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O FIM DO MUNDO – 15 ANOS: O que você faria se só te restasse esse dia?

“O que você faria, se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar, o que você faria?”

Seria uma minissérie, mas acabou virando uma novela, a mais curta do horário das oito. Em 1996, “O Fim do Mundo”, de Dias Gomes, entrava na grade da Rede Globo para ocupar uma lacuna deixada entre o final de uma novela e o início da outra.

Explode Coração” chegava ao fim no tempo previsto pela autora, Glória Perez, que não queria prorrogar a novela, pois estava próximo o julgamento do assassinato de sua filha. A substituta, “O Rei do Gado”, não estava pronta para entrar no ar. A solução então foi escalar a minissérie de Dias Gomes.

Em 35 capítulos, assim já era anunciado nas chamadas, o autor contava a história dos moradores da fictícia cidade de Tabacópolis que ficou de pernas pro ar após uma previsão de que o mundo iria acabar. Tudo contado em um universo bem característico das obras de Dias.

Veja a chamada de sinopse da novela.


Paulo Betti era o vidente Joãozinho de Dagmar.

Dentre os personagens, destaque para o de Paulo Betti, o vidente João de Dagmar, que exalava perfume e tinha três mulheres. José Wilker encarnava o empresário Tião Socó, dono de uma empresa de tabaco, que dá em cima da cunhada, a bela Gardênia (Bruna Lombardi), para tentar curar sua impotência sexual. Mas, ela não dá bola para ele.

Acreditando que o mundo vai acabar em três meses, esses moradores são capazes de satisfazer os seus desejos mais escusos.

Uma boa e divertida novela, que agradou o público na época e garantiu uma boa audiência, mas quase não é lembrada.

Veja a abertura.

Fotos e Vídeos: Divulgação / Youtube

@diniz_paulinho

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ESPECIAL: BENEDITO RUY BARBOSA 80 ANOS – PARTE 2

Dando continuidade e finalizando o nosso especial pelo aniversário de 80 anos do autor de novelas Benedito Ruy Barbosa.

No final dos anos 80, vindo de uma sequência de novelas das seis na Globo, Benedito queria passar para o horário nobre da emissora e planejava que sua estreia fosse com uma produção ambientada no pantanal.

Com o projeto nas mãos, levou ao local os diretores Atílio Riccó e Herval Rossano. Porém, era época de cheia e todas as fotos registraram apenas mato e água na região, o que fez a emissora achar a proposta inviável.

Porém, um surpreendente convite fez Benedito mudar de emissora e produzir sua novela. Jayme Monjardim, então diretor artístico da Rede Manchete, propôs ao autor a realização da novela, gravada no local.

Em março de 1990 estreia assim “Pantanal“, na hoje extinta emissora. A novela protagonizada por Cristiana Oliveira e com elenco estelar, foi sucesso de público e crítica, sendo a preferida em comparação a novela das oito da Globo na época, “Rainha da Sucata“.

Após “Pantanal“, o autor retornou novamente a Globo e passou a integrar o time do horário nobre.

Veja cenas do último capítulo da novela.

Em 1993 escreveu “Renascer“, na novela o autor usou histórias de sua vivência, em passagens pela Bahia. Uma delas era a do fazendeiro que guardava o capeta na garrafa, seu Firmo, e a outra a do matador convertido, que chegou na região para matar o fazendeiro por encomenda, mas, resolveu não matar e acabou se fixando no lugar e se tornando agregado dele. Na novela o fazendeiro era o protagonista José Inocêncio (Antonio Fagundes) e o matador era Damião (Jackson Antunes). “Renascer” tinha cenas belíssimas, tanto pela paisagem quanto pelo texto. Uma delas é no último capítulo, quando José Inocêncio no leito de morte pede perdeu ao filho João Pedro (Marcos Palmeira).

Veja o vídeo com matéria do “Vídeo Show”, relembrando o final da novela.

Três anos depois, em 1996, Benedito escreveu “O Rei do Gado“. A novela conta a história da briga entre as família italianas Mezenga e Berdinazzi. Por disputa de terras, impediam o amor de seus filhos Enrico (Leonardo Brício) e Giovanna (Letícia Spiller). Anos depois, no Brasil, o filho do casal se torna um importante fazendeiro, Bruno Mezenga (Antonio Fagundes), conhecido como “o rei do gado”. A novela também tratou de assuntos políticos como a Reforma Agrária, defendida por um Senador, na novela o personagem era vivido por Carlos Vereza. (Leia mais sobre “O Rei do Gado)

Em 1999, Benedito Ruy Barbosa voltou a falar de imigração, em “Terra Nostra“. A novela narrava a saga dos italianos Mateu (Thiago Lacerda) e Juliana (Ana Paula Arósio), que se apaixonavam no navio que os traziam para o Brasil, no final do século XIX. Originalmente, “Terra Nostra” teria várias fases e ficaria quase um ano no ar, passando por várias décadas do século XX até chegar aos dias atuais. Mas, devido ao sucesso da história do casal protagonista, a novela não mudou de fase e se centrou nisso.

Relembre cenas do primeiro capítulo da novela.

Em 2002, Benedito pretendia fazer uma continuação de “Terra Nostra“, com “Esperança“. Porém, o público rejeitou a ideia e vários fatores fizeram “Esperança” não ser o sucesso esperado. Sob pressão, o autor mudou os rumos da história a fim de salvar a trama. Na metade da novela Benedito teve problemas de saude e teve que se afastar da novela, sendo substituido por Walcyr Carrasco. Walcyr, por sua vez, fez modificações que desagradaram o autor original. (Leia mais sobre “Esperança)

Depois do insucesso de “Esperança“, Benedito voltou para o horário das seis, por vontade da emissora, e passou a fazer remakes de algumas de suas novelas de sucesso, escrevendo com as filhas Edmara e Edilene Barbosa. A primeira delas foi “Cabocla“, em 2004, que na nova roupagem trouxe a estreante Vanessa Giácomo como Zuca e Daniel de Oliveira como Luís Jerônimo, trazendo ainda Tony Ramos, Mauro Mendonça, Patrícia Pillar, Regiane Alves e Danton Mello, no elenco.

No início de 2005, ele deu um tempo nas novelas e escreveu a minissérie “Mad Maria“, que contava a história da Madeireira Mamoré, no norte do Brasil.

Sinhá Moça” veio na sequência, em 2006, com Débora Falabella no papel título, fazendo par com Danton Mello, como Doutor Rodolfo. Desta vez, o papel do Barão de Araruna ficou com Osmar Prado, que o interpretou brilhantemente.

Em 2009, foi a vez do remake de “Paraíso“. O horário das seis vinha registrando baixos indíces de audiência e a novela trouxe uma estabilidade para a emissora. Tal qual os outros remakes do autor, “Paraíso” foi fidedigna ao seu original. Coube a Nathália Dill e Eriberto Leão os papeis de protagonistas, Santinha e Zeca.

Relembre a cena final da novela, em 2009.

Benedito Ruy Barbosa além de ter uma bela história de vida, coleciona grandes sucessos em sua carreira e sempre presenteia o público com suas histórias que revelam o interior deste imenso Brasil.

Foto e Vídeos: Divulgação / Youtube

Clique aqui e leia a 1ª Parte da Homenagem a Benedito Ruy Barbosa

@diniz_paulinho

15 anos depois, a volta de O Rei do Gado no VIVA

Quase 15 anos depois de sua exibição original, a novela “O Rei do Gado” voltou a ser apresentada, agora pelo Canal VIVA, da Globosat.

Uma das novelas de maior sucesso do autor Benedito Ruy Barbosa e da Rede Globo, nos anos 90, O Rei do Gado tem méritos para tal.

Antonio Fagundes na 2ª fase.

Com cenas memoráveis, que mexiam com a emoção do telespectador, e uma história que fazia o mesmo se identificar, vendo a imensidão deste Brasil na TV. Por muitas vezes a novela nos fazia pensar que estávamos vendo algum noticiário, principalmente com as protagonizadas pelo Senador Caxias (Carlos Vereza) ou pelos sem-terras.

Sua primeira fase teve ares de minissérie, requintes cuidados pelo diretor Luiz Fernando Carvalho. Além das brilhantes atuações de Antonio Fagundes, Tarcísio Meira, Eva Wilma, Vera Fischer, Leonardo Brício, Letícia Spiller, Marcelo Antony e Caco Ciocler.

O que não foi diferente também na segunda fase, com Fagundes dando vida ao herdeiro Mezenga e personagem título. Além do já citado Carlos Vereza, e Patrícia Pillar, Raul Cortez, Walderez de Barros, Jackson Antunes, entre outros.

Lavínia Vlasak e Ana Betriz Nogueira fizeram boas estreias.

Capa do 1º CD, que vendeu mais de 1,5 milhões de cópias.

Os cantores Almir Sater e Sérgio Reis tiveram papéis de destaque como os músicos Pirilampo e Saracura, sendo também os interpretes da maioria das canções do segundo CD da trilha sonora.

E por falar em trilha sonora, o volume 1 de O rei do Gado quebrou um recorde de 18 anos, sendo a trilha de novela mais vendida, desde o disco internacional de Dancin’Days, de 1978.

Lembro-me de algumas cenas, como o acidente de Bruno e seus dias de desaparecimento na mata, no meio da novela; o começo do romance dele com Luana, na Fazenda Araguaia; algumas invasões de terras de Regino e seu grupo; o discurso emocionado do Senador Caxias no plenário vazio – motivo de protesto no plenário da vida real, pelo Senador Ney Suassuna; a morte também emocionante de Caxias e a o divertido banho de banheira de Jeremias e Judite, nos capítulos finais.

Leonardo Brício e Letícia Spiller na 1ª fase.

Uma história familiar – Na Itália, as famílias vizinhas Mezenga e Berdinazzi brigam por causa da separação de suas terras por uma cerca.  As famílais proibem o amor entre Enrico (Leonardo Brício), um Mezenga, e Giovanna (Letícia Spíller), uma Berdinazzi.

E para conseguir viver este amor, os dois fogem, mesmo depois de casados. Como fruto, nasce o pequeno Bruno, que herda do pai o ódio pela família da mãe.

Bruno (Antonio Fagundes) cresce e se torna um grande fazendeiro, o rei do gado, vivendo na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo. Enquanto seu tio materno, o único sobrevivente da família, Jeremias Berdinazzi (Raul Cortez) vive no sul de Minas e desconhece a sua existência.

Jeremias procura por sua sobrinha, Marieta, filha de seu irmão Giácomo Guilherme. É quando chega em sua fazenda, Rafaela (Glória Pires), fazendo se passar por ela. Enquanto isso, a verdadeira Marieta desconhece sua própria identidade e atende pelo nome de Luana (Patrícia Pillar), uma boia-fria sem passado, por quem Bruno se apaixona.

Fotos: Divulgação

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