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SUCESSO E GLÓRIA: A TRAJETÓRIA DE GLÓRIA PIRES


Por acaso ela estreou na TV, mas não por acaso ela permaneceu. Vamos relembrar a trajetória de sucesso e “glórias” da atriz Glória Pires.

Em sua estreia na TV.

Com Lauro Corona, em "Dancin' Days".

Ela estreou na TV com apenas 5 anos na novela “A Pequena Orfã‘, da extinta TV Excelsior, em 1968. Em seguida atuou ao lado do pai, o ator Antonio Carlos Pires, e do humorista Chico Anysio. Depois fez outras novelas e programas, como: “O Semideus” e “Duas Vidas“, de Janete Clair, e “Satiricon“, “Faça Humor, Não Faça Guerra” e “Chico em Quadrinhos“. Mas, foi em 1978, na novela “Dancin’ days“, que Glória teve maior projeção. Ela era Marisa, o alvo da disputa entre a mãe, Júlia Mattos (Sônia Braga), e a tia que a criou, Yolanda Pratini (Joanna Fomm). Foi neste trabalho em que a atriz conheceu o ator Lauro Corona, seu par romântico, e se tornaram grandes amigos.

O papel em “Dancin’Days” lhe rendeu o troféu APCA de atriz revelação e a protagonista da novela “Cabocla“, no ano seguinte., novela em que fez par com Fábio Junior, com quem acabou se casando depois.

Em "Água Viva", com Kadu Moliterno.

Em 1980, Glória interpreta a personagem Sandra na novela “Água Viva. Na trama ela é filha de Miguel Fragonard (Raul Cortez) e sofre por ficar orfã. No mesmo ano, protagonizou a novela “As Três Marias“, ao lado de Nádia Lippi e Maitê Proença, vivendo Maria José, a Jô.

Três anos depois, estava em “Louco Amor“, como a ambiciosa Cláudia.

Como Ana Terra, na minissérie "O Tempo e o Vento".

Em 1985, em comemoração aos 20 anos da Rede Globo, a emissora lançou a minissérie “O Tempo e o Vento“, baseada na obra de Érico Veríssimo. Glória viveu Ana Terra, uma das protagonistas. A atriz conciliou as gravações da minissérie com a da novela “Partido Alto“, seu trabalho anterior, em 1984.|

Em 1987, fez novamente par romântico com o amigo Lauro Corona, na novela  “Direito de Amar“. A trama era de época, assinada por Walther Negrão e baseada na obra de Janete Clair.

1988 foi um ano de ouro para Glória Pires. Em “Vale Tudo” ela viveu sua primeira grande vilã, a sempre lembrada Maria de Fátima. A trama questionava se valia a pena ser honesto no Brasil.

Glória começou os anos 90 com a non-sense “Mico Preto“, como a trapaceira Sarita, e emendou com “O Dono do Mundo“, no ano seguinte, em que vivia Stela, a mulher do protagonista-vilão Felipe Barreto (Antônio Fagundes).

Mulheres de Areia” entraria no ar em 1992, mas Glória, que viveria as protagonistas gêmeas Rute e Raquel, engravidou de sua primeira filha com Orlando Morais, Antonia, e a novela foi adiada para o ano seguinte. A trama de Ivani Ribeiro foi um grande sucesso, com audiência superior a 50 pontos, sendo a maior da década no horário.

Em 1994, a atriz viveu a personagem-título da minissérie “Memorial de Maria Moura“, considerado um de seus melhores trabalhos. Na minissérie, sua filha, hoje atriz, Cléo Pires, fez uma participação como Maria Moura quando criança.

Em "O Rei do Gado"

Em 1996, Glória cortou as madeixas para dar vida à impostora Rafaela, que se fazia passar por Marieta, a herdeira de uma grande fortuna, em “O Rei do Gado“.

Meses depois do final de “O Rei do Gado“, ela brilhava no horário das seis como a babá Nice, no remake de “Anjo Mau“, assinado por Maria Adelaide Amaral. A personagem conquistou o público e teve um final feliz ao lado de seu amor, Rodrigo (Kadu Moliterno), diferente da versão original.

Em 1999, estava novamente em uma trama de Aguinaldo Silva, em “Suave Veneno“.

Como a jornalista Júlia Moreno, de "Desejos de Mulher".

Em 2002, revive a dobradinha de “Vale Tudo“, com Regina Duarte, agora como irmãs e não como mãe e filha, em “Desejos de Mulher“.

Com Fernanda Montenegro, em "Belíssima".

Três anos depois, estava em “Belíssima“, como a protagonista Júlia Assumpção, dominada pela avó, a vilã Bia Falcão (Fernanda Montenegro). Na trama, ela repete com Tony Ramos o par romântico vindo do Cinema, com o longo “Se Eu Fosse Você”, o que se daria também no trabalho seguinte na TV, a novela “Paraíso Tropical“, em 2007, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares.

O novo visual de Norma, em "Insensato Coração".

Atualmente a atriz encarna a injustiçada Norma Pimentel, em “Insensato Coração“, dos mesmos autores. Após um golpe do vilão Léo (Gabriel Braga Nunes), Norma é presa e paga por um crime que não cometeu. Na prisão, ela jura vingança a Léo. Mesmo antes da estreia da novela, Norma foi vendida como a grande vilã da história e nos próximos capítulos promete-se a sua reviravolta.

Com Tony Ramos no sucesso "Se Eu Fosse Você".

Cinema – Além de grandes sucessos na TV, Glória Pires também coleciona trabalhos no Cinema. O primeiro foi “Índia, a Filha do Sol“, em 1981, do diretor Fábio Barreto, seguido de “Besame Mucho“, em 1986, “Jorge, um brasileiro“, em 1987, “O Quatrilho“, em 1995, e  “A Partilha“, em 2001. Recentemente filmou “Lula – O Filho do Brasil“, no qual contava a história do ex-presidente Lula, lançado em 2010, e também “É Proibido Fumar“, no mesmo ano. Mas, seus grandes sucessos são “Se Eu Fosse Você” e “Se Eu Fosse Você 2“, duas divertidas comédias, protagonizadas com Tony Ramos e com direção de Daniel Filho.

Capa do livro "40 anos de Glória", sua biografia.

Em 2010, a atriz teve sua biografia contada no livro “40 Anos de Glória”, do escritor Eduardo Nassife. Livro este que será tranformado em filme, em formato de documentário.

Glória Pires. Como o nome já diz e como brilhantemente assinou Eduardo Nassife, uma carreira de glória. Uma atriz que cresceu na TV, que em 1977 chegou a pensar em desistir da precoce carreira, nos brindou com tantos bons personagens. Tenho um carinho especial por “Mulheres de Areia”, que foi a primeira novela que eu assisti com consciência do que estava vendo e desde então me apaixonei pelo trabalho de Glória.

Hoje uma atriz consagrada e seu nome dá um grande peso a qualquer trabalho e mesmo que seja ruim como um todo, ela dá o diferencial e faz o seu papel muito bem feito.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

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15 anos depois, a volta de O Rei do Gado no VIVA

Quase 15 anos depois de sua exibição original, a novela “O Rei do Gado” voltou a ser apresentada, agora pelo Canal VIVA, da Globosat.

Uma das novelas de maior sucesso do autor Benedito Ruy Barbosa e da Rede Globo, nos anos 90, O Rei do Gado tem méritos para tal.

Antonio Fagundes na 2ª fase.

Com cenas memoráveis, que mexiam com a emoção do telespectador, e uma história que fazia o mesmo se identificar, vendo a imensidão deste Brasil na TV. Por muitas vezes a novela nos fazia pensar que estávamos vendo algum noticiário, principalmente com as protagonizadas pelo Senador Caxias (Carlos Vereza) ou pelos sem-terras.

Sua primeira fase teve ares de minissérie, requintes cuidados pelo diretor Luiz Fernando Carvalho. Além das brilhantes atuações de Antonio Fagundes, Tarcísio Meira, Eva Wilma, Vera Fischer, Leonardo Brício, Letícia Spiller, Marcelo Antony e Caco Ciocler.

O que não foi diferente também na segunda fase, com Fagundes dando vida ao herdeiro Mezenga e personagem título. Além do já citado Carlos Vereza, e Patrícia Pillar, Raul Cortez, Walderez de Barros, Jackson Antunes, entre outros.

Lavínia Vlasak e Ana Betriz Nogueira fizeram boas estreias.

Capa do 1º CD, que vendeu mais de 1,5 milhões de cópias.

Os cantores Almir Sater e Sérgio Reis tiveram papéis de destaque como os músicos Pirilampo e Saracura, sendo também os interpretes da maioria das canções do segundo CD da trilha sonora.

E por falar em trilha sonora, o volume 1 de O rei do Gado quebrou um recorde de 18 anos, sendo a trilha de novela mais vendida, desde o disco internacional de Dancin’Days, de 1978.

Lembro-me de algumas cenas, como o acidente de Bruno e seus dias de desaparecimento na mata, no meio da novela; o começo do romance dele com Luana, na Fazenda Araguaia; algumas invasões de terras de Regino e seu grupo; o discurso emocionado do Senador Caxias no plenário vazio – motivo de protesto no plenário da vida real, pelo Senador Ney Suassuna; a morte também emocionante de Caxias e a o divertido banho de banheira de Jeremias e Judite, nos capítulos finais.

Leonardo Brício e Letícia Spiller na 1ª fase.

Uma história familiar – Na Itália, as famílias vizinhas Mezenga e Berdinazzi brigam por causa da separação de suas terras por uma cerca.  As famílais proibem o amor entre Enrico (Leonardo Brício), um Mezenga, e Giovanna (Letícia Spíller), uma Berdinazzi.

E para conseguir viver este amor, os dois fogem, mesmo depois de casados. Como fruto, nasce o pequeno Bruno, que herda do pai o ódio pela família da mãe.

Bruno (Antonio Fagundes) cresce e se torna um grande fazendeiro, o rei do gado, vivendo na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Enquanto seu tio materno, o único sobrevivente da família, Jeremias Berdinazzi (Raul Cortez) vive no sul de Minas e desconhece a sua existência.

Jeremias procura por sua sobrinha, Marieta, filha de seu irmão Giácomo Guilherme. É quando chega em sua fazenda, Rafaela (Glória Pires), fazendo se passar por ela. Enquanto isso, a verdadeira Marieta desconhece sua própria identidade e atende pelo nome de Luana (Patrícia Pillar), uma boia-fria sem passado, por quem Bruno se apaixona.

Fotos: Divulgação

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O CONVIDADO DANIEL PEPE RELEMBRA “ÁGUA VIVA”

O nosso Convidado Daniel Pepe está acompanhando atualmente em seu “Vale a Pena Ver De Novo” particular a novela Àgua Viva, de 1980. O autor Gilberto Braga escreveu Água Viva após Dancin’ Days (1978) e o novo folhetim repetiu o sucesso.

Leia a seguir o texto de Daniel relembrando a novela.

Em 4 de fevereiro de 1980, o horário nobre global ganhava uma história bastante alto astral, bem acabada esteticamente, com diálogos densos como de costume na época e personagens ricos social e dramaturgicamente.

Ângela Leal e a então pequena Isabela Garcia.

Era “Água Viva”, texto de Gilberto Braga, que contou com a colaboração de Manoel Carlos a partir do capítulo 57 (de um total de 159) e com a direção de Roberto Talma e Paulo Ubiratan, então jovens promissores.  A dupla de diretores imprimiu cuidados técnicos que afastaram as imagens dos métodos usados anteriormente, de modo que foi vista uma revolução visual no horário, cheia de tomadas externas.

A novela tinha como ponto de partida a história da comissária de trem Suely, muito bem defendida por Ângela Leal. Ela visitava um orfanato nas horas vagas, levando carinho e amizade às crianças. O papel fora escrito especialmente para a atriz, que exercia a mesma atividade na vida real.

Suely era muito afeiçoada a Maria Helena, a então menina Isabela Garcia, que pela idade deveria ser transferida a outra instituição onde não teria mais a mesma atenção. Na impossibilidade de adotá-la, Suely vai à busca do pai de Maria Helena, Nelson Fragonard (Reginaldo Faria), por quem se apaixona sem ser correspondida. Nelson era um playboy quarentão que vivia de aplicações, tendo como maior passatempo a pesca esportiva, sempre rodeado por mulheres e mordomias. De início, o rapaz rejeita o fato de ser pai, mas passa a rever seus conceitos após perder sua fortuna devido a um golpe aplicado por um amigo. Contudo, ele não assume a paternidade e a menina é adotada por alguns personagens no decorrer da novela.

Raul Cortez (Miguel) e Betty Faria (Lígia).

Paralelamente, havia a história de Lígia (Betty Faria), a princípio fútil e interesseira que fazia questão de aparentar um status que não tinha, forçando sua ida a eventos que a inserissem no high society. Depois de se divorciar, conhece Nelson, já falido. No entanto, ela desconhece essa condição, achando que ele ainda é rico.

Miguel Fragonard, irmão de Nelson e interpretado por Raul Cortez em sua estreia na Globo, era um cirurgião plástico, bastante carismático, que tem que enfrentar a viuvez ao lado da filha Sandra (Glória Pires). A certa altura, se envolve com Lígia, disputando a moça com o irmão.

O núcleo jovem era bem representado pela madura Janete (Lucélia Santos), par romântico de Marcos (Fábio Jr.). A mãe dele, Lourdes Mesquita (Beatriz Segall) praticava vilanias para impedir o romance, pois ela queria ver o filho casado com Sandra.

O assassino Kléber (José Lewgoy) e a feminista Stela Simpson (Tônia Carrero)

Lourdes era uma organizadora de festas e eventos, amiga da feminista Stela Simpson, vivida por Tônia Carrero bem simpática e à vontade. Esta era casada com o milionário Kleber (José Lewgoy), que havia sido tutor de Miguel e Nelson.

Como quase todas as obras de Gilberto Braga, “Água Viva” também teve o “quem matou?” a algumas semanas do término da novela. A vítima da vez foi Miguel Fragonard. O suspense foi mantido até os capítulos finais quando é revelado que Kleber era o culpado, pois ele havia descoberto que Miguel sabia de seu envolvimento na falência de Nelson.

Ao lado de Kadu Moliterno, Glória Pires que vivia Sandra.

Compunham ainda o elenco: Eloísa Mafalda, Natália do Valle, Cláudio Cavalcanti, Arlete Salles, Mauro Mendonça, Kadu Moliterno, Tamara Taxman, Carlos Eduardo Dolabella, Jorge Fernando, Maria Padilha entre outros.

Uma trama cativante que, se é impossível de ser reprisada nas tardes globais, poderia ser no canal por assinatura VIVA, que já tem dado sinais positivos em relação à abertura de novelas e programas bem antigos da emissora.

 

Veja a seguir o vídeo em que o programa “Vídeo Show” relembra os 30 anos da novela.

Daniel Pepe é Engenheiro por formação e pesquisador de TV por hobby. Você pode seguí-lo no twitter.com/Dan_Pepe

 

Fotos: Dilvulgação

Vídeo: Youtube

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Os 35 anos da primeira versão de Anjo Mau

Uma protagonista ambiciosa, que não mede esforços para conseguir o que quer. Assim era Nice (Susana Vieira), a mocinha-vilã de Anjo Mau, que estreava dia 02 de fevereiro de 1976, na Rede Globo.

Novela que marca a estreia do autor Cassiano Gabus Mendes na emissora e a de Susana Vieira como protagonista.

Nice era uma moça pobre, que se empregava como babá na mansão dos Medeiros e se apaixona pelo primogênito da família, Rodrigo (José Wilker), irmão de sua patroa Stela (Pepita Rodrigues).

O rapaz é noivo de Paula (Vera Gimenez), que o trai com seu próprio irmão, Ricardo (Luís Gustavo).

Em meio a várias armações, Nice acaba conseguindo o que quer. Casa-se com Rodrigo e consequentemente se torna rica. Mas, não tem um final feliz.

Para o público daquela época, uma protagonista com as características de Nice não poderia se dar bem. E não se deu.

A babá morreu no penúltimo capítulo, vítima das complicações do parto prematuro de sua filha.

Depois de “Anjo Mau” Susana Vieira foi elevada à estrela e repetiu o par romântico com José Wilker em vários outros trabalhos, como em “Fera Ferida”,  “A Próxima Vítima”  e “Senhora do Destino”.

Remake – A novela teve um remake em 1997, escrito por Maria Adelaide Amaral, tendo Glória Pires no papel de Nice. Para muitos, a versão de Maria Adelaide foi uma releitura da história de Cassiano.

No final dos anos 90, o público era diferente e era normal uma moça pobre querer se casar com um cara rico e se dar bem na vida. Então, desta vez, Nice foi perdoada e teve um final feliz ao lado de seu amado Rodrigo (Kadu Moliterno).

Veja o vídeo com a morte de Nice, na versão de 1976 da novela.

Veja também a abertura da novela.

 

@diniz_paulinho

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