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Posts marcados ‘humorísticos’

OS 10 ANOS DA ESTREIA DE UM SERIADO NADA ‘NORMAL’

Uma vida normal de um casal nada normal. No dia 1º de junho de 2001, estreava o seriado “Os Normais“, na Rede Globo.

Programada para ter apenas 12 episódios, a série se tornou um grande sucesso e se fixou na grade da Globo, ganhando novas temporadas nos anos seguintes.

A abertura já anunciava o que estava por vir, com fotos de pessoas comuns fazendo caretas, passando rapidamente e formando um mosaico no final, ao som da música Doida Demais, de Lindomar Castilho.

O programa era exibido às sextas-feiras, depois do Globo Repórter. Apenas entre maio e junho de 2002 que foi exibido às quintas.

O seriado era protagonizado por Luiz Fernando Guimarães e Fernanda Torres, que viviam o casal Rui e Vani. Eles eram noivos há sete anos, moram em casas separadas, mas vivem na casa um do outro. E juntos viviam situações nada normais.

A cada episódio estas situações diferentes ganhavam algumas participações especiais. Alguns atores chegaram a participar de mais de um episódio, com o mesmo personagem ou outro. Júlia Lemmertz, Cláudia Raia, Edson Celulari, Malu Mader, Drica Moraes, Maria Luisa Mendonça, Otávio Miller, Danielle Winits, foram alguns dos que participaram.

Na última temporada, em 2003, Selton Mello e Graziela Moretto entraram para o elenco fixo, como Bernardo e Maristella.

O último bloco era sempre improvisado pelos protagonistas e geralmente acabava com eles no carro ou na cama.

Ficou no ar até outubro de 2003, totalizando 71 episódios,  e até hoje é o programa de maior audiência da linha de shows de sexta-feira, com média de 28 pontos.

Neste mesmo ano foi rodado o primeiro longa-metragem originado da série, e em 2009, o segundo.

Desde 2005 os episódios são reprisados no canal por assinatura GNT, da Globosat.

Particularmente, eu gostava muito do seriado e arrisco dizer que é um dos melhores produzidos pela Globo. A identificação com as situações do dia-a-dia dava a graça do programa, que me proporcionou sempre boas risadas.

Veja o vídeo com Rui e Vani dançando a Dança do Passarinho.

Relembre o 1º episódio, “Todos São Normais”, que foi ao ar dia 1º de junho de 2001.

Vídeos: Youtube (athedim e Rekne)

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SORRIA MEU POVO, CHICO REI CHEGOU

*Pelo Convidado José Marques Neto

Fiquei pensando na forma em que chegaria ao ao blog do meu amigo Paulo Ricardo Diniz e fazer jus a tão nobre convite.

Escrever sobre um tema tão vasto como é a televisão e saudosista como sou da fase mais romântica de outrora deveria resultar num assunto que abrangesse presente e passado de forma inquestionável.

Claro que Chico Anysio representa muito bem os tempos áureos do humor tanto na tevê quanto no rádio brasileiro.

É da maior importância louvar este que é um dos maiores atores do mundo – afinal interpretar cerca de 200 personagens não é mérito para qualquer um – o que também por tabela nos leva à conclusão de que Chico Anysio é indubitavelmente um gênio já que todos esses tipos saíram de sua inventiva imaginação. Não saíram de páginas escritas por Shakespeare, Tolstoi ou Machado de Assis mas da arte tão ampla, criativa e diversa de Francisco Anysio de Oliveira Paula Filho.

Chico Anysio já seria gênio só se fosse o excepcional ator e autor dos melhores sem precisar também ser compositor, pintor, escritor de livros e até cantor dentre tantos outros dotes artísticos.

Não vou enumerar o quão importante Chico Anysio é para a cultura pop brasileira, resultaria num texto enorme, optando por lembrar do Chico televisivo que conheci lá pelos anos setenta, quando criança, assistindo ao humorístico Chico City.

‘Isso é muito bom, isso é bom demais’ eram a senha em forma de versos para que corresse para frente da tevê e me encantasse com aqueles tipos tão engraçados quanto brasileiros que entravam pontualmente às quintas depois de O Semideus, ou de Cavalo de Aço, ou de Fogo Sobre Terra, ou de Pecado Capital… As novelas se sucediam no horário das oito e os personagens de Chico City continuavam reinando absolutos nas noites de quinta.

As cores chegaram à Chico City lá por 1975 mas demorariam ainda um pouco a chegar em minha casa, o que me incitava vez ou outra a assistir ao Véio Zuza,  Seu Popó, Lingote ou Pantaleão na casa de meus avós.

Durante os anos 80 e 90 continuou como um dos maiores nomes da Rede Globo de Televisão e sempre foi reconhecido também por valorizar e dar oportunidade para um sem número de comediantes de todas as gerações atuarem em seus programas. Hoje Chico e sua turma ainda podem ser vistos no Canal Viva em duas atrações, Chico Total (produzido em meados dos anos 90) e na inesquecível Escolinha do Professor Raimundo, que era exibida na Globo desde 1990 de segunda à sábado.

Onde mais poderíamos rir com talentos das antigas como Antonio Carlos, Walter D’Ávila, Mário Tupinambá, Zezé Macedo e Costinha e outros da então novíssima geração 90 como Tom Cavalcante e Pedro Bismarck senão na companhia do Professor Raimundo, digo, na companhia do mestre Chico Anysio?

Há poucos dias o velho Chico completou oitenta anos.

Há pouco mais se restabelece de problemas de saúde que obrigaram a um período longo de internação.

Sua arte contudo permanecerá intacta independente de se um dia precisar curtir uma aposentadoria.

Já aquele garotinho que assistia à Chico City em preto-e-branco termina essa modestíssima homenagem lembrando de um domingo, pra ser conciso o Dia das Mães de 1976, quando estava na casa da sua bisavó em Botafogo e nunca apagou da memória esse momento:

O Brasil aplaude Chico Anysio. Emoções assim não têm preço.

 *José Marques Neto, ou simplesmente Neto, é também carinhosamente conhecido como “Sr. Mofo TV”. Tudo pelo canal online com este nome que ele mantém. O material do Mofo TV provém da vasta coleção de seu editor, em VHS.  Além do Blog, Neto também escreve em colunas para outros sites e é uma boa fonte para programas de TV e reportagens sobre o universo televisivo. 

Em 2009, tive a honra de contar com a participação dele no meu Trabalho de Conclusão de Curso, o Vídeo-Documentário “Fábrica de Ilusões – Décadas de Telenovelas – Do Realismo ao Fantástico”.

Você pode visitar o Blog Mofo TV: http://www.mofotv.blogspot.com/ e seguir o Neto no twitter.com/Marque_Neto.


Foto: Divulgação

Vídeos: Youtube / Mofo TV

@diniz_paulinho

15 ANOS DE SAI DE BAIXO

Há 15 anos era dia de estreia na Rede Globo e o humorístico “Sai de Baixo” fazia parte do pacote da emissora para o ano de 1996.

O programa que retratava o dia a dia de uma tumultuada família, trazia em seu elenco original Miguel Falabella, Marisa Orth, Cláudia Jimenez, Aracy Ballabanian, Luís Gustavo e Tom Cavalcante. E em cada episódio contava com uma participação especial.

Ao longo dos seis anos em que foi exibido, o programa foi gravado no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, sempre com plateia. As gravações aconteciam às terças e quartas-feiras, em duas sessões, e eram ensaiadas às 13h do mesmo dia. Cada episódio era gravado duas vezes e na edição final eram juntadas cenas das duas gravações. Havia muito improviso dos atores. E as cenas mais engraçadas e erros de gravações iam ao ar no final de cada episódio, enquanto subiam os créditos finais.

Destes anos todos, apenas um episódio foi apresentado ao vivo, em 1998, abrindo a terceira temporada. Intitulado “Toma que o Filme é teu”, o programa foi tratado como festa de gala pela emissora, e ainda, contava com uma plateia vip.

Cláudia Jimenez deixou o elenco no final da primeira temporada, por desentendimentos de bastidores. Os outros cinco permaneceram, mas vários outros atores passaram a compor o elenco fixo nas temporadas seguintes, como: Márcia Cabrita, Cláudia Rodrigues, Luis Carlos Tourinho e Ary Fontoura.

“Sai de baixo” chegou ao fim por um desgaste do formato. Seu último episódio foi gravado em dezembro de 2001, sendo levado ao ar em 31 de março de 2002, exatos seis anos após a estreia.

Atualmente é reprisado pelo Canal VIVA.

O elenco original do programa.

Sinopse – Vavá (Luis Gustavo) acolhe em sua casa a irmã, Cassandra (Aracy Ballabanian), que passa por dificuldades financeiras. Junto com ela, vem a filha, Magda (Marisa Orth), e o genro, Caco (Miguel Falabella). Mas, nenhum deles se preocupa em trabalhar e muito menos ajudar com as despesas. Com isso, Vavá, junto com sua empregada, Edileusa (Cláudia Jimenez), e o namorado dela, o porteiro Ribamar (Tom Cavalcante), fazem de tudo para fazer da vida dos hóspedes um inferno. Mas, ainda tem que conviver com as armações de Caco.

Números – Ao longo dos seis anos, foram ao ar 241 episódios do programa, em 7 temporadas. Cerca de 500 mil pessoas assistiram da plateia, dentre elas vários famosos, que eram presenças constantes na gravação. No elenco passaram 12 atores, nas 7 temporadas.

Audiência – O primeiro episódio marcou 26 pontos no IBOPE, empatando com o SBT, que exibia o programa “Topa Tudo por Dinheiro”. A audiência aumentou ao longo da temporada.

Com a saída de Cláudia Jimenez, o programa perdeu um pouco de audiência, em sua segunda temporada. A volta ao auge aconteceria na estreia da terceira temporada, com o episódio ao vivo, registrando 40 pontos, com picos de 45.

Em 2000, o humorístico foi impulsionado pela 1ª edição do reality-show “No Limite”. O reality chegou a picos de 50 pontos e “Sai de Baixo” aumentou sua média de 20 para 29, voltando a cair após o final de “No Limite”, encerrando o ano com média de 24 pontos.

A sétima temporada estreou em dezembro de 2001, competindo com o fenômeno “Casa do Artistas”, do SBT, e chegou a marcar 12 pontos. Seu último episódio foi ao ar após a semifinal da 1ª edição do “Big Brother Brasil”, com média de 19 pontos.

Veja abaixo as duas primeiras partes do 1º Episódio, que foi ao ar em 1996.

 

Fotos e Vídeos: Divulgação/YouTube

@diniz_paulinho

 

 

 

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