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OS 10 ANOS DO FINAL DE “ROQUE SANTEIRO” NO VALE A PENA VER DE NOVO

Há 10 anos a novela “Roque Santeiro” se despedia do Vale a Pena Ver De Novo. Muitos telespectadores, como eu, assistiu a novela pela primeira vez nesta reprise na sessão.

“Roque Santeiro” entrou em cartaz em dezembro de 2000 como uma homenagem pelos 50 anos da Televisão Brasileira e pelos 35 anos da Rede Globo, 15 anos depois de sua exibição original.

Apesar da novela de Dias Gomes e Aguinaldo Silva ser a de maior audiência de toda a história da Teledramaturgia brasileira, a sua reprise não foi tão bem-sucedida, tendo média geral de 15 pontos. De modo particular, posso dizer que eu era telespectador assíduo da novela. Foi através desta súbita reprise, que pude conhecer famosos personagens como a Viuva Porcina, Sinhozinho Malta, Beato Salu, Zé das Medalhas, Dona Pombinha Abelha, Seu Flor, Matilde, Professor Astromar, Dona Mocinha, Padre Hipólito, entre outros. E me deliciei com a história dos moradores de Asa Branca, a cidade que não estava no mapa, conforme era dito nas chamadas.

Veja a cena final da novela:

 

Esta havia sido a 2ª reprise na novela. A primeira foi entre julho de 1991 e janeiro de 1992, no final da tarde.

Agora, quase 26 anos após a sua a exibição original e 10 anos após sua última reprise, “Roque Santeiro” volta ao ar no Canal VIVA, substituindo “Vale Tudo”, a partir de julho.

Veja o vídeo com a abertura:

 

Vídeos: Youtube

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DESPEDIDA DE SOLTEIRO: 15 ANOS ATRÁS, DE VOLTA EM VALE A PENA VER DE NOVO

Pelo Convidado Eduardo Secco*

Parece que foi ontem. Mas lá se vão quinze anos da reprise de Despedida de Solteiro. Caso único de repeteco que voltava ao ar no mesmo dia em que a Globo estreava uma trama inédita (a das 18h, Quem é Você), a trama de Walter Negrão esteve em cartaz no Vale a Pena Ver de Novo até agosto de 1996, e foi garantia de bom entretenimento para o público que costuma ver TV à tarde.

João Marcos (Felipe Camargo)

Para quem não se lembra, a novela era focada na amizade de João Marcos (Felipe Camargo), Pedro (Paulo Gorgulho), Pasqual Papagaio (Eduardo Galvão) e Matheus, o Xampu (João Vitti). Em 1985, às vésperas do casamento de João Marcos, eles se reúnem e decidem promover uma despedida de solteiro no bordel de Lola (Yoná Magalhães), que acaba interrompida assim que a todo-poderosa da cidade, Emília Souza Bastos (Lolita Rodrigues), por intermédio de seu advogado, Sérgio Santarém (Marcos Paulo), consegue uma ordem de despejo e expulsa a prostituta da cidade. Lola leva consigo todas as meninas, mas acaba deixando Salete (Gabriela Alves), que incita os rapazes a continuarem a farra. No dia seguinte, tão logo a cerimônia do casamento de João Marcos com Lenita (Tássia Camargo) se encerra, o rapaz e seus amigos são presos pelo estupro seguido de morte de Salete. A prisão do agora marido era a concretização da previsão de uma cartomante (Geórgia Gomide) a quem Lenita procura logo no primeiro capítulo. Ao questioná-la sobre sua felicidade no casamento, Lenita se vê desesperada ao saber que uma morte atravessa a sua união.

Pedro (Paulo Gorgulho)

Presos e condenados, João Marcos, Pedro e Pasqual retornam a Remanso após sete anos, em liberdade incondicional, e encontram suas vidas completamente modificadas. Lenita agora está casada com Sérgio Santarém, com quem teve uma filha, a doce Bibi (Fernanda Nobre). Vítimas das agressões e do vício em cocaína do marido (revelado por Lenita na ocasião da disputa pela guarda de Bibi), a ex de João Marcos se vê novamente envolvida por ele, que passa a lutar pela descoberta do verdadeiro culpado pela morte de Salete.

Já Pedro se envolve com Flávia (Lúcia Veríssimo), irmã de Xampu, para desespero da mãe da moça, Emília. E descobre que seu pai adotivo, Vitório (Elias Gleiser), que vive do cultivo de flores (as plantações eram, de longe, os cenários mais bonitos da novela), adotou outro menino, Léo (Patrick Oliveira). Decidido a encontrar a verdadeira mãe do menino, Pedro confronta Marta (Lucinha Lins), irmã de Pasqual que abandonou o filho, fruto de seu romance com Sérgio Santarém, para assumir os negócios do irmão, o “Empório Pasqual Secos & Molhados”.

Paschoal Papagaio (Eduardo Galvão)

Pasqual, em seu retorno, se via às voltas com seus muitos rolos amorosos, dentre eles Socorro (Cristina Mullins) e Nina (Helena Ranaldi). Acaba abandonado pelas duas e se consolando nos braços de Carol (Leila Lopes), dona da academia de ginástica da cidade. Academia na qual a então ex-paquita Letícia Spiller fazia sua estreia como atriz, vivendo a jovem Debbie, do núcleo jovem da novela, que incluía ainda o casal Paula (Patrícia Perrone) e Franco (Guga Coelho), professor de informática.

Xampu é o único dos amigos que não retorna a cidade. Após uma briga no presídio, contrai hepatite B e acaba falecendo (na sinopse, Xampu era violentado, contraindo assim o vírus HIV). Antes se casa com Bianca (Rita Guedes, em sua estreia na TV), deixando a moça em uma confortável situação financeira, para a alegria de sua mãe, Soraya (Ana Rosa), extremamente interesseira. Soraya vivia um casamento em desajuste com o bonachão Sirineu Farfan (Mauro Mendonça), dono do reboque da cidade, cujo pára-choque trazia os seguintes dizeres: “Eu vou tirar você deste lugar”. Sirineu se envolvia com Socorro, ao mesmo tempo em que sua filha, Nina (Helena Ranaldi), moça masculinizada se apaixonava pelo misterioso Mike (Jayme Periard), que ajuda João Marcos a encontrar Jorge Jordão (Othon Bastos), o verdadeiro responsável pela morte de Salete.

Xampu (João Vitti)

Jorge Jordão vivia escondido por Sérgio Santarém, um dos melhores trabalhos de Marcos Paulo. Articulador de toda a trama, Sérgio dominava a ação constantemente. Além de ter ajudado na condenação dos quatro rapazes, mesmo sendo advogado de defesa, era empecilho para o romance de João Marcos e Lenita; vivia perseguindo Marta; e ainda levava a família Souza Bastos à falência, ao se revelar filho bastardo do falecido marido de Emília. No final, após ser preso pela tentativa de sequestro de Léo e Bibi e por tentativa de homicídio contra João Marcos, o vilão acaba morto ao comer uma maçã envenenada oferecida por Glória (Cinira Camargo), sua secretária e amante.

Com um elenco bem escalado, Despedida de Solteiro contou com muitas participações especiais em sua primeira fase: Geórgia Gomide, Mário Lago, Paulo Goulart, Castro Gonzaga e Yoná Magalhães (que retornaria na segunda fase). Após 115 capítulos, a reprise se encerrava em 09 de agosto de 1996, deixando no público um gostinho de vale a pena ver de novo, acaso volte outra vez. rs

Curiosidades

Lenita (Tássia Camargo)

– A trama tem inicio no dia 06 de abril de 1985, sábado, véspera do casamento de João Marcos (Felipe Camargo). Na manhã do domingo, 07 de abril, a prostituta Salete (Gabriela Alves) é assassinada, na fictícia Cachoeira das Antas. No mesmo dia, ocorre o casamento de João Marcos e Lenita (Tássia Camargo) e a prisão dos quatro amigos.

– Um botão da camisa de João Marcos serviu como uma das provas do crime. O mesmo foi encontrado na pedra em que o corpo de Salete fora abandonado.

– Antes do julgamento, João Marcos, Pedro, Pasqual e Xampu passaram três meses presos. Acabaram condenados por sete votos a zero, cada um, a 15 anos de reclusão por homicídio qualificado e 06 anos, por estupro, totalizando 21 anos, em regime fechado.

O vilão Sérgio Santarém (Marcos Paulo)

– O nome completo dos quatro amigos eram Pedro da Vinci, João Marcos Batista Barbosa, Pasqual Cavini e Matheus Souza Bastos. Já Lenita era apelido para Madalena.

– O título provisório da trama, Adeus Muchachos, veio de um bolero gravado por Nelson Gonçalves. A última cena da novela reunia o elenco cantando tal música: “Adeus muchachos, companheiros desta vida; adeus amigos, meus camaradas. Já chega o tempo de empreender a retirada, chegou o dia do adeus, rapaziada!”

Fotos: Arquivo Pessoal / Divulgação

*Eduardo Secco é fisioterapeuta por formação. Porém, exerce a arte de ser roteirista de TV. Mesmo em seu início, já traz em seu currículo a autoria de dois textos de minisséries produzidas e gravadas pela produtora independente Casablanca Models, de Curitiba (PR). Eduardo é nascido e residente em Mogi Mirim (SP). Siga-o  no twitter.com/DuhSecco  

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RELEMBRE A REPRISE DE LAÇOS DE FAMÍLIA

Em 28 de fevereiro de 2005, entrava em cartaz no “Vale a Pena Ver de Novo” a novela “Laços de Família”, de Manoel Carlos.

A reprise ficou no ar até 23 de setembro do mesmo ano, e foi exibida em 150 capítulos apenas 59 a menos do que o original.

Nesta época, durante a reexibição, foi lançado o cd “O Melhor de Laços de Família”, em que reunia as principais músicas das trilhas nacional e internacional.

Assim como a exibição original, em 2000, a reprise também foi um sucesso. Chegou a ter picos de 35 pontos.

As antecessoras da sessão, Terra Nostra e Deus nos Acuda, não obtiveram o mesmo êxito.

Reveja a chamada de estreia de “Laços de Família” no Vale a Pena Ver de Novo.

Clique aqui e leia mais sobre a novela.

Foto e Vídeo: Divulgação

@diniz_paulinho

O Clone entra em sua segunda semana com boa audiência

Se a missão de O Clone era alavancar a audiência do Vale a Pena Ver De Novo, a novela tem conseguido êxito.

A audiência do folhetim de Glória Perez vem se superando a cada dia. Logo em seu primeiro capítulo, na segunda-feira anterior (10), registrou média de 15 pontos.

Ainda nessa primeira semana, no capítulo em que o gêmeo Diogo morre a audiência foi de 18 pontos, com picos de 21, em São Paulo.

Segundo dados prévios, nesta segunda (17), a novela já atingia 22 pontos.

 

Foto: Divulgação

 

O Clone: Globo aposta em grande produção para o Vale a Pena Ver De Novo

Nem sempre as novelas em cartaz na sessão Vale a Pena Ver De Novo, na Globo, fazem jus ao nome da sessão. Sucessos recentes, ainda frescos na memória do telespectador, voltam em menos de três anos do término de sua exibição original.

O último capítulo de Sete Pecados (exibida originalmente entre 2007 e 2008) foi ao ar na sexta, dia 07, encerrando como a pior audiência da sessão – em alguns capítulos chegou a registrar média de 9 pontos.

Para o novo cartaz, a emissora carioca tomou mais cuidado e trouxe de volta um dos sucessos do início da década. O Clone, de Glória Perez, volta ao ar quase dez anos depois.

A história de amor de Jade (Giovana Antonelli) e Lucas (Murilo Benício) garantiu à Globo bons índices de audiência em 2001 e teve uma boa repercussão de público e crítica. E parece já ter sortido efeito em sua volta. Segundo dados preliminares dessa segunda (10), O Clone registrou média de 16 pontos de audiência, com picos de 18. Sua antecessora, Sete Pecados, registrou 11, em seu primeiro capítulo.

A trama – Além da história de amor entre Jade e Lucas, o pano de fundo da novela era uma bem-sucedida experiência de clonagem humana. A questão da tolerância entre religiões e cultura de paz também foi retratada – parte da história se passava na cidade muçulmana Fez, no Marrocos.

O merchandising social – uma das marcas da autora – tratou com delicadeza a dependência química em famílias de elevada classe social.

Uma dose de humor era garantida nos núcleos suburbanos, ambientados no bairro de São Cristovão, no Rio de Janeiro. O pastel da Dona Jura (Solange Couto) o bordão “Né brinquedo, não!” que a personagem vivia repetindo, caíram nas graças do público.

Sucesso – Além do bordão da Dona Jura, outras expressões típicas dos personagens marroquinos ganharam vez nas ruas, como “Inshalá!” e “Vai arder no mármore do inferno”, esta repetida insistentemente pelo rabugento tio Abdul (Sebastião Vasconcellos).

As maquiagens e joias usadas por Jade viraram moda entre as mulheres.

Curiosidades – Durante a gravação da novela, atores como Stênio Garcia (tio Ali) e Débora Falabella (Mel) tiveram que ser afastados temporariamente por estarem com dengue. As falas de Ali passaram para outro personagem.  Já Mel, no auge de seu vício em drogas, foi interpretada por Cintia Falabella, irmã de Débora.

A novela estreou em 1º de outubro de 2001, menos de um mês após o ataque às torres gêmeas, nos Estados Unidos.

O Clone teve uma versão hispânica, numa co-produção entre a Globo e a emissora …,  gravada com outros atores e exibida nos Estados Unidos, levando o título de “El Clon”.

A última novela de Glória Perez reprisada no Vale a Pena Ver De Novo foi Barriga de Aluguel, em 1993.

Foto: Divulgação

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