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A Trajetória de Cláudia Raia: uma grande atriz e uma atriz grande

Aos 44 anos de idade e 25 de carreira, Cláudia Raia coleciona personagens de sucesso. Entre mocinhas e vilãs, passando do drama a comédia.

Atualmente ela dá vida à estonteante Jaqueline, no remake de “Ti Ti Ti”. Uma personagem que, segundo ela, “a possibilita ir de A a Z, do melodrama a comédia”.

Vamos relembrar alguns destes personagens de sucesso interpretados pela atriz.

Em 1985, Cláudia estreou em grande estilo. Em horário nobre global e na novela mais bem-sucedida da história, “Roque Santeiro”, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Ela era Ninon, uma das dançarinas da boate Sexus, de Matilde (Yoná Magalhães), que esquentava as noites da cidade de Asa Branca, onde se passava a trama.

 

Como a feirante Tancinha, de Sassaricano

No ano seguinte, Cláudia fez o primeiro de seus trabalhos com o autor Sílvio de Abreu, em “Cambalacho” e em 1987, atuou em “O Outro”, de Aguinaldo Silva, como Edwirges. Mas, foi no final deste ano, que ela caiu nas graças do público como a feirante Tancinha, em “Sassaricando”. Tancinha  colocava as mãos nos seios ao oferecer melão na feira e com um sotaque paulistano carregado, ela repetia que estava “todo dividinha”, referindo-se à sua situação amorosa entre Beto (Marcos Frota) e Apolo (Alexandre Frota). Cláudia e Alexandre eram casados na época.

 

Na TV Pirata, como Tonhão

Depois de Sassaricano, na qual Cláudia mostrou seu tino para a comédia, a atriz integrou o elenco do humorístico “TV Pirata”, na qual fazia entre outras personagens, a presidiária Tonhão.

A bailarina das coxas grossas.

Em 1990, na novela “Rainha da Sucata”, também de Sílvio de Abreu, ela fez sucesso como Adriana, a “bailarina das coxas grossas”, que tinha um romance com o gago professor Caio (Antonio Fagundes).

Entre o cais do Porto de Santos e a capital São Paulo, se passava “Deus nos Acuda”, de 1992, na qual como a golpista Maria Escandalosa, Cláudia era a protagonista que se regenerava ao longo da trama. Nesta novela a atriz começou seu namoro e posterior casamento com o ator Edson Celulari, que era seu par romântico, como o rico Ricardo Bismachi.

Com Edson Celulari, em Deus nos Acuda (1992).

Em 1995, Cláudia deu vida à protagonista-título de “Engraçadinha, seus amores e seus pecados”, na segunda fase da minissérie. Neste mesmo ano, ela fez uma participação especial no último capítulo de “A Próxima Vítima”, como a última vítima.

Nos anos seguintes, a atriz participou de programas como “Você Decide” e “A Comédia da Vida Privada”. E estrelou seu próprio programa na Globo, o musical “Não Fuja da Raia”.

 

A vilã Ângela Vidal, de Torre de Babel.

Até que em 1998, ela volta às novelas vivendo a maquiavélica vilã Ângela Vidal, na conturbada “Torre de Babel”.

Na saga italiana de Matheu (Thiago Lacerda) e Juliana (Ana Paula Arósio), em “Terra Nostra”, de 1999, Cláudia foi a espanhola Hortência, uma personagem carregada de dramas.

Em “As Filhas da Mãe”, de 2001, Sílvio de Abreu reservou à Cláudia uma personagem diferente, a transexual Ramona, uma das filhas da mãe. Ramona se mostrava mais esperta do que as irmãs Tatiana (Andréa Beltrão) e Alessandra (Bete Coelho), nas trapaças das duas contra ela. E ainda, terminou a novela ao lado de Leonardo (Alexandre Borges), que não se conformava com a nova condição da moça.

Veja o vídeo em que Ramona reaparece em “As Filhas da Mãe

 

Em O Beijo do Vampiro (2002).

Na vampiromania de “O Beijo do Vampiro”, Cláudia Raia garantiu boas cenas ao lado de Tarcísio Meira, como os vampiros Mina e Bóris, respectivamente. Nesta época, Cláudia engravidou de sua segunda filha, Sophia, afastando-se da novela e voltando na reta final. Sua gravidez foi usada pela personagem, que gerou a vampirinha Pandorinha.

Em cena de Belíssima (2005/06).

2005 começou com Cláudia participando da minissérie “Mad Maria” e terminou com a atriz interpretando a atrapalhada Safira, de “Belíssima”. A personagem já tinha sido casada com um italiano, um português, um turco e um japonês, e termina a história com o mecânico paulistano Pascoal, vivido por Reynaldo Giannechinni.

 

Em Sete Pecados.

Em 2007, a atriz voltou a viver uma vilã em “Sete Pecados”, de Walcyr Carrasco. Na época, houve rumores de que Cláudia estava descontente com a personagem e com os rumos da história e teria pedido para sair. A vilã Ágatha morre com a explosão de uma bomba, que culmina no desenrolar de vários mistérios da novela.

 

Com Patrícia Pillar, em A Favorita. O autor manteve o suspense de quem era a vilã.

No ano seguinte, ao lado de Patrícia Pillar, Cláudia Raia foi uma das peças de João Emanuel Carneiro para instigar o público de “A Favorita”, que não sabia qual das personagens das atrizes era a mocinha e a vilã da história. Com todas as evidências para ser a vilã, Donatella, personagem de Cláudia, era na verdade a mocinha e Flora, a de Patrícia, era a grande vilã, que fez da vida de Donatella um inferno nos capítulos seguintes.

Em 2010, Cláudia anuncia sua separação com Edson Celulari. E logo depois, ela estreia o remake de “Ti Ti Ti”, como a divertida perua Jaqueline Maldonado. Jaqueline sempre dá um jeito para tudo e também acaba fazendo novas amizades com isso, sempre com alto astral.

Veja o vídeo com uma cena de Cláudia no primeiros capítulos de “Ti Ti Ti”

Rica, pobre, divertida, dramática, alegre, triste, mocinha, vilã… Em todas as suas personagens, Cláudia Raia consegue dar um toque diferente. E é sempre uma pessoa agradável de ver na telinha, interpretando ou como ela mesma. É uma atriz grande e uma grande atriz.

Fotos: Divulgação

Vídeos: Youtube

@diniz_paulinho


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