo de “A Próxima Vítima”, como a última vítima.

Nos anos seguintes, a atriz participou de programas como “Você Decide” e “A Comédia da Vida Privada”. E estrelou seu próprio programa na Globo, o musical “Não Fuja da Raia”.

 

A vilã Ângela Vidal, de Torre de Babel.

Até que em 1998, ela volta às novelas vivendo a maquiavélica vilã Ângela Vidal, na conturbada “Torre de Babel”.

Na saga italiana de Matheu (Thiago Lacerda) e Juliana (Ana Paula Arósio), em “Terra Nostra”, de 1999, Cláudia foi a espanhola Hortência, uma personagem carregada de dramas.

Em “As Filhas da Mãe”, de 2001, Sílvio de Abreu reservou à Cláudia uma personagem diferente, a transexual Ramona, uma das filhas da mãe. Ramona se mostrava mais esperta do que as irmãs Tatiana (Andréa Beltrão) e Alessandra (Bete Coelho), nas trapaças das duas contra ela. E ainda, terminou a novela ao lado de Leonardo (Alexandre Borges), que não se conformava com a nova condição da moça.

Veja o vídeo em que Ramona reaparece em “As Filhas da Mãe

 

Em O Beijo do Vampiro (2002).

Na vampiromania de “O Beijo do Vampiro”, Cláudia Raia garantiu boas cenas ao lado de Tarcísio Meira, como os vampiros Mina e Bóris, respectivamente. Nesta época, Cláudia engravidou de sua segunda filha, Sophia, afastando-se da novela e voltando na reta final. Sua gravidez foi usada pela personagem, que gerou a vampirinha Pandorinha.

Em cena de Belíssima (2005/06).

2005 começou com Cláudia participando da minissérie “Mad Maria” e terminou com a atriz interpretando a atrapalhada Safira, de “Belíssima”. A personagem já tinha sido casada com um italiano, um português, um turco e um japonês, e termina a história com o mecânico paulistano Pascoal, vivido por Reynaldo Giannechinni.

 

Em Sete Pecados.

Em 2007, a atriz voltou a viver uma vilã em “Sete Pecados”, de Walcyr Carrasco. Na época, houve rumores de que Cláudia estava descontente com a personagem e com os rumos da história e teria pedido para sair. A vilã Ágatha morre com a explosão de uma bomba, que culmina no desenrolar de vários mistérios da novela.

 

Com Patrícia Pillar, em A Favorita. O autor manteve o suspense de quem era a vilã.

No ano seguinte, ao lado de Patrícia Pillar, Cláudia Raia foi uma das peças de João Emanuel Carneiro para instigar o público de “A Favorita”, que não sabia qual das personagens das atrizes era a mocinha e a vilã da história. Com todas as evidências para ser a vilã, Donatella, personagem de Cláudia, era na verdade a mocinha e Flora, a de Patrícia, era a grande vilã, que fez da vida de Donatella um inferno nos capítulos seguintes.

Em 2010, Cláudia anuncia sua separação com Edson Celulari. E logo depois, ela estreia o remake de “Ti Ti Ti”, como a divertida perua Jaqueline Maldonado. Jaqueline sempre dá um jeito para tudo e também acaba fazendo novas amizades com isso, sempre com alto astral.

Veja o vídeo com uma cena de Cláudia no primeiros capítulos de “Ti Ti Ti”

Rica, pobre, divertida, dramática, alegre, triste, mocinha, vilã… Em todas as suas personagens, Cláudia Raia consegue dar um toque diferente. E é sempre uma pessoa agradável de ver na telinha, interpretando ou como ela mesma. É uma atriz grande e uma grande atriz.

Fotos: Divulgação

Vídeos: Youtube

@diniz_paulinho


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