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NA TRILHA DE MART’NÁLIA

O nome dela é uma junção do nome dos pais, os cantores Martinho da Vila e Anália Mendonça, Mart’nália. Nos últimos anos algumas músicas do repertório da cantora compuseram a trilha de várias novelas. Vamos entrar na trilha de Martnália e relembrar alguns destes sucessos.

Em 2005, a música Arpoador fazia parte da trilha de “A Lua Me Disse“. Neste mesmo ano, Pé Do Meu Samba fez parte da trilha samba de “América“.

Em 2007, o malandro Ivan (Bruno Gagliasso) tinha como tema Cabide, na carioca “Paraíso Tropical“. No final do ano, a voz de Mart’nália pode ser ouvida na Rede Record, em “Amor e Intrigas“, Menino do Rio era tema de locação.

A música Cabide, no DVD “Mart’nália em Berlim ao vivo”

Em 2008 deu praia e a regravação de Don’t Worry, Be Happy foi o tema de abertura de “Três Irmãs“.

Já em 2010, a voz da herdeira de Martinho da Vila estava em diferentes produções. Capital do Tempo era o tema do protagonista Leal Cordeiro (Antonio Fagundes), em “Tempos Modernos“. Em “Escrito Nas Estrelas”, a regravação da bem-humorada Mamão Passou Açucar em Mim tocava para o boa-vida Jair (André Gonçalves). E no seriado “As Cariocas“, a música Menina.

Mart’nália canta Mamãe Passou Açucar em Mim, no Baile do Simonal.

Atualmente, em “Insensato Coração”, Natalie Lamour (Deborah Secco) tem um tema à altura de sua exuberancia, Ela é Minha Cara. A música versa: “Causa reboliço aonde passa, desce mais redondo que a cachaça… Ela é a fulana de tal, o seu palácio vai do Leme ao Pontal, é a minha mais entre as dez mais!”

Foto e Vídeos: Divulgação / Youtube

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OS 70 ANOS DO AUTOR WALTER NEGRÃO

Neste dia 24 de maio um grande profissional da teledramatugia brasileira comemora 70 anos de vida, o autor Walter Negrão.

Nascido em Avaré, no interior de São Paulo, trabalhou como jornalista em jornal e revista e iniciou sua carreira na TV como ator, nos anos 1950. No final desta mesma década, estreou como autor, escrevendo para o “Grande Teatro Tupi“.

Em telenovelas, seus primeiros trabalhos foram adaptações de textos radiofônicos e no final da década de 60 começou a trabalhar com Geraldo Vietri, com quem colaborou em “Antônio Maria” (1968/69), e dividiu a autoria de “Nino, o italianinho” (1969/70).

Na Rede Globo estreou em 1970, finalizando a novela “A Cabana do Pai Tomás”, e em seguida, “A Próxima Atração“. Em 1972, escreveu o sucesso “Primeiro Amor“. Nesta novela criou a dupla de personagens Shazan e Xerife, que originou um seriado. Nos anos seguintes escreveu “Cavalo de Aço” e “Super Manoela“. E na segunda metade da década voltou a escrever novelas para Tupi.

Em 1980 retornou à Globo e logo de cara escreveu “Chega Mais” (1980), seguida de “As Três Marias” (1980/81), o seriado “Obrigado Doutor” (1981), e supervisionou “O Amor é Nosso” (1981). Ainda nesta década escreveu “Livre Para Voar”  (1984/85) e  “De Quina Pra Lua” (1985/86) , e os grandes sucessos de sua carreira: “Pão Pão Beijo Beijo” (1983), “Direito de Amar” (1987), “Fera Radical” (1988) e “Top Model” (1989), esta em parceria com Antonio Calmon.

Nos anos 90, escreveu as minisséries “O Sorriso do Lagarto” (1991)e “Madona de Cedro” (1994) e as novelas “Despedida de Solteiro”, “Tropicaliente” (1994), “Anjo de Mim” (1996/97) e “Era Uma Vez” ((1998/99), no horário das seis. E no final da década e inicio da de 2000, “Vila Madalena“, no horário das sete.

Já nos anos 2000, dividiu a autoria da minissérie “A Casa das Sete Mulheres” (2003), com Maria Adelaide Amaral. E escreveu as novelas: “Como Uma Onda” (2004/05), “Desejo Proibido” (2007/08) e, recentemente, “Araguaia” (2010/11), todas no horário das seis.

Negrão é um autor discreto, não faz grandes alardes com suas novelas, mas sempre conta boas histórias. Mesmo com tantos trabalhos no currículo, é perceptível uma vontade em se fazer o trabalho. Uma de suas características é sair sempre do eixo Rio-São Paulo e mostrar o Brasil. Maringá (PR), em “Despedida de Solteiro“, Fortaleza (CE), em “Tropicaliente“, Florianópolis (SC), em “Como Uma Onda“, Minas Gerais, em “Desejo Proibido” e o “Araguaia“.

E saude para o Negrão, para que venham outros ‘brasis’ por ai.

No livro “Autores – Histórias da Teledramaturgia”, do Projeto Memória Globo, Negrão diz:

Gosto de conhecer gente. Quando viajo, não me interessam as pontes, os castelos. Prefiro as pessoas. Gente sempre traz história.

Foto: Divulgação

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