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A TRAJETÓRIA DE ADRIANA ESTEVES

Ela foi descoberta em um concurso no programa do Faustão, daí então foi fazendo trabalhos na TV e ganhando seu espaço. No inicio, foi até criticada, mas, se tornou uma grande atriz. Tem tino para a comédia e dose certa para o drama. Nos últimos anos, foi presenteada com várias protagonistas, como a da atual novela das sete, “Morde e Assopra“. Vamos acompanhar a trajetória da atriz Adriana Esteves.

Em 1989, no quadro Estrela por um dia, do “Domingão do Faustão“, Adriana disputou com Flávia Alessandra e Gabriela Duarte uma vaga para a novela “Top Model“. Flávia acabou vencendo e ficou com o papel prometido, porém, Adriana e Gabriela também participaram da novela.

Em "Meu Bem Meu Mal", sua 2ª novela.

No ano seguinte, a atriz deu vida a jovem Patrícia, em “Meu Bem Meu Mal“. Na trama de Cassiano Gabus Mendes, a personagem se aproximava de Ricardo Miranda (José Mayer) para uma vingança de família. Por fim, ela acaba se apaixonando verdadeiramente e eles ficam juntos no final.

Com Maurício Mattar, em "Pedro Sobre Pedra".

Em 1992, ao lado de Maurício Mattar viveu um romance à la Romeu e Julieta, em “Pedra Sobre Pedra“. Os personagens eram filhos dos inimigos Pillar Batista (Renata Sorrah) e Murilo Pontes (Lima Duarte), respectivamente.

Em "Renascer", como Mariana.

Em 1993, Adriana foi criticada pela mídia por conta de sua atuação em “Renascer“, como Mariana.

Ao lado de Edson Celulari, seu par na minissérie "Decadência"

Na forte minissérie “Decadência“, de 1995, a qual retratava o declínio de uma família conservadora e a política do Brasil entre os anos de 1984 e 1992, a atriz viveu a protagonista Carla. A personagem vive um romance com o ex-motorista da família, vivido por Edson Celulari, mesmo tendo ideais diferentes.

Na novela "Razão de Viver", no SBT.

Em 1996, Adriana trocou a Globo pelo SBT e protagonizou ao lado de Irene Ravache e Joana Fomm, a novela “Razão de Viver“. Nesta época conheceu seu primeiro marido, o ator Marco Ricco, com quem teve um filho e ficou casada até 2003.

Na 2ª fase de "A Indomada", como Helena.

No ano seguinte, voltou a Globo, protagonizando a novela “A Indomada“. Na obra de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, viveu Eulália, na 1ª fase, e Lúcia Helena, na 2ª, e novamente fez par romântico com José Mayer.

Em “Torre de Babel“, em 1998, começou a mostrar o seu lado cômico, como a vilã Sandrinha. No último capítulo, descobre-se que a personagem era a culpada pela explosão do shopping, que suscitava no grande mistério da trama.

Começando os anos 2000, em um papel bem diferente do que havia feito até então. No horário das seis, encarnou a feminista Catarina Batista, que vivia como cão e gato com o o rústico Julião Petrucchio (Eduardo Moscóvis), em “O Cravo e a Rosa“. Na trama de Walcyr Carrasco, ela atirava pratos e vasos para todos os lados.

Em 2002, continuou no horário das seis, agora com ares de vilania, dando expediente como a mimada Amélinha Mourão, em “Coração de Estudante“. Na segunda metade da novela, e personagem ficou engraçada e teve um final feliz ao lado do apaixonado peão Nélio (Vladimir Britcha).

Em 2003, Adriana repetiu o par com Britcha no início de “Kubanacan“. Alguns anos depois se ele tornaria seu marido. Neste mesmo ano, ela se separou de Marco Ricca.

Em “Kubanacan“, a atriz vivia a dona-de-casa que se torna cantora, Lola Calderón. E fez par pela primeira vez com Marcos Pasquim, que vivia o protagonista Esteban Maroto.

Em 2004, ela participou dos primeiros capítulos de “Senhora do Destino“, sendo a vilã Nazaré Tedesco, na 1ª fase da novela. A participação foi curta, mas boa o suficiente para ser lembrada pelo bom trabalho da atriz.

Com Pasquim em "A Lua Me Disse".

Em 2005, Adriana e Pasquim repetiam o par, em “A Lua Me Disse“, mas, no decorrer da trama, o personagem dele se torna vilão. E a dela, a protagonista Heloísa, se apaixona por Gustavo, vivido por Wagner Moura, em sua estreia em novelas. Mesmo a trama de Miguel Falabella e Maria Carmem Barbosa sendo bem-humorada, Heloísa tinha uma carga dramática mais forte.

Dois anos depois, a Globo resolve colocar no ar como série o especial de fim de ano “Toma Lá Dá Cá“, na qual Adriana encarna a divertida dona-de-casa Celinha. A série ficou no ar entre 2007 e 2009, em três temporadas. Celinha era casada com Mário Jorge (Miguel Falabella) e vizinha de seu ex-marido, Arnaldo (Diogo Vilela), agora casado com a ex de seu marido, Rita (Marisa Orth). Quando nervosa, Celinha saltitava a mão no peito, tendo palpitações.

Na minissérie "Dalva e Herivelto".

Enquanto ainda estava no ar na última temporada de “Toma Lá Da Cá“, a atriz gravou a minissérie “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor“, interpretando a cantora Dalva de Oliveira, ao lado de Fábio Assunção, que vivia o compositor Herivelto Martins. A minissérie em 5 capítulos foi ao ar toda gravada, em janeiro de 2010.

Também em 2010, Adriana participou da série “As Cariocas“, protagonizando o episódio A Vingativa do Meier.

Na atual novela das sete, "Morde e Assopra".

Agora em 2011, ela pode ser vista como a pesquisadora Júlia, protagonista da novela das sete, “Morde e Assopra“. Em sua segunda novela de Walcyr Carrasco, a atriz faz par romântico pela terceira vez com Marcos Pasquim. No início das gravações, Adriana Esteves viajou com a equipe para o Japão. Na época, concedeu uma entrevista a um jornal, no qual falava emocionada sobre a viagem. Após pesquisa com telespectadores, o autor aumentou a participação da personagem nos demais núcleos da novela, sinal da boa aceitação da protagonista.

Em mais de 20 anos de carreira, é perceptível um amadurecimento da atriz. Ao longo desses anos, ela coleciona diferentes personagens, entre dramas e comédias, sempre pontuadas pela sua excelente interpretação.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

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OS 35 ANOS DA ESTREIA DE “O FEIJÃO E O SONHO”

Em 28 de junho de 1976, entrava no ar uma novela diferente das que a Rede Globo costuma apresentar no horário das seis, ” O Feijão e o Sonho”. A novela escrita por Benedito Ruy Barbosa, uma adaptação da obra homônima de Orígenes Lessa, se diferenciava das anteriores ambientadas em séculos passados.

A obra contava a história do sonhador poeta Juca (Cláudio Cavalcante), que queria viver de sua poesia, à contragosto de sua mulher, Maria Rosa (Nívea Maria). Porém, seus rendimentos escrevendo para  jornais e dando aulas para alunos que não podiam lhe pagar eram inferiores às despesas da família. Pelos problemas financeiros, Juca se rende às azucrinações da esposa e arruma um outro emprego, deixando seu sonho de lado.

Veja o vídeo com cenas da novela:

A história se divide em quatro fases da vida do casal e se passa em ambiente diferentes. Inicia-se em 1925, quando o casal se conhece, na cidade de Sorocaba, interior de São Paulo. Entre os anos de 1925 e 1927, se passa no bairro paulistano do Bixiga. Em 1937, na cidade catarinense de Capinzal. E a última fase, se dá entre os anos de 1946 e 1947, novamente na capital paulista.

As gravações das diferentes fases também foram feitas em lugares diferentes. Embora a maior parte da história se passe em São Paulo, as cenas eram gravadas em cidades do Estado do Rio de Janeiro. Para as duas primeiras, foram escolhidas as cidades de Conservatória e Itacuruçá, respectivamente. A terceira, tomou como locação uma vila de agricultores próxima à Conservatória. E a São Paulo da última fase era na verdade a capital carioca, com cenas gravadas em ruas do Jardim Botânico e no Centro. Devido a um incêndio que destruiu parte das instalações da Rede Globo, em junho daquele ano, as cenas de interior foram gravadas nos estúdios da TV Educativa.

 

Vídeo: Youtube

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NILSON COMENTA “QUEM É VOCÊ”

*Por Nilson Xavier

Em 1995, após o sucesso de “A Viagem”, Ivani Ribeiro apresentou à Globo uma trama inédita, com o título de “Caminho dos Ventos”. A sinopse foi aprovada para o horário das 6 mas Ivani não chegou a desenvolver este trabalho pois viria a falecer ainda naquele ano. A novela foi entregue à sua habitual colaboradora, Solange Castro Neves, que escreveu apenas os primeiros capítulos de “Quem É Você”, o título final. Mas Solange desentendeu-se com a Globo e foi demitida. A novela passou então para as mãos de Lauro César Muniz, que fazia a supervisão do texto.

“Quem É Você” não foi um sucesso, tinha um elenco irregular, uma trama principal que não despertou o interesse do grande público, e tramas paralelas inconsistentes. Mas eu, particularmente, me interessei pela novela, principalmente em um pedaço da história em que a vilã Beatriz (Cássia Kiss) é perseguida pela mocinha Maria Luísa (Elizabeth Savala). Depois de sofrer nas mãos da irmã má, Maria Luísa desaparece, e arquiteta uma vingança contra a megera Beatriz. Esta foi a melhor parte de “Quem É Você”, com direito a uma sala de falso espelho por onde Maria Luísa vigiava a irmã malvada. Um dos raros casos em nossa teledramaturgia em que a mocinha se volta contra a vilã opressora muito antes do final da novela.

Merece destaque também o núcleo de uma casa para idosos onde moram simpáticos velhinhos abandonados por suas famílias. Seus dramas são discutidos com leveza e até humor, sem deixar de criticar esta situação por qual passam várias pessoas na terceira idade. Foi mérito também da produção reunir um belo elenco de atores veteranos – alguns até afastados da TV naquela época: Castro Gonzaga, Ênios Santos, Eloísa Mafalda, Vanda Lacerda, Cléa Simões, Alberto Perez, Eva Todor, Ruth de Souza, Norma Geraldy, Lafayette Galvão, Dirce Migliaccio e Lídia Mattos.

A abertura – com máscaras do carnaval de Veneza – trazia a bela canção “Noite dos Mascarados” numa gravação de Emílio Santiago:

“.. Hoje eu sou da maneira que você me quer / O que você pedir eu lhe dou / Seja você quem for / Seja o que Deus quiser..”

Veja o vídeo com a abertura:

Vídeo: Youtube

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Recentemente lançou também o Blog Noveludo.

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RELEMBRE AS CHAMADAS E ABERTURAS DE “O AMOR ESTÁ NO AR”

Aproveitando o embalo dos dias dos namorados, no último domingo (12), nesta semana vamos relembrar o clima de romance que pintou em 1997 no horário das seis Global, com as chamadas e abertura da novela  “O Amor Está No Ar”.

A abertura mantinha o clima da novela. Bem colorida, com vários desenhos românticos e com a palavra “Amor” escrita várias vezes em diferentes idiomas. Os créditos surgiam passando na horizontal, da direita para a esquerda, começando com os nomes dos atores BettyLago, Natália Lage e Rodrigo Santoro. O tema não poderia ser outro, Love is in the air, de John Paul Young.

A novela, com autoria de Alcides Nogueira, foi exibida de 31 de março a 6 de setembro de 1997. Infelizmente, nunca foi reprisada. A trama trazia também elementos da cultura circense, da religião judaica e ETs.

Relembre a chamada de história, que foi ao ar na véspera da estreia.

Vídeos: Youtube

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NILSON COMENTA “ANDANDO NAS NUVENS”

*Por Nilson Xavier

O autor Euclydes Marinho obteve mais êxitos como roteirista de minisséries e seriados do que de novelas. Em 1999, ele levou ao ar a novela “Andando nas Nuvens”, uma divertida história sobre um homem que sai do coma depois de mais de uma década e tem que se adaptar a um admirável mundo novo, onde a sociedade e a ciência evoluíram acompanhadas de tecnologias completamente inusitadas para ele.

O grande destaque foi a interpretação de Marco Nanini, como Otávio Montana, o protagonista que andava nas nuvens, mas com os pés no chão. Passando por lunático, conseguiu dar um chapéu no vilão San Marino (Claudio Marzo), o culpado pelos seus males. Com ares de sitcom, leve e divertida sem ser histriônica, essa novela me prendeu desde o início, apesar de não ter sido um grande sucesso e nem de ser muito lembrada.

Direção geral segura do experiente Denis Carvalho, trilha sonora pop e irresistível e elenco bem escalado. Entre os personagens, alguns mereceram destaque, como a impagável dupla Lucia Helena e Judite – vividas por Julia Lemmertz e Nicette Bruno -, ex-mulher e mãe do jornalista Chico Motta (Marcos Plameira), que se odiavam mas passaram a se unir para impedir os novos romances do rapaz. E ainda uma participação hilária de Regina Dourado, como a amalucada mãe de Raul (Marcello Novaes) que trocava os nomes dos personagens – chamava Otávio Montana de Seu Montanha, e confundia o filho com os irmãos dele! Merecia uma reprise.

Foto: Divulgação

* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Recentemente lançou também o Blog Noveludo.

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NILSON COMENTA “FEIJÃO MARAVILHA”

*Por Nilson Xavier

Em 1979 eu tinha 10 anos de idade. E foi com o olhar de uma criança de 10 anos que acompanhei a chanchada novelística “Feijão Maravilha“, uma espécie de homenagem à companhia Atlântida de cinema. Ou seja, para mim foi uma novela deliciosa! O romance estava numa personagem açucarada demais (Eliana, de Lucélia Santos) e em um mocinho trapalhão (Anselmo, de Stepan Nercessian).

Mas era no pastelão policial que a novela se calcava. Como não amar os carregadores de malas Benevides (Grande Otelo) e Oscar (Olney Cazarré) – que supria a falta de Oscarito, parceiro de Grande Otelo na Atlântida. O casal romântico mais famoso da Atlântida, Anselmo Duarte e Eliana Macedo estavam no elenco. Eles eram os pais de Eliana, que não por acaso tinha esse nome – assim como o par da personagem não por acaso se chamava Anselmo. A melhor amiga de Eliana era Adelaide, papel de Elizângela, numa alusão à atriz Adelaide Chiozzo, parceira de Eliana Macedo na Atlântida – que por sua vez, e não por acaso, atuava na novela como mãe da personagem de Elizângela e melhor amiga da personagem de Eliana Macedo. Confuso? Não!

O grande vilão da Atlântida, José Lewgoy vivia o temido vilão Ambrósio, figura sinistra, sempre acompanhado pela bela e ingênua Marylin Meyer, uma versão tupiniquim do estereótipo de Marylin Monroe. Ambrósio vivia tendo cenas com a figura do Sombra, um personagem misterioso que nunca aparecia. Ao final, descobria-se que era um irmão gêmeo de Ambrósio.

Eles eram hóspedes do Hotel Internacional, um cinco estrelas onde os personagens se encontravam. Destaque para os bandidos gangsteres-mafiosos vividos por Older Cazarré, Ivan Setta, Felipe Carone e o hilário Walter d’ Ávila. Cada um com uma característica digna de personagem de desenho animado.

 Ou seja, com um elenco desse, e com tanta alusão à Atlântida, “Feijão Maravilha” não podia ser considerada uma novela comum, era uma anti-novela. Humor pastelão e situações surreais permeavam a trama. E tudo isso antes de Silvio de Abreu revolucionar o horário das sete com Guerra dos Sexos. Talvez por isso “Feijão Maravilha” não tenha sido tão bem aceita na audiência. Mas com certeza tinha a audiência de crianças de 10 anos na época.

Vídeos: Youtube

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NILSON COMENTA “MICO PRETO”

*Por Nilson Xavier

Sabe aquela novela “trash”?, não fez sucesso mas você amava? Em minha relação destaco a incompreendida “Mico Preto“, apresentada em 1990 às 19 horas, dirigida por Denis Carvalho e Denise Saraceni, escrita por um trio de autores Marcílio Moraes, Leonor Bassères e Euclydes Marinho. O público não gostou da história cínica com humor debochado. A audiência não correspondeu à expectativa de Globo e os autores “largaram mão”, como se costuma dizer: no último capítulo, teve até personagem reclamando da novela para o público!

Tinha a figura de Zé Luis, um gay afetadíssimo vivido por Miguel Falabella que sofria por não poder assumir seu romance com um político que não queria sair do armário para não comprometer sua carreira (Marcelo Picchi).

Tinha Otávio Augusto, sempre engraçado quando apela para o humor, apaixonado por Eva Wilma, uma dona de casa cinquentona para lá de comum – repetindo uma dobradinha já vista em “Transas e Caretas”, em 1984. Tinha Márcia Real, uma ricaça que “dava um chapéu” nos filhos interesseiros – um tipo que Marcia sabe fazer tão bem!

Tinha Gloria Pires em papel posterior à sua inesquecível Maria de Fátima de “Vale Tudo” e apresentando a atriz em uma caracterização tão diferente que assustou num primeiro momento: Gloria estava gorda, de cabelos cacheados e compridos e sua personagem era muito cafona! E o que falar da mãe de Gloria na novela, vivida por Geórgia Gomide, uma mulher tão vulgar que chegava a ser imoral! Inusitado era o romance de sua personagem, Eroltildes (nome mais que apropriado) com a figura de Elias Gleizer! Era um deboche só!

Mas o grande barato de “Mico Preto” era Firmino do Espírito Santo, mais uma ótima criação de Luiz Gustavo. Nunca um tema de abertura explicou tão bem a personalidade e o “psyche du role” de um protagonista como a música de Gilberto Gil:

Se um bacana me chuta eu peço desculpa em que luta pra não complicar.
Se me chamar de bagaço, agradeço, obrigado, um abraço, é isso aí, até já!
Não tenho tempo pra sarro, o sapato furou, acabou o cigarro,
meu time perdeu, guincharam meu carro, pisaram no meu calo
e até a comida o cahorro comeu…
A vida é assim e até minha gata dá pra todo mundo só não dá pra mim!

Foto e Vídeo: Divulgação/Youtube

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* Nilson Xavier é criador do site Teledramaturgia e autor do livro “Almanaque da Telenovela Brasileira”. Esta coluna é publicada todos os finais de semana no Zappiando.

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