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E todo mundo parou para ver Laços de Família…

“Muita calma pra pensar. E ter tempo pra sonhar. Da janela vê-se o Corcovado. O Redentor, que lindo!”

Os versos de “Corcovado”, nas vozes de Astrud GIlberto, Tom Jobim, João Gilberto e Stan Getz, embalaram por oito meses a abertura de “Laços de Família”, que chegava ao fim no dia 02 de fevereiro de 2001.

A cena em que Camila teve seus cabelos raspados.

O público respirava aliviado ao ver que o transplante de medula óssea da pequena Vitória para sua irmã Camila (Carolina Dieckmann) havia sido bem-sucedido e a moça que chorou baldes por vários capítulos, por ter leucemia, enfim voltaria a sorrir.

O capítulo ainda reservou bons finais felizes. Depois de tantos desencontros, a protagonista Helena (Vera Fischer – ainda linda) conseguiu ficar com o sempre paciente Miguel (Tony Ramos). A espivitada Íris (Déborah Secco), que em muitas de suas ações beirava a vilania, mostrou que sua insistência foi eficaz e conseguiu laçar e domar seu amado peão Pedro (José Mayer). A ex-garota de programa Capitu (Giovanna Antonelli – brilhante no papel) também teve seu final feliz ao lado de seu amor de adolescência Fred (Luigi Bariccelli). E a tia superprotetora de Edu (Reynaldo Giannechinni – em sua estreia) e Stela (Júlia Almeida), Alma Flora Pirajar de Albuquerque (Marieta Severo – em sua última novela antes de encarnar de vez a Dona Nenê) perdoou a traição do marido Danilo (Alexandre Borges) com a empregada e ao lado dele criou os gêmeos batizando-os com os nomes de seus pais, Álvaro e Margarida.

Numa passagem de 5 anos, na festa de aniversário de Vitória, ficou claro que Camila estava curada e vivendo feliz ao lado de Edu.

Helena (Vera Fischer) e Miguel (Tony Ramos) em cena do último capítulo.

Laços de Família. Nesta Manoel Carlos caprichou. Fez um novelão, com gosto de novela e gosto de se ver novela. E a audiência respondeu. Nos jornais, nas revistas, na internet e principalmente na boca do povo, sempre foi assunto. Repercutindo e gerando polêmica.

O mesmo público que odiou Camila por ela ter roubado o namorado da mãe, foi o público que chorou com ela enquanto seus cabelos eram raspados ao som de Love by Grace. A música foi uma das mais executadas nas rádios naquela época e ainda hoje quando tocada remete à dor de Camila.

Mas, ao longo dos meses de sua exibição, Laços chegou a ter até problemas com o Ministério Público e com a Igreja. Foi reclassificada e também teve alguns de seus atores menores de idade impedidos de aparecer no ar. E a cena do casamento de Edu e Camila não pode ser realizado em uma igreja verdadeira, tendo que ser gravado em uma capela cenográfica.

E todo mundo parou para ver Laços de Família. Foi sucesso absoluto em 209 capítulos.

 

 

Fotos: Divulgação

@diniz_paulinho

 

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O Clone: Globo aposta em grande produção para o Vale a Pena Ver De Novo

Nem sempre as novelas em cartaz na sessão Vale a Pena Ver De Novo, na Globo, fazem jus ao nome da sessão. Sucessos recentes, ainda frescos na memória do telespectador, voltam em menos de três anos do término de sua exibição original.

O último capítulo de Sete Pecados (exibida originalmente entre 2007 e 2008) foi ao ar na sexta, dia 07, encerrando como a pior audiência da sessão – em alguns capítulos chegou a registrar média de 9 pontos.

Para o novo cartaz, a emissora carioca tomou mais cuidado e trouxe de volta um dos sucessos do início da década. O Clone, de Glória Perez, volta ao ar quase dez anos depois.

A história de amor de Jade (Giovana Antonelli) e Lucas (Murilo Benício) garantiu à Globo bons índices de audiência em 2001 e teve uma boa repercussão de público e crítica. E parece já ter sortido efeito em sua volta. Segundo dados preliminares dessa segunda (10), O Clone registrou média de 16 pontos de audiência, com picos de 18. Sua antecessora, Sete Pecados, registrou 11, em seu primeiro capítulo.

A trama – Além da história de amor entre Jade e Lucas, o pano de fundo da novela era uma bem-sucedida experiência de clonagem humana. A questão da tolerância entre religiões e cultura de paz também foi retratada – parte da história se passava na cidade muçulmana Fez, no Marrocos.

O merchandising social – uma das marcas da autora – tratou com delicadeza a dependência química em famílias de elevada classe social.

Uma dose de humor era garantida nos núcleos suburbanos, ambientados no bairro de São Cristovão, no Rio de Janeiro. O pastel da Dona Jura (Solange Couto) o bordão “Né brinquedo, não!” que a personagem vivia repetindo, caíram nas graças do público.

Sucesso – Além do bordão da Dona Jura, outras expressões típicas dos personagens marroquinos ganharam vez nas ruas, como “Inshalá!” e “Vai arder no mármore do inferno”, esta repetida insistentemente pelo rabugento tio Abdul (Sebastião Vasconcellos).

As maquiagens e joias usadas por Jade viraram moda entre as mulheres.

Curiosidades – Durante a gravação da novela, atores como Stênio Garcia (tio Ali) e Débora Falabella (Mel) tiveram que ser afastados temporariamente por estarem com dengue. As falas de Ali passaram para outro personagem.  Já Mel, no auge de seu vício em drogas, foi interpretada por Cintia Falabella, irmã de Débora.

A novela estreou em 1º de outubro de 2001, menos de um mês após o ataque às torres gêmeas, nos Estados Unidos.

O Clone teve uma versão hispânica, numa co-produção entre a Globo e a emissora …,  gravada com outros atores e exibida nos Estados Unidos, levando o título de “El Clon”.

A última novela de Glória Perez reprisada no Vale a Pena Ver De Novo foi Barriga de Aluguel, em 1993.

Foto: Divulgação

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