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E SAIU O BEIJO GAY…

A Teledramaturgia Brasileira há tempos ensaia um beijo gay. Em todas as novelas das oito que se aproximavam do fim geravam todo um burburinho em torno, em que se prometiam o tal. Isso aconteceu  mais forte com “América”, em 2005, e “Duas Caras”, em 2008. Diziam que as cenas chegavam até a serem gravadas. Mas, na ‘hora H’ não iam ao ar.

O mais próximo que se chegou foi em “Mulheres Apaixonadas”, em 2003, com um selinho.

Eis que agora, em 2011, o SBT resolveu  ser pioneiro e mostrar a cena na novela “Amor e Revolução”.

Fui surpreendido com a notícia pelo Twitter, mas a cena prometida para quarta (11) ficou para o outro dia. E enfim nessa quinta (12), foi ao ar. E um bom tempo no ar. Um longo beijo, que se compara a um “beijo hétero”…rs.

A audiência não subiu. A emissora se manteve com seus mesmos 5 pontos dos capítulos anteriores. Ou seja, um beijo para poucos. Mas, bombou no Twitter.

Daí ouvi comentários do tipo “O SBT fez o que a Globo não teve coragem de fazer!”

Parte do público ainda é bem conservador e há um certo preconceito no meio. Acredito que uma cena como esta, para uma audiência bem maior, como é a da Globo, a proporção seria bem maior.

O SBT não tem nada a perder, está ousando com “Amor e Revolução” e a cena foi bem inserida no contexto da história.

Já a Globo, é sempre mais criticada, teme perder sua audiência e assim acaba temendo também certas “ousadias”.

Mas, há casos e casos. Por exemplo, acredito que caso houvesse um beijo em “Ti Ti Ti” seria bem aceito pelo público, já que o Julinho, brilhantemente interpretado por André Arteche, era muito querido e bem aceito pela audiência.

Depois do primeiro passo do SBT, quem sabe as outras emissoras, não só a Globo como a Record, não se encorajam. E insiram o mero detalhe, que causa tanto assunto, em um contexto que o pede.

Veja a cena de “Amor e Revolução” protagonizada pelas atrizes Luciana Vendramini e Giseli Tigre.

Vídeo: Youtube

@diniz_paulinho

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ABERTURAS: RELEMBREMOS A DE “VEREDA TROPICAL”

Nesta semana vamos relembrar a abertura de “Vereda Tropical”. Era tudo muito colorido, com desenhos que expressavam a tropicalidade, sobrepostos um pelo outro.

O logotipo já aparecia logo no início e, como os demais desenhos, também ia se transformando.

Ney Matogrosso dava o tom com o tema “Vereda Tropical” cantando em espanhol pelo cantor.

Os créditos abriam com os nomes dos protagonistas Mário Gomes, Lucélia Santos e Walmor Chagas, antes da primeira aparição do logo. Seguido pelo crédito “NOVELA DE CARLOS LOMBARDI” e “ARGUMENTO E SUPERVISÃO DE TEXTO DE SÍLVIO DE ABREU”.

Veja o vídeo com a abertura.


A novela foi apresentada de 23 de julho de 1984 a 2 de fevereiro de 1985. E reprisada no Vale a Pena Ver de Novo entre 27 de abril e 23 de outubro de 1987, sendo um sucesso nas duas exibições.

Reveja a Chamada de Reprise.

Vídeos: Youtube

@diniz_paulinho

O FIM DO MUNDO – 15 ANOS: O que você faria se só te restasse esse dia?

“O que você faria, se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar, o que você faria?”

Seria uma minissérie, mas acabou virando uma novela, a mais curta do horário das oito. Em 1996, “O Fim do Mundo”, de Dias Gomes, entrava na grade da Rede Globo para ocupar uma lacuna deixada entre o final de uma novela e o início da outra.

Explode Coração” chegava ao fim no tempo previsto pela autora, Glória Perez, que não queria prorrogar a novela, pois estava próximo o julgamento do assassinato de sua filha. A substituta, “O Rei do Gado”, não estava pronta para entrar no ar. A solução então foi escalar a minissérie de Dias Gomes.

Em 35 capítulos, assim já era anunciado nas chamadas, o autor contava a história dos moradores da fictícia cidade de Tabacópolis que ficou de pernas pro ar após uma previsão de que o mundo iria acabar. Tudo contado em um universo bem característico das obras de Dias.

Veja a chamada de sinopse da novela.


Paulo Betti era o vidente Joãozinho de Dagmar.

Dentre os personagens, destaque para o de Paulo Betti, o vidente João de Dagmar, que exalava perfume e tinha três mulheres. José Wilker encarnava o empresário Tião Socó, dono de uma empresa de tabaco, que dá em cima da cunhada, a bela Gardênia (Bruna Lombardi), para tentar curar sua impotência sexual. Mas, ela não dá bola para ele.

Acreditando que o mundo vai acabar em três meses, esses moradores são capazes de satisfazer os seus desejos mais escusos.

Uma boa e divertida novela, que agradou o público na época e garantiu uma boa audiência, mas quase não é lembrada.

Veja a abertura.

Fotos e Vídeos: Divulgação / Youtube

@diniz_paulinho

EXPLODE CORAÇÃO: OS 15 ANOS DO ÚLTIMO CAPÍTULO

Depois de seis meses envolvidos com a cultura cigana, em 04 de maio de 1996 ia ar o último capítulo de “Explode Coração”.

Em 155 capítulos, a autora Glória Perez contou uma história bem amarrada, que trazia, além da cultura cigana, outros temas como a internet e a questão social das pessoas desaparecidas.

A protagonista Dara (Teresa Seiblitz)

O casal protagonista era interpretado por Tereza Seiblitz e Edson Celulari, que viviam a cigana Dara e o empresário Júlio Falcão.

O merchandising social foi feito através da personagem Odaísa (Isadora Ribeiro), que tem o filho Gugu desaparecido. Ela se une às reais mães da Cinelândia, que por vários capítulos expuseram fotos de seus filhos e familiares desaparecidos. Odaísa tem um final feliz ao reencontrar o pequeno Gugu.

Já o lado cômico da novela ficava por conta do casal Lucineide e Salgadinho, vividos por Regina Dourado e o saudoso Rogério Cardoso. Ela sempre repetia o bordão: “Stop Salgadinho!”

Relembre o casal


Floriano Peixoto viveu um travesti na novela.

Floriano Peixoto deu um show à parte como a travesti Sarita Vitti, que também teve seu final feliz com um amor.

Em questão de duração, “Explode Coração” fugiu do padrão das novelas das oito da emissora, ficou seis meses no ar. Mas, isto já estava previsto, por pedido de Glória Perez. O julgamento do assassinato de sua filha, Daniela Perez, seria em maio, por isso ela queria terminar a novela antes.

Esta foi a primeira novela dos atores Ricardo Macchi e Leandra Leal. Macchi foi muito criticado por sua péssima atuação e até hoje rende piadas em referência ao seu personagem, o cigano Igor.

Foi também a primeira novela totalmente produzida no complexo de estúdios da Rede Globo em Jacarepaguá, o PROJAC.

A abertura da novela era embalada pelo tema Ibiza Dance, instrumental do Grupo Roupa Nova, e tinha a participação da atriz e apresentadora Ana Furtado, antes de ela ser famosa.

Veja o vídeo com a abertura


Maria Luiza Mendonça, Edson Celulari e Teresa Seiblitz

Sinopse – Escondida do pai, a jovem cigana Dara faz curso pré-vestibular e sonha em trabalhar. Se orgulha de suas origens, mas não quer ficar presa às tradições. Por isso mesmo se recusa a se casar com seu prometido, Igor. Pela internet, ela acaba conhecendo o empresário Júlio Falcão, que vive um casamento de aparências com Vera (Maria Luísa Mendonça) e é amante da prima dela, Eugênia (François Fourton).

Ricardo Macchi era o cigano Igor.

Grávida de Júlio, Dara acaba se casando com Igor, que a aceita mesmo assim e juntos eles mantêm este segredo. Na tradição cigana, o homem deve mostrar o pano sujo com o sangue da mulher, na noite de núpcias. Igor corta o próprio pulso e suja a saia de Dara, para que todos acreditem em sua virginadade.

Depois de terem lutado e enfrentando as dificuldades dos mundos diferentes em que vivem, Dara e Júlio só conseguem ficar juntos no último capítulo.

Veja a parte do capítulo em que eles se reencontram e a cena final


35 ANOS DE SARAMANDAIA: O EXPERIMENTALISMO DO REALISMO FANTÁSTICO

“Pavão Mysteriozo, pássaro formoso…”

Há 35 anos, Dias Gomes experimentava uma nova linguagem na Teledramaturgia, o Realismo Fantástico, com a estreia de “Saramandaia”.

Em 160 capítulos, o autor contou a história  do fictício vilarejo baiano de Bole-Bole, cujo seus habitantes se mobilizaram para tentar o nome para Saramandaia. A população estava dividida entre os “tradicionalistas”, liderados pelo coronel Zico Rosado (Castro Gonzaga) e os “mudancistas”, encabeçados pelo prefeito Lua Viana (Antonio Fagundes) e seu irmão, João Gibão (Juca de Oliveira), que justificavam que sentiam vergonha do nome atual, relacionado a uma aventura de Dom Pedro I.

A cidade contava ainda com outros ilustres moradores, um tanto quanto exóticos, como: o professor Aristóbulo (Ary Fontoura), que virava lobisomem em noites de sexta-feira; seu Cazuza (Rafael de Carvalho), que ameaçava cuspir o coração toda vez que se emocionava; Marcina (Sônia Braga), que provoca incêncios com o calor do corpo; Zico Rosado, que solta formigas pelo nariz; e a inesquecível Dona Redonda (Wilza Carla), que explode de tanto comer.

Veja no vídeo uma cena em que o professor Aristóbulo vira lobisomem.

E Zico Rosado soltando formigas pelo nariz.

Para fazer a cena da explosão de Dona Redonda no meio da praça, foi colocado um balão inflável debaixo das roupas da atriz e era enchido na medida que ela andava, por um rolo compressor manual. Para dar a impressão de que ela estava crescendo, a câmera era posicionada de baixo para cima.

Na última cena da novela, João Gibão mostra as asas escondidas durante toda a história e voa sobre a cidade ao som do tema de abertura, “Pavão Mysteriozo”, composto e interpretado por Ednardo. A cena era uma metáfora a  liberdade em meio a repressão da ditadura militar, regime vigente no país na época.

Veja a cena:

Confira o resumo da novela, no Almanaque Globo, exibido no “Vídeo Show”.

Foto e Vídeos: Divulgação/Youtube

@diniz_paulinho

GLOBO 46 ANOS DE TELENOVELAS – PARTE 1

Leila Diniz e Reginaldo Faria em cena de "Ilusões Perdidas" (1965)

 26 de abril de 1965. Entrava no ar a Rede Globo de Televisão. E neste mesmo dia, como parte da programação da emissora, estreava também a sua primeira telenovela, “Ilusões Perdidas”. Nesta época, o formato era diferente do de hoje. Os capítulos eram exibidos duas vezes por semana, ao vivo e com vinte minutos de duração cada. Em seu total, uma novela ficava três meses no ar. O enredo também era mais curto, o que consistia em um elenco bem enxuto. “Ilusões Perdidas”, por exemplo, contou com apenas oito atores.

Ainda nos anos 60, a Globo contratou a cubana Glória Magadan que começou a escrever novelas que se passavam na Corte Austríaca, no Marrocos, no Japão e em reinos europeus, e não condiziam com a realidade brasileira. Em 1967, Janete Clair foi contratada para auxiliar Glória Magadan e escreveu “Anastácia, a Mulher Sem Destino” e depois, “Sangue e Areia”.

Até que em 1969, a TV Tupi produz a novela “Beto Rockfeller”, ambientada no Brasil e com a realidade do país. A novela foi um grande sucesso e fez as outras emissoras mudarem seus padrões. A Globo acompanhou as demais. Demitiu Glória Magadan e contratou Dias Gomes e permaneceu com Janete. E ainda em 1969, estreou a novela “Véu de Noiva”, já com a nova roupagem.

Tarcísio Meira e Glória Meneses, em "Irmãos Coragem"(1970)

A partir da década de 1970, a telenovela se tornou um dos principais produtos da emissora. Neste mesmo ano, Janete Clair escreveu aquela que seria um grande sucesso, “Irmãos Coragem”. A novela chamou atenção não só das mulheres, mas também dos homens, um feito para a época.  Ficou no ar mais de um ano e teve 328 capítulos.

Francisco Cuoco e Regina Duarte, protagonistas de "Selva de Pedra" (1972)

Esta foi uma década de experimentalismo na emissora, com novelas inovadoras.  Logo na primeira metade da década, podemos citar: “O Rebu”, em que toda a trama se passava em uma noite e o dia seguinte e instigava o público a descobrir quem morreu e quem matou; “Selva de Pedra”, que em determinado capítulo atingiu 100% de audiência na cidade do Rio de Janeiro; e “O Bem-Amado”, com a história do prefeito que queria que alguém morresse para inaugurar o cemitério da cidade.

Em 1975, a Globo completava 10 anos e queria comemorar com grandes produções e “Roque Santeiro” era uma delas. Mas, a ditadura descobriu por grampo no telefone do autor Dias Gomes que a novela era adaptação da peça dele “O berço do Heroi”, que havia sido censurada. E a novela foi também censurada no dia de sua estreia. A notícia foi dada no Jornal Nacional. Para tapar o buraco, a emissora colocou no ar a reprise de “Selva de Pedra” compactada e encomendou uma nova novela a Janete Clair, com o elenco de “Roque”. Às pressas, Janete criou “Pecado Capital”, o que acabou sendo um grande sucesso.

No mesmo ano, a emissora estreou um novo horário de novelas, às seis horas, com adaptações de obras literárias e em até 80 capítulos. Foi produzida então “Senhora”, “A Moreninha”, “Escrava Isaura”, “A Sucessora”, “Maria Maria”, “Dona Xepa”, entre outros. Nesta segunda metade da década, foram produzidas outras novelas de sucesso em outros horários, como “Anjo Mau“, de Cassiano Gabus Mendes, às sete; “Saramandaia”, de Dias Gomes, às dez;  “O Astro”, de Janete Clair (que terá remake em julho deste ano), e “Dancin’Days”, de Gilberto Braga, às oito.  Esta última ditou moda com as meias de lurex, sandálias altas, roupas coloridas e os sucessos de discotecas.

Fotos e Vídeos: Divulgação/Youtube

Acompanhe amanhã a 2ª Parte.


HÁ 5 ANOS A GLOBO NOS SOLTAVA “COBRAS E LAGARTOS”

Há 5 anos, no horário das sete da Globo, João Emanuel Carneiro estreava a segunda novela de sua autoria, “Cobras e Lagartos”.

João vinha do sucesso “Da Cor do Pecado”, a maior audiência do horário, e recebeu a encomenda da emissora para uma nova novela, com a missão de reerguer o horário, que estava em baixa com a antecessora “Bang Bang“.

“Cobras e Lagartos” trazia o luxo como temática e sua história girava em torno da luxuoso loja de departamentos Luxus, alvo de cobiça dos personagens.

Para compor os personagens, os atores passaram por workshops de vendas e se habituaram com o universo.

Os antagonistas chamaram mais atenção do que os protagonistas. As cenas com os vilões Estevão (Henri Castelli), Leona (Carolina Dieckmann) e Ellen (Taís Araújo) e do anti-heroi Foguinho (Lázaro Ramos) eram mais interessantes do que as dos mocinhos Duda (Daniel de Oliveira) e Bel (Mariana Ximenes).

Carolina apareceu com um visual diferente, com os cebelos bem loiros, quase brancos. Ao longo da trama, Taís também teve suas madeixas clareadas, assim como Lázaro, que pintou o bigode de loiro.

Outro destaque da novela era a dupla formada pelas atrizes Marília Pêra e a saudosa Mara Manzan, que respectivamente, interpretaram patroa e empregada. Marília era a falida Milu Montini. Em determinado momento, elas trocaram os papeis e milu se tornou empregada de sua empregada.

A produção contava com duas cidades cenográficas. Uma recriava o Saara carioca, região de comércio ambulante da cidade, e a outra, era apenas o enorme prédio da Luxus.

Mariana Ximenes e Daniel de Oliveira como Bel e Duda.

No inicio da novela, o autor foi acusado de plágio pelo cineasta Walter Salles. O cineasta alegava copia do seu filme linha de Passe, o qual um motoboy que tocava flauta transversal namorava uma violoncelista, tal qual os personagens Duda e Bel na novela. Depois disso, as cenas em que os personagens tocavam seus instrumentos foram eliminadas da trama.

Se a missão de Cobras e Lagartos era levantar a audiência, esta foi cumprida. Em determinado capítulo atingiu audiência na casa dos 50 pontos, superior a “Da Cor do Pecado” e digna de novela das oito. Atualmente nem a das oito atingem este feito.

A novela era uma crítica social bem humorada. Os personagens eram ambiciosos e não queriam ser pobres. Falavam coisas que não costumam ser ditas em novelas.  Arrisco-me a dizer que as melhores cenas eram com a Carolina e a Taís, e da Marília com a Mara. Os resultados eram sempre ótimos, com boas falas e excelente interpretação.

Sinopse – O milionário Omar Pasquim (Francisco Cuoco) é dono da loja de departamentos Luxus e vive cercada de gente interessada em sua fortuna. Ele sabe que tem uma grave doença, e teme que sua herança vá parar em mãos de quem não merece. Solteiro, ele tem como herdeiros a irmã Milu e os sobrinhos Leona, Tomás (Leonardo Miggiorin) e Bel, esta é a unica que realmente se preocupa com ele e vive repetindo que não quer nenhum centavo de sua herança. Enquanto os demais parentes e outras pessoas fora da família tramam planos sórdidos para se apropriarem de seus bens.

Sabendo disso, Omar se disfarça de faxineiro para conhecer as reais intenções de cada um. É quando ele conhece o office-boy Duda, um cara de origem humilde e de bom coração que trabalha na cooperativa de motoboys “Lagartos Voadores”. Duda e Bel também se apaixonam, mas ela é noiva de Estevão, que a trai com Leona.

Omar então resolve deixar sua herança a Duda sem que ele saiba. Duda na verdade se chama Daniel. Mas, um outro Daniel, o malandro Foguinho, chega antes e coloca as mãos na fortuna.

Veja o vídeo com a chamada dos personagens Duda e Bel.

Curiosidades – A abertura dividia a tela pela metade, em diagonal, com cenas de luxo e pobreza.

– O tema das vinhetas “Estamos apresentando” e Voltamos a apresentar” era um arranjo da música Erva Venenosa, de Rita Lee. Mas, foi substituido a partir do 4º capítulo por Alô Alô Marciano, de Elis Regina, o tema de abertura.

– Erva Venenosa era pela segunda vez na década, o tema de uma vilã. A primeira havia sido em 2001, em “Um Anjo Caiu do Céu”, tema da personagem Laila de Montaltino (Christiane Torloni). E depois, em 2010, viria a ser da vilã Sofia (Zezé Polessa), em “Escrito nas Estrelas”.

– As trilhas Nacional e Internacional foram lançadas juntas, mas, eram vendidas separadamente. Mariana Ximenes estampou a capa da Nacional e Daniel de Oliveira, a Internacional. A Nacional trazia músicas como Quando a Chuva Passar, de Ivete Sangalo, e Sol, do Jota Quest, que estiveram entre as mais tocadas nas rádios, naquele ano. Ainda foi lançada uma trilha complementar, intitulada “Saara” e trazia hits populares, como: Show, de MC Léozinho, Meu Gol de Placa, Latino, e Vira de Ladinho, do grupo Malha Funk.

– O ator Henri Castelli vinha da novela Belíssima, que ainda estava no ar. Na trama das oito, seu personagem Pedro havia sido assassinado e ainda era citado. Depois da estreia de Cobras e Lagartos a emissora determinou que a imagem do não apareceria mais em flash-back (lembranças dos personagens). O nome de Henri também saiu dos créditos de abertura de “Belíssima”.

– Foi a estreia do ator Lázaro Ramos em novelas. Até então, ele só havia feitos filmes e séries. Foi também a 2ª novela de Cléo Pires, que havia sido revelada no ano anterior em “America”.

Fotos e Vídeos: Divulgação / Youtube

@diniz_paulinho

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