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São Paulo 457 anos: Relembre algumas tramas ambientadas na cidade

Nesta terça (25), a cidade de São Paulo completa 457 anos.  Além de ser uma das principais cidades do mundo e a que acolhe pessoas de toda parte do Brasil e do mundo, a capital paulista é também cenário de muitas novelas e minisséries.

Autores como Sílvio de Abreu, Walcyr Carrasco e Maria Adelaide Amaral sempre ambientam suas tramas na terra da garoa.

Relembre algumas:

A Próxima Vítima (1995): Entre os bairros do Morumbi e do Bexiga, uma parada no Mercadão Municipal, onde estava localizada a Banca do Juca, personagem de Tony Ramos.

O Cravo e a Rosa (2000): As confusões de Catarina (Adriana Esteves) e Petrucchio (Eduardo Moscóvis) se passava na São Paulo da década de 1920.

Um Só Coração (2004): A minissérie foi uma homenagem pelos 450 anos da cidade e se passa entre os anos 1920 e 1950, retratando importantes personagens reais como Yolanda Penteado, Cicillo Matarazzo, Santos Dumont, Assis Chateaubriand, Anita Malfati, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Pagu e Tarsíla do Amaral. Momentos importantes da história do Brasil como a Semana de Arte de 1922 também foram reproduzidos.

Sete Pecados (2007) e Caras e Bocas (2009): Ambas as novelas de autoria de Walcyr Carrasco se passavam em São Paulo, mas não exploravam muito os bairros da capital paulista.

Ciranda de Pedra (2008): Um dos núcleos da novela circulava pelo bairro da Vila Mariana, no final dos anos 1950.

 

A Favorita (2008): Em sua estreia no horário nobre, João Emanuel Carneiro escolheu a cidade para ambientar o conflito entre Flora (Patrícia Pillar) e Donatella (Cláudia Raia).

Tempos Modernos (2010): Um espigão e a Galeria do Rock ambientados na Avenida São João, na região central da cidade, eram os cenários principais da trama.

Passione (2010): Como tradicionalmente as novelas de Sílvio de Abreu se passam em São Paulo, em seu mais recente trabalho isto não foi diferente.  Alguns pontos como o mercado hortfruti Ceagesp eram mostrados na história, lá trabalhava a feirante Candê (Vera Holtz). A trama contava ainda com a perua Clô (Irene Ravache) que queria ser chique e morar no Jardim América, bairro de classe média alta da cidade.

 

Ti Ti Ti (2010): A guerra das tesouras entre Jaques Leclair (Alexandre Borges) e Victor Valentim ( Murilo Benício) transita pela metrópole e cita e mostra alguns de seus pontos como os bairros do Tatuapé e Belenzinho e a rua Anália Franco. Em uma das cenas, a personagem Jaqueline (Cláudia Raia) ameaçava se jogar do Viaduto do Chá.

Fotos: Divulgação

A TRAJETÓRIA DE SUCESSO DE MARIANA XIMENEZ

Embalados com o final de Passione e estreando a sessão que relembra a trajetória de trabalho de atores e autores, a primeira é a atriz Mariana Ximenes, que brilhou como a vilã Clara na trama de Silvio de Abreu.

Relembramos agora os principais trabalhos da atriz.

Em 1998, Mariana estreou na TV, aos 17 anos, na novela Fascinação, de Walcyr Carrasco, no SBT. Ela interpretava Emília e fazia par romântico com Caio Blat.

O trabalho no SBT rendeu a Mariana sua estreia na Rede Globo, com um papel de destaque. Em Andando nas Nuvens (1999), ela interpretou Celi, uma das filhas do protagonista Otávio Montana (Marco Nanini). No início da história, Celi é uma noviça. Depois que sai do convento, a moça se apaixona pelo músico Tiago (Caio Blat, também em sua estreia na emissora).

Bionda, era este o nome da espivitada moça que abandonava os noivos, vivida pela atriz em Uga Uga (2000). Na divertida história de Carlos Lombardi, Bionda aprontava ao lado da prima Tati (Daniele Winits) e era a menina dos olhos do protagonista, o índio branco Tatuapú (Cláudio Heinrich).

Em junho de 2001, meses depois de se despedir de Bionda, Mariana voltou a trabalhar com Walcyr Carrasco, vivendo Isabel, em A Padroeira. A novela de Walcyr teve alguns problemas com audiência e mudou de rumo, deixando o tom sombrio da primeira fase. Com as mudanças, alguns personagens também sofreram alteração. Isabel que no inicio tinha um romance com Diogo (Murilo Rosa), passou a fugir do rapaz na segunda fase, terminando a história nos braços de Faustino (Rodrigo Faro).

Em janeiro de 2003, Mariana era Rosário, uma das protagonistas que dava título à minissérie A Casa das Sete Mulheres, de Maria Adelaide Amaral e Walter Negrão. Na história, que tinha a Revolução Farroupilha como pano-de-fundo, mais uma vez uma personagem de Mariana “corre” de um personagem de Murilo Rosa. Rosário tinha um compromisso com Afonso Corte Real, personagem de Murilo, mas, se apaixona por Estevan (Thiago Fragoso), um dos soldados da guerrilha inimiga. O amor é tanto, que mesmo com a morte do rapaz, o casal continua se encontrando.

Em setembro do mesmo ano, Mariana Ximenes vive Ana Francisca, a protagonista de Chocolate com Pimenta, sua terceira novela de autoria de Walcyr Carrasco.

Após a morte do pai, Aninha, como é chamada, muda-se para Ventura para viver com seus parentes. A moça simples e inocente é humilhada em uma festa perante a cidade e jura se vingar de cada um que riu dela na ocasião. Anos depois, Ana agora rica e bonita, retorna à cidade para cumprir a sua promessa.  Depois de tantos desencontros, a moça enfim termina feliz com o amado Danilo (Murilo Benício).

Em 2005, Mariana mudou o visual, deixando as madeixas curtas e pretas, para estrear no horário nobre, vivendo Raíssa, em América. Na novela de Glória Perez, a menina rebelde era filha do casal problemático Glauco (Edson Celulari) e Haidê (Christiane Torloni). No decorrer da história, Raíssa vira funkeira. Na cena de seu casamento, Raíssa entra na igreja ao som de um funk.

No início de 2006, Mariana deu vida à personagem real Lilia Gonçalves, minissérie JK.

Em abril do mesmo ano, João Emanuel Carneiro teve Mariana Ximenes como protagonista de sua segunda novela, Cobras e Lagartos. A musicista Bel era alvo da inveja da prima Leona (Carolina Dieckmann) e do noivo Estevan (Henri Castelli), que a traía com a vilã. Porém, Bel conhece Duda (Daniel de Oliveira) e se apaixona pelo rapaz.

Em 2008, Lara Fontini era a peça principal da disputa entre Flora (Patrícia Pillar) e Donatella (Cláudia Raia), em A Favorita, também de João Emanuel.  A moça era filha da vilã Flora, que tentava se aproximar dela após sair da prisão, tempo em que tinha sido criada por Donatella. Nas reviravoltas do folhetim, Lara começa namorando Cassiano (Thiago Rodrigues), mas, termina ao lado de Halley (Cauã Reymond).

Se em Cobras e Lagartos, Carolina Dieckmann era a vilã que infernizava a vida Bel, em Passione, foi a vez de Mariana ser a vilã que fez tanto Diana (Carolina) como os demais personagens passaram maus bocados. Com sua primeira vilã, a atriz foi o grande destaque da novela de Silvio de Abreu. Protagonizou cenas quentes ao lado de Reynaldo Gianecchini, Tony Ramos, Cauã Reymond e Daniel Boaventura e foi a grande assassina de Saulo Gouveia (Werner Schunemann), o mistério da novela.

Em meio a mocinhas sofredoras, rebeldes ou vilãs, Mariana Ximenes tem estado cada vez melhor como atriz, colecionando brilhantes trabalhos. E sem dúvida, vem também trilhando uma trajetória de sucesso.

Fotos: Divulgação


Passione chega ao fim revelando com obviedade a grande vilã como assassina

O 209º e último capítulo de Passione foi ao ar com quase duas horas de duração na noite dessa sexta (14).

A tão esperada resposta de quem seria o assassino de Eugênio e Saulo Gouvea veio nos minutos finais da trama, com uma culpada óbvia (a vilã), mas com um motivo surpreendente.

Em nenhum momento, ao longo destes oito meses, alguém poderia imaginar que Clara havia sido abusada por Saulo na sua infância e assim teria claros motivos para assassiná-lo.

Porém, mesmo que tenha aparecido somente no último capítulo, o motivo e o desenrolar do assassinato teve coerência.

A obviedade ficou por conta da causadora, o que tem se tornado comum nos folhetins que reservam “mistérios”. As últimas novelas que utilizaram o recurso do “quem matou” ou “quem fez o quê” decepcionaram o telespectador revelando sempre ser o vilão.

Em Belíssima (2005), do próprio Silvio de Abreu, a vilã Bia Falcão (Fernanda Montenegro) era a mandante de todo o esquema da trama. Em Celebridade (2003) e Paraíso Tropical (2007), ambas de Gilberto Braga, “quem matou Lineu (Hugo Carvana) e Taís (Alessandra Negrini)”, respectivamente, foram os grandes vilões das tramas, Laura (Claudia Abreu) e Olavo (Wagner Moura).

Outra história que Silvio repetiu de Belíssima foi fazer a vilã se passar por morta depois de um acidente de carro e não ser punida no final.

Quanto ao capítulo, repetiu o que as antecessoras têm feito, acontecimentos que poderiam ter ocorrido em outros capítulos e não necessariamente no último, o que o deixa longo.

A trama toda – Ao longo desta semana, o autor Sílvio de Abreu concedeu entrevista a diversos veículos de comunicação. Ele revelou ter ficado satisfeito com o resultado final, dizendo que saiu como ele havia previsto na sinopse.  Claro que nenhum autor vai terminar um trabalho dizendo que foi um fracasso.

O autor disse que a crítica de TV é “despreparada”, devido ao episódio da revelação do segredo do personagem Gerson, interpretado por Marcelo Antony.

Sílvio admitiu ter errado com a personagem Diana (Carolina Dieckmann), a mocinha da história e afirmou que a morte dela também estava prevista. Ele disse que tentou fazer uma heroína moderna, que tivesse o destino nas mãos, mas, o público não a perdoou e a ignorou. No início, Diana troca Mauro (Rodrigo Lombardi) por Gerson, e depois volta para Mauro.

Finalizando, o escritor principal de Passione revelou ainda que um dos momentos mais difíceis no decorrer do trabalho foi o acidente com a atriz Cleide Yáconis, que resultou no afastamento da atriz por dois meses. Ele temia que ela não pudesse voltar.

Cleide Yáconis e algumas outras atrizes como Irene Ravache e Gabriela Duarte tiveram grande destaque na novela, sendo uma das melhores coisas da mesma, com cenas divertidas e personagens diferentes das que elas costumam fazer.

Mariana Ximenez em seu primeiro papel como vilã fez um excelente trabalho. O mesmo não ocorreu com a mocinha Diana, mas, neste caso, talvez o erro tenha sido na escalação da atriz.

Fotos: Divulgação

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