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GLOBO 46 ANOS DE TELENOVELAS – PARTE 1

Leila Diniz e Reginaldo Faria em cena de "Ilusões Perdidas" (1965)

 26 de abril de 1965. Entrava no ar a Rede Globo de Televisão. E neste mesmo dia, como parte da programação da emissora, estreava também a sua primeira telenovela, “Ilusões Perdidas”. Nesta época, o formato era diferente do de hoje. Os capítulos eram exibidos duas vezes por semana, ao vivo e com vinte minutos de duração cada. Em seu total, uma novela ficava três meses no ar. O enredo também era mais curto, o que consistia em um elenco bem enxuto. “Ilusões Perdidas”, por exemplo, contou com apenas oito atores.

Ainda nos anos 60, a Globo contratou a cubana Glória Magadan que começou a escrever novelas que se passavam na Corte Austríaca, no Marrocos, no Japão e em reinos europeus, e não condiziam com a realidade brasileira. Em 1967, Janete Clair foi contratada para auxiliar Glória Magadan e escreveu “Anastácia, a Mulher Sem Destino” e depois, “Sangue e Areia”.

Até que em 1969, a TV Tupi produz a novela “Beto Rockfeller”, ambientada no Brasil e com a realidade do país. A novela foi um grande sucesso e fez as outras emissoras mudarem seus padrões. A Globo acompanhou as demais. Demitiu Glória Magadan e contratou Dias Gomes e permaneceu com Janete. E ainda em 1969, estreou a novela “Véu de Noiva”, já com a nova roupagem.

Tarcísio Meira e Glória Meneses, em "Irmãos Coragem"(1970)

A partir da década de 1970, a telenovela se tornou um dos principais produtos da emissora. Neste mesmo ano, Janete Clair escreveu aquela que seria um grande sucesso, “Irmãos Coragem”. A novela chamou atenção não só das mulheres, mas também dos homens, um feito para a época.  Ficou no ar mais de um ano e teve 328 capítulos.

Francisco Cuoco e Regina Duarte, protagonistas de "Selva de Pedra" (1972)

Esta foi uma década de experimentalismo na emissora, com novelas inovadoras.  Logo na primeira metade da década, podemos citar: “O Rebu”, em que toda a trama se passava em uma noite e o dia seguinte e instigava o público a descobrir quem morreu e quem matou; “Selva de Pedra”, que em determinado capítulo atingiu 100% de audiência na cidade do Rio de Janeiro; e “O Bem-Amado”, com a história do prefeito que queria que alguém morresse para inaugurar o cemitério da cidade.

Em 1975, a Globo completava 10 anos e queria comemorar com grandes produções e “Roque Santeiro” era uma delas. Mas, a ditadura descobriu por grampo no telefone do autor Dias Gomes que a novela era adaptação da peça dele “O berço do Heroi”, que havia sido censurada. E a novela foi também censurada no dia de sua estreia. A notícia foi dada no Jornal Nacional. Para tapar o buraco, a emissora colocou no ar a reprise de “Selva de Pedra” compactada e encomendou uma nova novela a Janete Clair, com o elenco de “Roque”. Às pressas, Janete criou “Pecado Capital”, o que acabou sendo um grande sucesso.

No mesmo ano, a emissora estreou um novo horário de novelas, às seis horas, com adaptações de obras literárias e em até 80 capítulos. Foi produzida então “Senhora”, “A Moreninha”, “Escrava Isaura”, “A Sucessora”, “Maria Maria”, “Dona Xepa”, entre outros. Nesta segunda metade da década, foram produzidas outras novelas de sucesso em outros horários, como “Anjo Mau“, de Cassiano Gabus Mendes, às sete; “Saramandaia”, de Dias Gomes, às dez;  “O Astro”, de Janete Clair (que terá remake em julho deste ano), e “Dancin’Days”, de Gilberto Braga, às oito.  Esta última ditou moda com as meias de lurex, sandálias altas, roupas coloridas e os sucessos de discotecas.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

Acompanhe amanhã a 2ª Parte.


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OS 25 ANOS DO REMAKE DE SELVA DE PEDRA

Há 25 anos entrava no ar no horário nobre da Rede Globo o remake de um dos maiores sucessos da emissora, Selva de Pedra. A obra original é de Janete Clair, de 1972, e a nova versão foi escrita por Regina Braga.

A novela teve bons índices de audiência, porém, abaixo de sua antecessora, o mega sucesso “Roque Santeiro”, a novela de maior audiência da Globo.

Com 160 capítulos, foi exibida entre 24 de fevereiro e 23 de agosto de 1986.

Cristiano (Tony Ramos) e Simone (Fernanda Torres)

Sinopse – Selva de Pedra conta a história de Cristiano Vilhena e Simone Marques, vividos por Tony Ramos e Fernanda Torres.

Simone é a unica testemunha da inocência de Cristiano, acusado de assassinato. Eles fogem para o Rio de Janeiro, onde se casam e ele vai trabalhar com o tio, Aristides (Walmor Chagas). O vilão Miro (Miguel Falabella) aproveita-se da ambição de Cristiano para tentar convencê-lo a deixar Simone e se casar com Fernanda (Christiane Torloni), a noiva de seu primo Caio (José Mayer), mas, apaixonada por Cristiano. Miro então persegue Simone em uma estrada e ela capota o carro e passa-se por morta.

 

Falabella como Miro.

Sentindo-se culpado pela morte da esposa, Cristiano não consegue se casar com Fernanda.

A reviravolta da história se dá com a volta de Simone se passando pela sua irmã, Rosana Reis, e acusa Cristiano por tentar matá-la. Porém, a farsa de Simone é descoberta.

 

Fernanda veste vestido de noiva preto.

Uma cena marcante da novela é o casamento de Fernanda com Caio. A noiva entra na igreja com um vestido de noiva preto.

No final, Cristiano e Simone têm um final feliz juntos. E os vilões são punidos. Miro morre ao ser perseguido pela polícia e Fernanda enlouquece.

Regina Duarte e Francisco Cuoco na 1ª versão.

Original – A obra original teve Regina Duarte e Francisco Cuoco como os protagonistas. Fernanda foi vivida por Dina Sfat. Miro, por Carlos Vereza. E Caio, por Carlos Eduardo Dolabella.

A novela exibida em 243 capítulos teve um marco histórico na Teledramaturgia. O capítulo em que Simone é desmascarada deu 100% de audiência na cidade do Rio de Janeiro.

Veja o vídeo em que Simone é desmascarada, na 2ª versão.

 

Fotos: Divulgação

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