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“TI TI TI” ONTEM E HOJE

Pelo Convidado Vitor Santos de Oliveira*

Jacques Leclair e Victor Valentim, na versão de 1985.

Há quem diga até que não se trata de um remake a atual versão de “Ti Ti Ti”, de Maria Adelaide Amaral, mas de uma nova novela. Eu diria que “Ti Ti Ti” é uma releitura, livremente inspirada na trama oitentista de Cassiano Gabus Mendes, já que a espinha dorsal original está ali presente. No entanto, além da inclusão de núcleos de “Plumas e Paetês”, há outras mudanças significativas na versão de 2010/11, provenientes das mudanças pelas quais passou a sociedade nesses 25 anos, além do próprio estilo da autora. Sem procurar atribuir juízo de valor, aproveitando a última semana do remake, vamos comparar algumas dessas diferenças entre as duas produções.

A mais significativa das diferenças está no perfil de um dos protagonistas, Jacques L’eclair, vivido por Reginaldo Faria em 85 e por Alexandre Borges em 2010. O Jacques de Reginaldo era um autêntico macho-alfa, imponente, sedutor, que só desmunhecava na frente dos maridos das madames a quem atendia e com quem vivia tórridos romances. Além disso, era extremamente talentoso e o costureiro (naquela época não se usava o termo estilista) mais bem-sucedido do país. Em contrapartida, o Ari de Luiz Gustavo era um pobre diabo, tal qual o de Murilo Benício. Sem sorte para os negócios, vivia de fracasso em fracasso e chegara na meia idade sem ter construído nada e com um casamento fracassado nas costas. Daí se fazia o grande conflito. A diferença entre os dois era abissal, tanto em talento, quanto em poder. Era praticamente impossível imaginar que o desprovido Ari conseguiria vencer o poderoso Jacques. Por isso, o público acompanhou com bastante interesse e entusiasmo a virada do anti-herói e suas vitórias contra o rival.

Já no remake, a diferença entre um e outro não foi tão grande assim. Ambos não possuem o dom da costura e vivem de explorar o talento alheio. Além disso, Jacques não herdou o bom gosto da mãe, como na primeira novela. Extremamente cafona, só começou a deslanchar com a chegada de Jaqueline (Claudia Raia) em sua vida. Além disso, o Jacques de Alexandre Borges acabou dividindo opiniões por conta do caminho que ele tomou: extremamente histriônico e caricato, com caras e bocas e trejeitos afeminados quase todo o tempo, o estilista se mostrou um tanto fraco e descerebrado. Em contrapartida, o Ari de Benício, apesar de pateta, se mostrou bem mais esperto que Jacques, portanto, a jornada do herói na conquista de seu objetivo não pareceu tão dura e difícil assim aos olhos do público.

 

Cláudia Raia brilhou como Jaqueline Maldonado.

E, justiça seja feita, o grande destaque do elenco do remake ficou mesmo por conta de Claudia Raia e sua tresloucada Jaqueline. Mesmo com todas as maluquices e com todas as cenas de humor pastelão, Maria Adelaide e sua equipe souberam dar a humanidade necessária à personagem para que o público comprasse sua história e torcesse por ela. Ao meu ver, a grande heroína da trama, com peso de protagonista, deixando a rivalidade entre os estilistas em segundo plano. Rimos (muito), mas também choramos com Jaqueline, nutrimos carinho por ela e torcemos o tempo todo para que ela encontrasse a felicidade. Na versão original, a Jaqueline, vivida pela inesquecível Sandra Bréa, não tinha nem metade do peso que teve agora na trama. Apesar da beleza e da elegância de La Brea cativarem o público, a personagem vivia à sombra de Jacques e não tinha força o suficiente para sair de sua teia. Só no final terminou nos braços de Adriano (Adriano Reis), que nutria por ela um amor platônico desde o inicio. Outra mudança bastante drástica foi no perfil de Clotilde, vivida por Tania Alves no original e por Juliana Alves no remake. A Clotilde de Tania era uma delícia, fazia o gênero bonita e burra, mas de burra não tinha nada. Era esperta e sabia conquistar o que queria com charme e sedução. Muito diferente da pragmática Clotilde do remake, que não mediu esforços para alcançar seus objetivos, passando por cima de todos para promover Jacques e se tornando a grande cabeça do casal. Sinal dos tempos? Pode ser, já que hoje em dia, a postura das mulheres mudou bastante, mas confesso que a graça e o charme de Tania Alves fazia toda a diferença.

 

Aracy Balabanian era Marta, na primeira versão.

Outra mudança radical foi com a Marta, que na pele de Aracy Balabanian, era uma mulher dura, rancorosa, vingativa e fazia de tudo para destruir Jacques, já que ele fora o responsável pelo término de seu romance com Pedro (Paulo Castelli). Aliás, esse romance não convenceu o público nem um pouco. Acertadamente, Maria Adelaide transferiu no remake, o romance de Marta, agora vivida por Dira Paes, de Pedro para o próprio Jacques. E apesar de a Marta do remake ser também uma mulher sofrida, também é doce e bondosa e candidata ao amor de Ari.

 

Murilo Benício e Alexandre Borges, na versão de 2010.

Diferenças à parte, há uma semelhança que supera todas elas: o sucesso. A trama de Cassiano Gabus Mendes era ótima e mexeu com o país e a atual releitura de Maria Adelaide mostrou vigor e fôlego suficientes para reabilitar o horário das sete. Qual das duas versões é a melhor? Cada um tem a sua preferência, lógico, mas uma coisa ninguém pode negar: o sucesso esteve ao lado de ambas o tempo todo.

Fotos: Divulgação

*Vitor Santos é apaixonado por Televisão, o que se reflete em seu trabalho. Por formação, é roteirista e professor de literatura. Em 2009, tive a honra de contar com sua participação em meu Trabalho de Conclusão de Curso, o vídeo-documentário “Fábrica de Ilusões“. Recentemente conseguiu, por méritos próprios, ingressar para o seleto grupo de roteiristas da Rede Globo. Mesmo com tanta ocupação, ainda arruma tempo para abastecer com bom conteudo o seu bem-sucedido Blog Eu Prefiro Melão, no qual aborda assuntos televisivos.

A TRAJETÓRIA DE ALEXANDRE BORGES: DO SÉRIO AO CÔMICO DE UMA NOVELA PARA OUTRA

Mocinho, vilão, sério ou engraçado. Alexandre Borges consegue ir do drama à comédia de um personagem para outro.

 

Em Guerras Sem Fim, na Manchete.

Natural de Santos (SP), o ator fez sua primeira novela, “Guerra sem fim”, em 1993, na extinta TV Manchete, onde conheceu sua esposa, a atriz Júlia Lemmertz. No ano seguinte, ele já fazia parte do elenco da Rede Globo. Relembramos a trajetória do ator:

 

Estreando na Globo, em Incidentes em Antares.

Sua estreia na Globo foi em 1994, na minissérie “Incidentes em Antares”, fazendo uma participação como o padre Pedro Paulo.

Em 1995, ele atuou na minissérie “Engraçadinha”, como Luís Cláudio. Seu bom desempenho lhe rendeu um convite do autor Sílvio de Abreu para interpretar o mau-caráter Bruno, em “A Próxima Vítima”, no mesmo ano.

Na minissérie Engraçadinha.

Em 1996, Alexandre protagonizou sua primeira novela, “Quem é Você?”. Seu personagem, Afonso, vivia um triângulo amoroso com as irmãs Maria Luíza (Elisabeth Savalla) e Beatriz (Cássia Kiss).

 

Com Fernanda Montenegro, em Zazá.

No ano seguinte, ele era Solano Dumont, um dos sete filhos da protagonista-título de “Zazá”, personagem de Fernanda Montenegro, na novela de Lauro César Muniz.

 

No remake de Pecado Capital.

Em 1998, Glória Perez escreveu o remake de “Pecado Capital”, original de Janete Clair. E Alexandre Borges deu vida ao criativo publicitário Nélio Porto Rico. Na trama, ele engatou um romance com Vilminha Lisboa (Paloma Duarte).

Em 1999, estava no ar o seriado “Mulher”, protagonizado por Eva Wilma e Patrícia Pillar. Alexandre interpretou o doutor João Pedro, médico no hospital onde as protagonistas trabalhavam.

 

Como Dom Guilherme, na minissérie A Muralha

No início de 2000, a minissérie “A Muralha” comemorava os 500 do descobrimento do Brasil. Na obra de Maria Adelaide Amaral, Alexandre era Dom Guilherme, apaixonado pela sofredora Dona Ana (Letícia Sabatella).

Em meados do mesmo ano, o ator interpretou um personagem completamente diferente de Dom Guilherme, o ‘boa vida’ Danilo Albuquerque, na novela “Laços de Família”, de Manoel Carlos. Casado com Alma (Marieta Severo), Danilo teve um caso com a empregada, Ritinha (Juliana Paes), e acabou a engravidando.

Reveja uma cena de Alexandre, em Laços de Família.


 

Com Cláudia Raia, em As Filhas da Mãe.

Em 2001, Alexandre voltou a trabalhar com Sílvio de Abreu, em “As Filhas da Mãe”, como Leonardo Brandão. Na história, Leonardo acaba se apaixonando pela transexual Ramona, personagem de Cláudia Raia.

 

Em O Beijo do Vampiro.

Em 2002, a “vampiromania” estava no ar na Rede Globo, e Alexandre Borges não foi poupado. No folhetim “O Beijo do Vampiro”, de Antonio Calmon, ele viveu Rodrigo, o mocinho que vira vilão, vítima do maligno “anel do poder”.

 

Em Celebridade, o ator viveu Cristiano Reis.

No ano seguinte, o ator estava de volta ao horário nobre, e deu o ponto certo ao drama do jornalista Cristiano Reis, seu personagem em “Celebridade”, de Gilberto Braga. Cristiano era viúvo e se entregou a bebida por não suportar a morte de sua mulher. Com a ajuda de seu filho Zeca (Bruno Abrahão) e da vizinha Noêmia (Julia Lemmertz), ele conseguiu largar o vício e reconstruir sua vida, ao lado dos dois.

Em Belíssima, com Camila Pitanga.

“Belíssima” entrou no ar no final de 2005 e Alexandre empresário Alberto Sabatini. O esperto empresário fazia de tudo para conquistar sua empregada doméstica, Mônica, vivida por Camila Pitanga. Mas, quando conseguiu se casar com ela, começou a traí-la com várias mulheres.

 

Na minissérie Amazonia.

Já em 2007, Alexandre participou da primeira fase da minissérie “Amazonia – de Galvez a Chico Mendes”, interpretando um personagem real, doutor Plácido de Castro.

 

Com Letícia Sabatella, em Desejo Proibido.

No final do mesmo ano, ele voltou a fazer par com Letícia Sabatella, na novela “Desejo Proíbido”, de Walter Negrão. Seu personagem, doutor Escobar, se envolve com a paciente Ana, papel de Letícia.

 

Em Caminho das Índias, Alexandre viveu o complexo Raul Cadore.

A dobradinha se repetiu mais uma vez no trabalho seguinte de Alexandre. Em “Caminho das Índias”, de 2009, ele viveu o empresário Raul Cadore, um homem insatisfeito com a vida que leva, e resolve simular a própria morte, ao lado da amante Yvone (Letícia Sabatella). Porém, ela só quer saber de sua fortuna e o deixa pobre, em Dubai.

 

Atualmente, em Ti Ti Ti.

Atualmente, Alexandre pode ser visto como o engraçado costureiro Jacques Leclair, no remake de “Ti Ti Ti”, já em sua reta final. No folhetim adaptado por Maria Adelaide Amaral, Jacques, que na verdade se chama André Spina, vive em constante disputa com seu inimigo de infância, Ariclenes (Murilo Benício). O ator protagoniza cenas hilárias, principalmente, ao lado de Murilo Benício, Cláudia Raia e Juliana Alves.

 

Em Um Copo de Cólera, com sua esposa, a atriz Júlia lemmertz.

Com vários personagens marcantes no currículo, Alexandre Borges é um dos grandes nomes da Teledramaturgia Brasileira. Além de atuar em novelas e minisséries, o ator coleciona grandes papéis também no Teatro e no Cinema, como no filme “Um Copo de Cólera”.

Ainda na Televisão, ele atuou ao lado de sua esposa Júlia, como o protagonista do seriado “Joana e Marcelo”, no Multishow.

Júlia é uma das atrizes das quais Alexandre mais contracenou. Cláudia Raia e Letícia Sabatella também figuram esta lista.

Alexandre sempre traz bons personagens. OS que não são tão bons, ele o torna bom.

Fotos: Divulgação

Vídeo: Youtube

As boas da semana!

Drica fará participação em Ti Ti Ti.

Duas boas notícias nos bastidores da TV nesta semana. Uma delas é a participação da atriz Drica Moraes em Ti Ti Ti. Drica teve leucemia no ano passado, passou por tratamento e por um bem-sucedido transplante de medula óssea. Por conta da doença, a atriz teve sua convivência restrita, para não ter risco de alguma infecção devido à baixa imunidade.

Drica fará uma participação no folhetim das sete como a animada fisioterapeuta Teresa Batalha, que chegará para cuidar de Pedro (Marco Pigossi), depois de o rapaz sofrer um acidente. A personagem será também uma ex-cantora de rock, integrante da banda que Jaqueline (Cláudia Raia) teve na juventude, a B.O. – Boletim de Ocorrência. Com Drica Moraes e Cláudia Raia juntas é garantia de bom humor.

Lilia Cabral será a próxima Helena de Maneco.

Outra notícia, que não é bem desta semana, é que Lilia Cabral será a próxima Helena de Manoel Carlos. O autor convidou a atriz, que já atuou em vários de seus trabalhos, para ser protagonista de sua última novela, que está prevista para ir ao ar em 2014.

Lilia atualmente grava o seriado Divã, que estreia em abril, e também será a protagonista da próxima novela da nove, Fina Estampa, de Aguinaldo Silva, que deve estrear em agosto. Apesar de já ter vividos várias personagens fortes e de destaque, Griselda, de Fina Estampa, será a primeira protagonista de Lilia.

 

Fotos: Revista Contigo / Divulgação

@diniz_paulinho

 

A Trajetória de Cláudia Raia: uma grande atriz e uma atriz grande

Aos 44 anos de idade e 25 de carreira, Cláudia Raia coleciona personagens de sucesso. Entre mocinhas e vilãs, passando do drama a comédia.

Atualmente ela dá vida à estonteante Jaqueline, no remake de “Ti Ti Ti”. Uma personagem que, segundo ela, “a possibilita ir de A a Z, do melodrama a comédia”.

Vamos relembrar alguns destes personagens de sucesso interpretados pela atriz.

Em 1985, Cláudia estreou em grande estilo. Em horário nobre global e na novela mais bem-sucedida da história, “Roque Santeiro”, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva. Ela era Ninon, uma das dançarinas da boate Sexus, de Matilde (Yoná Magalhães), que esquentava as noites da cidade de Asa Branca, onde se passava a trama.

 

Como a feirante Tancinha, de Sassaricano

No ano seguinte, Cláudia fez o primeiro de seus trabalhos com o autor Sílvio de Abreu, em “Cambalacho” e em 1987, atuou em “O Outro”, de Aguinaldo Silva, como Edwirges. Mas, foi no final deste ano, que ela caiu nas graças do público como a feirante Tancinha, em “Sassaricando”. Tancinha  colocava as mãos nos seios ao oferecer melão na feira e com um sotaque paulistano carregado, ela repetia que estava “todo dividinha”, referindo-se à sua situação amorosa entre Beto (Marcos Frota) e Apolo (Alexandre Frota). Cláudia e Alexandre eram casados na época.

 

Na TV Pirata, como Tonhão

Depois de Sassaricano, na qual Cláudia mostrou seu tino para a comédia, a atriz integrou o elenco do humorístico “TV Pirata”, na qual fazia entre outras personagens, a presidiária Tonhão.

A bailarina das coxas grossas.

Em 1990, na novela “Rainha da Sucata”, também de Sílvio de Abreu, ela fez sucesso como Adriana, a “bailarina das coxas grossas”, que tinha um romance com o gago professor Caio (Antonio Fagundes).

Entre o cais do Porto de Santos e a capital São Paulo, se passava “Deus nos Acuda”, de 1992, na qual como a golpista Maria Escandalosa, Cláudia era a protagonista que se regenerava ao longo da trama. Nesta novela a atriz começou seu namoro e posterior casamento com o ator Edson Celulari, que era seu par romântico, como o rico Ricardo Bismachi.

Com Edson Celulari, em Deus nos Acuda (1992).

Em 1995, Cláudia deu vida à protagonista-título de “Engraçadinha, seus amores e seus pecados”, na segunda fase da minissérie. Neste mesmo ano, ela fez uma participação especial no último capítulo de “A Próxima Vítima”, como a última vítima.

Nos anos seguintes, a atriz participou de programas como “Você Decide” e “A Comédia da Vida Privada”. E estrelou seu próprio programa na Globo, o musical “Não Fuja da Raia”.

 

A vilã Ângela Vidal, de Torre de Babel.

Até que em 1998, ela volta às novelas vivendo a maquiavélica vilã Ângela Vidal, na conturbada “Torre de Babel”.

Na saga italiana de Matheu (Thiago Lacerda) e Juliana (Ana Paula Arósio), em “Terra Nostra”, de 1999, Cláudia foi a espanhola Hortência, uma personagem carregada de dramas.

Em “As Filhas da Mãe”, de 2001, Sílvio de Abreu reservou à Cláudia uma personagem diferente, a transexual Ramona, uma das filhas da mãe. Ramona se mostrava mais esperta do que as irmãs Tatiana (Andréa Beltrão) e Alessandra (Bete Coelho), nas trapaças das duas contra ela. E ainda, terminou a novela ao lado de Leonardo (Alexandre Borges), que não se conformava com a nova condição da moça.

Veja o vídeo em que Ramona reaparece em “As Filhas da Mãe

 

Em O Beijo do Vampiro (2002).

Na vampiromania de “O Beijo do Vampiro”, Cláudia Raia garantiu boas cenas ao lado de Tarcísio Meira, como os vampiros Mina e Bóris, respectivamente. Nesta época, Cláudia engravidou de sua segunda filha, Sophia, afastando-se da novela e voltando na reta final. Sua gravidez foi usada pela personagem, que gerou a vampirinha Pandorinha.

Em cena de Belíssima (2005/06).

2005 começou com Cláudia participando da minissérie “Mad Maria” e terminou com a atriz interpretando a atrapalhada Safira, de “Belíssima”. A personagem já tinha sido casada com um italiano, um português, um turco e um japonês, e termina a história com o mecânico paulistano Pascoal, vivido por Reynaldo Giannechinni.

 

Em Sete Pecados.

Em 2007, a atriz voltou a viver uma vilã em “Sete Pecados”, de Walcyr Carrasco. Na época, houve rumores de que Cláudia estava descontente com a personagem e com os rumos da história e teria pedido para sair. A vilã Ágatha morre com a explosão de uma bomba, que culmina no desenrolar de vários mistérios da novela.

 

Com Patrícia Pillar, em A Favorita. O autor manteve o suspense de quem era a vilã.

No ano seguinte, ao lado de Patrícia Pillar, Cláudia Raia foi uma das peças de João Emanuel Carneiro para instigar o público de “A Favorita”, que não sabia qual das personagens das atrizes era a mocinha e a vilã da história. Com todas as evidências para ser a vilã, Donatella, personagem de Cláudia, era na verdade a mocinha e Flora, a de Patrícia, era a grande vilã, que fez da vida de Donatella um inferno nos capítulos seguintes.

Em 2010, Cláudia anuncia sua separação com Edson Celulari. E logo depois, ela estreia o remake de “Ti Ti Ti”, como a divertida perua Jaqueline Maldonado. Jaqueline sempre dá um jeito para tudo e também acaba fazendo novas amizades com isso, sempre com alto astral.

Veja o vídeo com uma cena de Cláudia no primeiros capítulos de “Ti Ti Ti”

Rica, pobre, divertida, dramática, alegre, triste, mocinha, vilã… Em todas as suas personagens, Cláudia Raia consegue dar um toque diferente. E é sempre uma pessoa agradável de ver na telinha, interpretando ou como ela mesma. É uma atriz grande e uma grande atriz.

Fotos: Divulgação

Vídeos: Youtube

@diniz_paulinho


São Paulo 457 anos: Relembre algumas tramas ambientadas na cidade

Nesta terça (25), a cidade de São Paulo completa 457 anos.  Além de ser uma das principais cidades do mundo e a que acolhe pessoas de toda parte do Brasil e do mundo, a capital paulista é também cenário de muitas novelas e minisséries.

Autores como Sílvio de Abreu, Walcyr Carrasco e Maria Adelaide Amaral sempre ambientam suas tramas na terra da garoa.

Relembre algumas:

A Próxima Vítima (1995): Entre os bairros do Morumbi e do Bexiga, uma parada no Mercadão Municipal, onde estava localizada a Banca do Juca, personagem de Tony Ramos.

O Cravo e a Rosa (2000): As confusões de Catarina (Adriana Esteves) e Petrucchio (Eduardo Moscóvis) se passava na São Paulo da década de 1920.

Um Só Coração (2004): A minissérie foi uma homenagem pelos 450 anos da cidade e se passa entre os anos 1920 e 1950, retratando importantes personagens reais como Yolanda Penteado, Cicillo Matarazzo, Santos Dumont, Assis Chateaubriand, Anita Malfati, Mario de Andrade, Oswald de Andrade, Pagu e Tarsíla do Amaral. Momentos importantes da história do Brasil como a Semana de Arte de 1922 também foram reproduzidos.

Sete Pecados (2007) e Caras e Bocas (2009): Ambas as novelas de autoria de Walcyr Carrasco se passavam em São Paulo, mas não exploravam muito os bairros da capital paulista.

Ciranda de Pedra (2008): Um dos núcleos da novela circulava pelo bairro da Vila Mariana, no final dos anos 1950.

 

A Favorita (2008): Em sua estreia no horário nobre, João Emanuel Carneiro escolheu a cidade para ambientar o conflito entre Flora (Patrícia Pillar) e Donatella (Cláudia Raia).

Tempos Modernos (2010): Um espigão e a Galeria do Rock ambientados na Avenida São João, na região central da cidade, eram os cenários principais da trama.

Passione (2010): Como tradicionalmente as novelas de Sílvio de Abreu se passam em São Paulo, em seu mais recente trabalho isto não foi diferente.  Alguns pontos como o mercado hortfruti Ceagesp eram mostrados na história, lá trabalhava a feirante Candê (Vera Holtz). A trama contava ainda com a perua Clô (Irene Ravache) que queria ser chique e morar no Jardim América, bairro de classe média alta da cidade.

 

Ti Ti Ti (2010): A guerra das tesouras entre Jaques Leclair (Alexandre Borges) e Victor Valentim ( Murilo Benício) transita pela metrópole e cita e mostra alguns de seus pontos como os bairros do Tatuapé e Belenzinho e a rua Anália Franco. Em uma das cenas, a personagem Jaqueline (Cláudia Raia) ameaçava se jogar do Viaduto do Chá.

Fotos: Divulgação

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